{"id":1052,"date":"2025-10-20T22:52:33","date_gmt":"2025-10-20T14:52:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.viadomeio.com\/?p=1052"},"modified":"2025-10-20T22:52:33","modified_gmt":"2025-10-20T14:52:33","slug":"a-diferenca-entre-a-benevolencia-confuciana-e-a-menciana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/2025\/10\/20\/a-diferenca-entre-a-benevolencia-confuciana-e-a-menciana\/","title":{"rendered":"A diferen\u00e7a entre a benevol\u00eancia confuciana e a menciana"},"content":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p class=\"p1\">E<span class=\"s1\">m rela\u00e7\u00e3o<\/span> \u00e0 benevol\u00eancia [<i>ren<\/i> <span class=\"s2\">\u4ec1<\/span>], Conf\u00facio e<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>M\u00eancio concordam em tr\u00eas pontos. O primeiro \u00e9 a sua import\u00e2ncia central. A palavra &#8220;benevol\u00eancia&#8221; aparece mais de cem vezes nos <i>Analectos<\/i> de dezasseis mil palavras [<i>Lunyu<\/i> <span class=\"s2\">\u8ad6\u8a9e<\/span>]. Criador da doutrina da Bondade da Natureza Humana,<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>M\u00eancio acredita que a benevol\u00eancia reina sobre outras virtudes, como a rectid\u00e3o, a cortesia e a sabedoria, e defende um governo benevolente. Em segundo lugar, tem a ver com o facto de amarmos os nossos pais e as outras pessoas. Nos <i>Analectos<\/i>, o cap\u00edtulo &#8220;<i>Xue&#8217;er<\/i> <span class=\"s2\">\u5b78\u800c<\/span>&#8221; afirma que a raiz da benevol\u00eancia \u00e9 a filialidade<sup>1<\/sup>, enquanto no cap\u00edtulo &#8220;<i>Yanyuan<\/i> <span class=\"s2\">\u984f\u6df5<\/span>&#8220;, Conf\u00facio diz a Fan Chi <span class=\"s2\">\u6a0a\u9072<\/span> [n. 515 a.C.] que benevol\u00eancia significa amar os outros. O cap\u00edtulo &#8220;<i>Lilou<\/i> <span class=\"s2\">\u96e2\u5a41<\/span>&#8221; em<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>M\u00eancio afirma que uma pessoa benevolente \u00e9 cheia de amor pelos outros e que a verdade da benevol\u00eancia reside em cuidar dos pais.<sup>2<\/sup> Em terceiro lugar, ela tem a ver com simpatia e expans\u00e3o do amor. O cap\u00edtulo &#8220;<i>Yongye<\/i> <span class=\"s2\">\u96cd\u4e5f<\/span>&#8221; nos <i>Analectos<\/i> afirma: &#8220;Se algu\u00e9m deseja ser independente, deve tamb\u00e9m ajudar os outros a tornarem-se independentes; se algu\u00e9m deseja ser bem sucedido, deve tamb\u00e9m ajudar os outros a serem bem sucedidos&#8221;.<sup>3<\/sup><\/p>\n<p class=\"p3\">O cap\u00edtulo &#8220;Wei Linggong <span class=\"s2\">\u885b\u9748\u516c<\/span>&#8221; nos <i>Analectos<\/i> afirma: &#8220;N\u00e3o se deve dar aos outros o que n\u00e3o se quer para si pr\u00f3prio.&#8221;<sup>4<\/sup><\/p>\n<p class=\"p3\">A primeira sec\u00e7\u00e3o de &#8220;<i>Liang Huiwang<\/i> [<span class=\"s2\">\u6881\u60e0\u738b<\/span>]&#8221; em<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>M\u00eancio encoraja as pessoas a tratar todos os assuntos com equanimidade<sup>5<\/sup> e oferece este conselho de<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>M\u00eancio: &#8220;Cuido dos meus idosos e esfor\u00e7o-me para incluir os idosos dos outros; cuido dos meus jovens e esfor\u00e7o-me para incluir os jovens dos outros. &#8220;<sup>6<\/sup><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s3\">Embora Conf\u00facio e M\u00eancio tenham pontos de vista semelhantes sobre a benevol\u00eancia como esses, t\u00eam diferen\u00e7as fundamentais sobre como a alcan\u00e7ar. Vamos elaborar sobre como Conf\u00facio e M\u00eancio descrevem e demonstram a benevol\u00eancia a fim de expor essas diferen\u00e7as.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 class=\"p5\"><b>Raiz, fonte ou natureza: <\/b><b>Filialidade e Simpatia<\/b><b><\/b><\/h3>\n<p class=\"p2\"><span class=\"s4\">A afirma\u00e7\u00e3o &#8220;a raiz da benevol\u00eancia \u00e9 a filialidade&#8221; tem duas interpreta\u00e7\u00f5es poss\u00edveis. O verbo <i>wei<\/i> <\/span><span class=\"s5\">\u70ba<\/span><span class=\"s4\"> pode significar tanto &#8220;ser&#8221; como &#8220;fazer&#8221; (e, por extens\u00e3o, &#8220;praticar, fazer&#8221;). Assim, a filialidade pode ser a raiz da benevol\u00eancia, a primeira interpreta\u00e7\u00e3o; ou a raiz de fazer ou praticar a benevol\u00eancia, a segunda interpreta\u00e7\u00e3o. Se a filialidade \u00e9 a raiz da benevol\u00eancia, ent\u00e3o n\u00e3o \u00e9 a raiz da benevol\u00eancia em si.<sup>7<\/sup><\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s3\">A primeira interpreta\u00e7\u00e3o representa a teoria da benevol\u00eancia que ocorre naturalmente a partir da filialidade. Huang Kan <\/span><span class=\"s6\">\u7687\u4f83<\/span><span class=\"s3\"> [488-545] afirma em <i>Notas sobre os Analectos <\/i>[<i>Lunyu jijie yi shu<\/i> <\/span><span class=\"s6\">\u8ad6\u8a9e\u96c6\u89e3\u7fa9\u758f<\/span><span class=\"s3\">]: &#8220;Aqui, surpreendentemente, a filialidade \u00e9 considerada a fonte e a benevol\u00eancia a Via (<i>Dao<\/i>). Se a filialidade \u00e9 a fonte da benevol\u00eancia, um foco na filialidade ser\u00e1 suficiente para gerar benevol\u00eancia.&#8221;<sup>8<\/sup> Confucionistas Qing, como Mao Qiling <\/span><span class=\"s6\">\u6bdb\u5947\u9f61<\/span><span class=\"s3\"> [1623-1716] e Qian Daxin <\/span><span class=\"s6\">\u9322\u5927\u6615<\/span><span class=\"s3\"> [1728-1804] concordam com este ponto de vista.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s3\">A segunda interpreta\u00e7\u00e3o representa a teoria da benevol\u00eancia como o resultado da pr\u00e1tica da filialidade<sup>9<\/sup> e os proponentes desta teoria incluem os confucionistas da dinastia Song Zhu Xi <\/span><span class=\"s6\">\u6731\u71b9<\/span><span class=\"s3\"> [1130-1200] e Cheng Yi <\/span><span class=\"s6\">\u7a0b\u9824<\/span><span class=\"s3\"> [1033-1107], que fazem uso da benevol\u00eancia para explicar a natureza humana enquanto tentam enfraquecer ou eliminar a influ\u00eancia da filialidade na benevol\u00eancia: &#8220;S\u00f3 h\u00e1 benevol\u00eancia, rectid\u00e3o, cortesia e sabedoria na natureza humana. De onde vem a filialidade?&#8221;<sup>10<\/sup><\/span><\/p>\n<p class=\"p3\">Zhu Xi cita Cheng Yi e afirma nos <i>Quatro Livros Anotados<\/i> [<i>Si shu jizhu<\/i> <span class=\"s2\">\u56db\u66f8\u96c6\u6ce8<\/span>]: &#8220;Para realizar a benevol\u00eancia, \u00e9 preciso come\u00e7ar com a filialidade; para falar da natureza humana, \u00e9 preciso ver a benevol\u00eancia como a raiz da filialidade. &#8220;<sup>11<\/sup><\/p>\n<p class=\"p3\">Concordamos com a primeira interpreta\u00e7\u00e3o, de que a filialidade \u00e9 a raiz da benevol\u00eancia. Primeiro, n\u00e3o s\u00f3 a rela\u00e7\u00e3o interna entre a benevol\u00eancia e o amor aos pais \u00e9 enfatizada repetidamente nos <i>Analectos<\/i> e no <i>Livro dos Ritos<\/i> [<i>Liji<\/i> <span class=\"s2\">\u79ae\u8a18<\/span>], mas a <i>Hist\u00f3ria dos Jin<\/i> [<i>Jin yu<\/i> <span class=\"s2\">\u6649\u8a9e<\/span>] nas <i>Hist\u00f3rias dos Estados<\/i> [<i>Guo yu<\/i> <span class=\"s2\">\u570b\u8a9e<\/span>] tamb\u00e9m afirma que &#8220;amar os pais \u00e9 benevol\u00eancia&#8221;, e isso representa o consenso social desde o Per\u00edodo da Primavera-Outono [770-476 A.C.]. Segundo, Conf\u00facio raramente fala sobre a natureza e o Dao do universo, e \u00e9 altamente improv\u00e1vel que ele aceitasse a benevol\u00eancia como a fonte da filialidade, j\u00e1 que essa vis\u00e3o viraria suas cren\u00e7as de cabe\u00e7a para baixo.<sup>12<\/sup> Para al\u00e9m disso, Zhu Xi n\u00e3o explica porque raz\u00e3o a filialidade \u00e9 a raiz da benevo- l\u00eancia; a cita\u00e7\u00e3o acima de Cheng Yi, tal como a Teoria de Zhu sobre o Dao das Coisas [<i>Gewu shuo <\/i><span class=\"s2\">\u683c\u7269\u8aaa<\/span>], \u00e9 fragmentada e contradit\u00f3ria e, por isso, pouco convincente. Finalmente, alguns textos antigos t\u00eam muitas edi\u00e7\u00f5es. Em seus <i>Analectos Explicados<\/i> [<i>Lunyu ji shi<\/i> <span class=\"s2\">\u8ad6\u8a9e\u96c6\u91cb<\/span>], Cheng Shude <span class=\"s2\">\u7a0b\u6a39\u5fb7<\/span> [1877-1944] cita a obra de Ye Dehui <span class=\"s2\">\u8449\u5fb7\u8f1d<\/span>[1864-1927] <i>Proofreading Japan&#8217;s Tianwen Edition of the Analects <\/i>[<i>Riben tianwen ben lunyu jiaokan ji<\/i> <span class=\"s2\">\u65e5\u672c\u5929\u6587\u672c\u8ad6\u8a9e\u6821\u52d8\u8a18<\/span>]: [a respeito da filialidade ser a raiz da benevol\u00eancia, <i>xiaoti wei renzhi ben<\/i> <span class=\"s2\">\u5b5d\u608c\u70ba\u4ec1\u4e4b\u672c<\/span>] &#8220;As edi\u00e7\u00f5es Zuli [<span class=\"s2\">\u8db3\u5229<\/span>], Tang [<span class=\"s2\">\u5510\u672c<\/span>], Jinfan [<span class=\"s2\">\u6d25\u85e9<\/span>] e Zhengping [<span class=\"s2\">\u6b63\u5e73<\/span>] n\u00e3o cont\u00eam a palavra <i>wei<\/i> [<span class=\"s2\">\u70ba<\/span>]. &#8220;<sup>13<\/sup> A aus\u00eancia do verbo <span class=\"s2\">\u70ba<\/span> elimina a necessidade da segunda interpreta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p3\">Os textos antigos descrevem a filialidade como um sentimento simples e natural e a benevol\u00eancia como um sentimento cultural e moral. Quando Han Yu <span class=\"s2\">\u97d3\u6108<\/span> [768-824] disse que a benevol\u00eancia \u00e9 o amor universal, ele ecoou o sentimento confuciano. Do amor dos pais na <i>Hist\u00f3ria dos Jin<\/i> ao amor universal confuciano, h\u00e1 um aumento da generosidade comportamental e espiritual. Esse aumento n\u00e3o \u00e9 um processo natural; ele tem de ser motivado pela inten\u00e7\u00e3o,<sup>14<\/sup> assim como afirma o peda\u00e7o de bambu desenterrado em Guodian, &#8220;o homem cria a benevol\u00eancia&#8221;. Conf\u00facio acha que a sagacidade acontece quando &#8220;vemos o universo como uma fam\u00edlia e o pa\u00eds como uma pessoa&#8221;.<sup>15<\/sup> Ele usa a palavra &#8220;desejo&#8221; [<i>yu<\/i> <span class=\"s2\">\u6b32<\/span>] para descrever esse esfor\u00e7o intencional e o cultivo moral no cap\u00edtulo &#8220;<i>Shu&#8217;er<\/i>&#8221; dos <i>Analectos<\/i>: &#8220;A benevol\u00eancia est\u00e1 longe? Eu desejo-a e ela vem. &#8220;<sup>16<\/sup> O <i>Shuowen jiezi<\/i> <span class=\"s2\">[\u8aaa\u6587\u89e3\u5b57<\/span>] descreve <span class=\"s2\">\u6b32 <\/span>como relacionado (de facto logogramaticamente) com uma falta, uma defici\u00eancia. Assim, <i>yu<\/i> significa obter um objecto que n\u00e3o se tem ou visar um objectivo que n\u00e3o se alcan\u00e7ou. A defici\u00eancia aqui \u00e9 o sentimento original, a filialidade, que se revela insuficiente, pelo que a pessoa visada pelo desejo \u00e9 o pr\u00f3prio, e o objectivo \u00e9 a imparcialidade e a sagacidade. Alguns te\u00f3ricos pensam que a inten\u00e7\u00e3o moral \u00e9 apenas uma potencialidade a ser realizada pela mente, que a benevol\u00eancia implica o cultivo, a inicia\u00e7\u00e3o e a implementa\u00e7\u00e3o da inten\u00e7\u00e3o moral, e que a primeira carater\u00edstica da benevol\u00eancia \u00e9 a inten\u00e7\u00e3o.<sup>17<\/sup> Como o confucionismo se baseia na filialidade, que \u00e9 um sentimento afectivo, a inten\u00e7\u00e3o moral que se desenvolve ao longo de uma potencialidade \u00e9 ela pr\u00f3pria sentimental e racional. O papel da inten\u00e7\u00e3o moral \u00e9, portanto, importante, embora facilmente negligenciado.<sup>18<\/sup><\/p>\n<p class=\"p3\">Os sentimentos s\u00e3o intencionais: eu desejo a benevol\u00eancia e ela vem. A an\u00e1lise de textos que discutem a benevol\u00eancia pode dar-nos um vislumbre de como este processo funciona. No cap\u00edtulo &#8220;<i>Yanghuo<\/i>&#8221; dos <i>Analectos<\/i>, Zai Wo <span class=\"s2\">\u5bb0\u6211<\/span> [522-458 a.C.] afirma: &#8220;Tr\u00eas anos de luto parecem longos&#8221;, ao que Conf\u00facio exclama: &#8220;Zai Wo n\u00e3o \u00e9 benevolente!&#8221; Wang Yangming <span class=\"s2\">\u738b\u967d\u660e<\/span> [1472-1529] tem uma explica\u00e7\u00e3o para isso: &#8220;Como as plantas, precisamos de ra\u00edzes para sobreviver. O amor entre pai e filho e entre irm\u00e3os \u00e9 a fonte de inten\u00e7\u00f5es amorosas que se podem desenvolver em benevol\u00eancia para com outras pessoas e amor por todas as coisas do mundo. O amor universal de Mozi equipara os irm\u00e3os aos estranhos e mata a fonte das inten\u00e7\u00f5es amorosas. A filialidade \u00e9 a raiz da benevol\u00eancia; esta \u00faltima cresce a partir da primeira.&#8221;<sup>19<\/sup><\/p>\n<p class=\"p3\">O texto recentemente desenterrado &#8220;A Natureza origina-se na Vida&#8221; afirma: &#8220;O Dao come\u00e7a com o amor e o amor come\u00e7a com a natureza; o in\u00edcio est\u00e1 pr\u00f3ximo do amor e o fim est\u00e1 pr\u00f3ximo da rectid\u00e3o&#8221;. Esta \u00e9 uma explica\u00e7\u00e3o adequada da frase dos <i>Analectos<\/i> &#8220;a filialidade \u00e9 a raiz da benevol\u00eancia&#8221;.<\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s3\">De tudo isto se depreende que a benevol\u00eancia \u00e9 a preocupa\u00e7\u00e3o com o bem-estar e o sofrimento dos outros e o desejo de ajudar os outros a alcan\u00e7ar o que se quer alcan\u00e7ar para si pr\u00f3prio (como a independ\u00eancia e o sucesso). <\/span><\/p>\n<p class=\"p3\">Na mesma linha, Liang Shuming <span class=\"s2\">\u6881\u6f31\u6e9f<\/span> [1893-1988] afirma que &#8220;a benevol\u00eancia \u00e9 instinto, emo\u00e7\u00e3o e intui\u00e7\u00e3o&#8221;,<sup>20<\/sup> enquanto Wang Yangming oferece a seguinte explica\u00e7\u00e3o: &#8220;A inten\u00e7\u00e3o tem um objeto transcendente a que chamamos &#8216;mat\u00e9ria&#8217; [wu <span class=\"s2\">\u7269<\/span>]. Quando se deseja benevol\u00eancia para com as outras pessoas e amor por todas as coisas do mundo, esta benevol\u00eancia e amor s\u00e3o a &#8216;mat\u00e9ria&#8217;.&#8221;<\/p>\n<p class=\"p3\">Esta passagem explica a estrutura sentimento-inten\u00e7\u00e3o, que gera a motiva\u00e7\u00e3o, a a\u00e7\u00e3o, a cria\u00e7\u00e3o e a avalia\u00e7\u00e3o. O que precisa ser enfatizado \u00e9 que essa estrutura come\u00e7a com o sentimento e o comportamento da filialidade e termina na solicitude por todos.<\/p>\n<p class=\"p3\">M\u00eancio afirmou que &#8220;a benevol\u00eancia come\u00e7a com uma mente simp\u00e1tica&#8221;.<sup>21<\/sup> A simpatia \u00e9 uma combina\u00e7\u00e3o de amor e dor. H\u00e1 uma famosa demonstra\u00e7\u00e3o menciana de simpatia: &#8220;Quando vemos uma crian\u00e7a prestes a cair num po\u00e7o, sentimos uma simpatia apreensiva cujo objectivo n\u00e3o \u00e9 melhorar a nossa rela\u00e7\u00e3o com os pais, vangloriarmo-nos perante os nossos amigos ou impedir a crian\u00e7a de chorar.&#8221; \u00c9 \u00f3bvio que esta simpatia pela crian\u00e7a em perigo \u00e9 diferente da filialidade: a primeira \u00e9 um instinto moral universal e absoluto, enquanto a segunda \u00e9 um sentimento social e culturalmente prescrito. A ruptura da benevol\u00eancia menciana com a hist\u00f3ria e a cultura \u00e9 intencional, n\u00e3o acidental, e \u00e9-lhe dada uma fonte metaf\u00edsica &#8211; o universo &#8211; como compensa\u00e7\u00e3o.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>M\u00eancio afirmou na primeira parte de &#8220;<i>Gaozi<\/i>&#8220;: &#8220;A benevol\u00eancia, a rectid\u00e3o, a cortesia e a sabedoria n\u00e3o me v\u00eam do exterior mas s\u00e3o inerentes a mim. S\u00e3o-me dadas pelo universo&#8221;. E tamb\u00e9m: &#8220;Um homem sem simpatia n\u00e3o \u00e9 um homem de todo. &#8220;<sup>22<\/sup><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s3\">Esta \u00e9 a ess\u00eancia da doutrina Menciana da Bondade da Natureza Humana. A transforma\u00e7\u00e3o de um sentimento instintivo num atributo dotado pelo universo n\u00e3o s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel como \u00e9 inevit\u00e1vel. Isso ocorre porque o sentimento de simpatia \u00e9 separado da mente simp\u00e1tica que o contempla, e a mente simp\u00e1tica n\u00e3o equivale \u00e0 benevol\u00eancia que cresce a partir dele. Zhu Xi usa a &#8220;Doutrina das Tr\u00eas Partes&#8221; de Zhang Zai <\/span><span class=\"s6\">\u5f35\u8f09<\/span><span class=\"s3\"> [1020-1077] (mente, natureza e sentimento [xin-xing-qing <\/span><span class=\"s6\">\u5fc3-\u6027<\/span><span class=\"s3\">&#8211;<\/span><span class=\"s6\">\u60c5<\/span><span class=\"s3\">]) para explicar a teoria um tanto confusa de<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>M\u00eancio: &#8220;A simpatia \u00e9 sentimento, a mente simp\u00e1tica \u00e9 mente, e a benevol\u00eancia \u00e9 natureza. Os tr\u00eas s\u00e3o mutuamente dependentes.&#8221;<sup>23<\/sup><\/span><\/p>\n<p class=\"p3\">A diferen\u00e7a entre as ideias confuciana e menciana de benevol\u00eancia \u00e9 agora clara: Conf\u00facio usa o homem e a filialidade (sentimento) para falar sobre benevol\u00eancia<sup>24<\/sup> , enquanto M\u00eancio o faz com o universo e a racionalidade moral (natureza e mente).<\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s3\">O universo vivo de Conf\u00facio transformou-se no universo moral e filos\u00f3fico de M\u00eancio; a benevol\u00eancia tamb\u00e9m passou de fruto do desejo a objecto do pensamento.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>M\u00eancio afirmou: &#8220;A fun\u00e7\u00e3o da mente \u00e9 pensar. Adquire-se sempre algo atrav\u00e9s do pensamento. Se n\u00e3o se pensa, n\u00e3o se adquire nada&#8221;. Aqui, pensar n\u00e3o envolve o tipo comum de pensamento, mas uma busca numa direc\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, e adquirir \u00e9 estabelecer a benevol\u00eancia (que \u00e9 a natureza) como o princ\u00edpio orientador da vida. Embora a doutrina menciana da bondade da natureza humana se tenha tornado &#8220;o princ\u00edpio de milhares de gera\u00e7\u00f5es&#8221;, a sua descri\u00e7\u00e3o metaf\u00edsica n\u00e3o tem plenamente em conta a historicidade da natureza humana. A rela\u00e7\u00e3o entre o homem e a benevol\u00eancia, que \u00e9 uma quest\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o entre a vida e os seus projectos no confucionismo, torna-se uma quest\u00e3o de cultivo e uma rela\u00e7\u00e3o entre a mente e a natureza para<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>M\u00eancio. Sob a estrutura da mente como o mestre dos sentimentos e da natureza humana, o holismo da filosofia da vida \u00e9 viciado. Os sentimentos s\u00e3o destitu\u00eddos de sua import\u00e2ncia e se tornam um factor passivo a ser suprimido devido \u00e0 sua oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 natureza.<sup>25<\/sup> Quando Wang Yangming afirma que &#8220;a consci\u00eancia \u00e9 apenas a mente distinguindo o certo do errado&#8221;,<sup>26<\/sup> a eviscera\u00e7\u00e3o da benevol\u00eancia de Conf\u00facio \u00e9 completa.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>M\u00eancio foi o instigador desse final tr\u00e1gico.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 class=\"p5\"><b>Estrutura ou estatuto: <\/b><b>Ess\u00eancia ou Virtude<\/b><\/h3>\n<p class=\"p2\"><span class=\"s3\">Feng Youlan <\/span><span class=\"s6\">\u99ae\u53cb\u862d<\/span><span class=\"s3\"> [1895-1990] observou que os <i>Analectos<\/i> tratam a benevol\u00eancia por vezes como uma das virtudes (juntamente com a rectid\u00e3o, a cortesia e a sabedoria) e doutras vezes como &#8220;virtude aperfei\u00e7oada&#8221;; a primeira pertence \u00e0 \u00e9tica; a segunda pertence \u00e0 filosofia.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\">Se concordarmos com esta distin\u00e7\u00e3o, podemos dizer que a ess\u00eancia da benevol\u00eancia confucionista \u00e9 filos\u00f3fica, enquanto a benevol\u00eancia menciana, cuja fonte \u00e9 o universo, est\u00e1 sempre ligada a outros conceitos (como a rectid\u00e3o e a pol\u00edtica) e, por isso, pertence fundamentalmente \u00e0 \u00e9tica e \u00e0 ci\u00eancia pol\u00edtica.<\/p>\n<p class=\"p3\">Come\u00e7amos por analisar o papel essencial que a benevol\u00eancia desempenha no confucionismo. Um conceito \u00e9 essencial quando n\u00e3o deriva de nenhum outro no sistema, embora outros conceitos possam derivar dele. Alguns exemplos s\u00e3o o <i>Dao<\/i> de Laozi, o <i>li<\/i> de Zhu Xi, a <i>ideia<\/i> de Plat\u00e3o, o <i>esp\u00edrito absoluto<\/i> de Hegel e a <i>benevol\u00eancia<\/i> confucionista.<\/p>\n<p class=\"p3\">Devemos tamb\u00e9m mencionar aqui o universo. O papel do universo degradou-se durante a evolu\u00e7\u00e3o de uma vis\u00e3o determinista para uma vis\u00e3o \u00e9tica da vida.<sup>28<\/sup> A partir de passagens como &#8220;o universo \u00e9 imparcial e a sua opera\u00e7\u00e3o virtuosa&#8221; e &#8220;o universo v\u00ea o que o povo v\u00ea e ouve o que o povo ouve&#8221;, o <i>Livro dos Documentos<\/i> [<i>Shang shu<\/i> <span class=\"s2\">\u5c1a\u66f8<\/span>] mostra que o universo adquiriu gradualmente uma inten\u00e7\u00e3o que gira em torno do povo. &#8220;Para Conf\u00facio, o universo passa a existir atrav\u00e9s da natureza humana. Eu, e n\u00e3o o universo, dou \u00e0 luz a benevol\u00eancia. N\u00e3o h\u00e1 Dao do universo fora da benevol\u00eancia. &#8220;<sup>29<\/sup> Al\u00e9m disso, esse Dao do universo resulta principalmente dos sentimentos instintivos de Conf\u00facio sobre si mesmo e sobre o mundo, nenhuma for\u00e7a dominante est\u00e1 envolvida. Seus disc\u00edpulos frequentemente lamentam a aus\u00eancia de discuss\u00f5es sobre a natureza e o universo.<sup>30<\/sup><\/p>\n<p class=\"p3\">Esta natureza essencial \u00e9 tamb\u00e9m revelada pelo facto de a benevol\u00eancia ser a base de outras importantes ideias confucionistas. Nos <i>Analectos<\/i>, o cap\u00edtulo &#8220;<i>Bayi<\/i>&#8221; afirma: &#8220;Quando n\u00e3o se \u00e9 benevolente, de que servem os ritos? Quando n\u00e3o se \u00e9 benevolente, de que serve a m\u00fasica?&#8221;<sup>31<\/sup> A biografia de Zhai Fangjin <span class=\"s2\">\u7fdf\u65b9\u9032<\/span> [53-7 a.C.] em <i>O Livro dos Han<\/i> explica-o assim: &#8220;Nenhum trabalho \u00e9 adequado para um homem sem benevol\u00eancia; se talentoso, ele \u00e9 a praga do pa\u00eds.&#8221;<sup>32<\/sup> Bao Xian <span class=\"s2\">\u5305\u54b8<\/span> [7-65 a.C.] tamb\u00e9m fornece uma nota de rodap\u00e9 para isso: &#8220;Um homem sem benevol\u00eancia n\u00e3o pode ser cort\u00eas ou bem versado em m\u00fasica.&#8221; Todas estas s\u00e3o explica\u00e7\u00f5es de como a benevol\u00eancia opera no sistema social. Qian Mu <span class=\"s2\">\u9322\u7a46<\/span> [1895-1990] diz que &#8220;a benevol\u00eancia \u00e9 a base da cortesia. O Duque de Zhou criou o sistema de ritos, enquanto Conf\u00facio definiu benevol\u00eancia. Isso implica que Conf\u00facio estabeleceu a benevol\u00eancia como a base para o sistema de ritos e m\u00fasica.<\/p>\n<p class=\"p3\">Textos recentemente descobertos confirmam estes argumentos. A sec\u00e7\u00e3o dos Cinco Elementos de <i>Guodian Chu Slips<\/i> afirma: &#8220;A benevol\u00eancia \u00e9 a base dos ritos e da m\u00fasica e relaciona-se harmoniosamente com os outros quatro elementos.&#8221;<sup>34<\/sup> Esta mesma passagem \u00e9 expressa nos anteriores <i>Manuscritos de Seda Mawangdui<\/i> [<i>Mawangdui boshu<\/i> <span class=\"s2\">\u99ac\u738b\u5806\u5e1b\u66f8<\/span>], tamb\u00e9m na sec\u00e7\u00e3o dos Cinco Elementos, como &#8220;a sagacidade \u00e9 a base dos ritos e da m\u00fasica e relaciona-se harmoniosamente com os cinco elementos.&#8221;<sup>35<\/sup><\/p>\n<p class=\"p3\">Como \u00e9 que a benevol\u00eancia gera ritos e m\u00fasica? Atrav\u00e9s do povo, e dos s\u00e1bios em particular, os fil\u00f3sofos pr\u00e9-Qin descreveram a fonte dos v\u00e1rios sistemas culturais como &#8220;produ\u00e7\u00f5es sagazes&#8221; [<i>Shengren zhizuo<\/i> <span class=\"s2\">\u8056\u4eba\u88fd\u4f5c<\/span>]. Os legistas pensam que estes sistemas s\u00e3o o resultado de tend\u00eancias racionais, enquanto os mo\u00edstas os atribuem a um misterioso tipo de amor. A sagacidade acima mencionada \u00e9 particularmente esclarecedora aqui. Wang Guowei <span class=\"s2\">\u738b\u570b\u7dad<\/span> [1877-1927] afirmou que o duque de Zhou estabeleceu o sistema Yin, que consiste em tr\u00eas partes: primogenitura, culto aos ancestrais e proibi\u00e7\u00e3o de casamento entre pessoas com o mesmo apelido.<sup>36<\/sup> Trata-se de uma declara\u00e7\u00e3o de factos. A benevol\u00eancia, como base confucionista, \u00e9 uma explica\u00e7\u00e3o de valores, &#8220;inferindo os motivos de um s\u00e1bio atrav\u00e9s das suas ac\u00e7\u00f5es&#8221;.<sup>37<\/sup> Esta benevol\u00eancia sagaz come\u00e7a com o amor [a preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 o sentimento comum a todas as produ\u00e7\u00f5es sagazes] e surge atrav\u00e9s da compreens\u00e3o de que existe o Dao no universo e de que se ser\u00e1 bem sucedido se o respeitarmos. A sec\u00e7\u00e3o dos Cinco Elementos dos <i>Manuscritos de Seda Mawangdui<\/i> afirma: &#8220;Um homem honrado n\u00e3o \u00e9 s\u00e1bio se n\u00e3o tiver preocupa\u00e7\u00e3o no seu cora\u00e7\u00e3o. . .<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>A sabedoria vem atrav\u00e9s da contempla\u00e7\u00e3o. . .<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>Sem benevol\u00eancia, a contempla\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem profundidade. Sem sabedoria, a contempla\u00e7\u00e3o n\u00e3o vai longe. &#8220;<sup>38<\/sup><\/p>\n<p class=\"p3\">Esta sagacidade profunda e sem limites manifesta-se nos ritos e na m\u00fasica, e a benevol\u00eancia \u00e9 a for\u00e7a motriz destas produ\u00e7\u00f5es sagazes. Este aspeto essencial assegura a integridade dos sistemas e d\u00e1-lhes o apoio teor\u00e9tico que lhes permite renovarem-se atrav\u00e9s dos tempos. O cap\u00edtulo &#8220;<i>Liyun<\/i>&#8221; do <i>Livro dos Ritos<\/i> afirma: &#8220;Se os ritos n\u00e3o existissem, a rectid\u00e3o t\u00ea-los-ia criado.&#8221;<sup>39<\/sup> O cap\u00edtulo &#8220;<i>Fanlun<\/i>&#8221; do <i>Huainanzi<\/i> afirma: &#8220;Um s\u00e1bio cria ritos e m\u00fasica mas n\u00e3o se limita a eles. H\u00e1 um m\u00e9todo para governar um pa\u00eds e ele come\u00e7a com a melhoria da vida das pessoas.&#8221;<sup>40<\/sup> Ambas as afirma\u00e7\u00f5es expressam a conclus\u00e3o anterior.<\/p>\n<p class=\"p3\">O conceito b\u00e1sico do pensamento menciano \u00e9 o universo. A primeira sec\u00e7\u00e3o de &#8220;<i>Gaozi<\/i>&#8221; fala sobre os padr\u00f5es pelos quais as pessoas se regem; um grande homem segue padr\u00f5es elevados enquanto um homem insignificante segue padr\u00f5es baixos. Zhao Qi <span class=\"s2\">\u8d99\u5c90<\/span> [d. 201] explica isso em <i>Coment\u00e1rios sobre<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>M\u00eancio <\/i>[<i>Mengzi zhangju<\/i> <span class=\"s2\">\u5b5f\u5b50\u7ae0\u53e5<\/span>]: &#8220;Os padr\u00f5es baixos simbolizam os instintos b\u00e1sicos, enquanto os padr\u00f5es altos simbolizam as aspira\u00e7\u00f5es elevadas; os padr\u00f5es altos aspiram \u00e0 cortesia e \u00e0 retid\u00e3o, enquanto os padr\u00f5es baixos querem satisfazer os instintos b\u00e1sicos&#8221;.<sup>41<\/sup><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s7\">O cap\u00edtulo &#8220;<i>Jinxin<\/i>&#8221; em<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>M\u00eancio afirma: &#8220;A fun\u00e7\u00e3o da mente \u00e9 pensar.&#8221;<sup>42<\/sup> Os objectos do pensamento s\u00e3o as coisas que derivam do universo, como benevol\u00eancia, rectid\u00e3o, cortesia e sabedoria.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>M\u00eancio acreditava que eles constituem a natureza humana: &#8220;A natureza de um homem honrado \u00e9 tal que ele tem benevol\u00eancia, rectid\u00e3o, cortesia e sabedoria na sua mente. &#8220;43<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\">Embora<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>M\u00eancio afirmasse que a benevol\u00eancia reina sobre as outras virtudes, ele parecia n\u00e3o querer enfatizar esse ponto. Ele tamb\u00e9m afirmou que benevol\u00eancia significa amar outras pessoas e est\u00e1 mais pr\u00f3ximo de Conf\u00facio ao equiparar a benevol\u00eancia a cuidar dos pais.<sup>44<\/sup> Conf\u00facio usou a benevol\u00eancia para explicar a sagacidade, enquanto<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>M\u00eancio afirmou que o princ\u00edpio orientador de Yao e Shun<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>era a filialidade. Ele acredita que os antigos eram melhores pessoas porque sabiam como estender o seu comportamento exemplar.<sup>46 <\/sup>Para agir de acordo com o Dao do universo, \u00e9 preciso, claro, ver o mundo como fam\u00edlia, estender o seu cuidado aos idosos e crian\u00e7as de outras pessoas, e ver todas as quest\u00f5es com equanimidade. Mas ser\u00e1 que &#8220;adoptar um comportamento exemplar&#8221; \u00e9 suficiente para cobrir tudo o que est\u00e1 envolvido? Pensamos que n\u00e3o. Os <i>Guodian Chu Slips <\/i>cont\u00eam informa\u00e7\u00f5es sobre os tempos de Yao e Shun: &#8220;Durante a era de Yao e Shun, o trono n\u00e3o era herdado, mas transmitido a s\u00e1bios escolhidos. Yao e Shun tornaram-se reis n\u00e3o para benef\u00edcio pr\u00f3prio, mas para benef\u00edcio de todo o povo. O governo dos s\u00e1bios representa o pin\u00e1culo da sagacidade; beneficiar todas as pessoas representa o auge da benevol\u00eancia. Era assim que os antigos falavam de sagacidade, benevol\u00eancia e sabedoria.&#8221;<sup>47<\/sup><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s3\">Se<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>M\u00eancio abandona o fundamento confucionista da benevol\u00eancia, \u00e9 porque quer partir do universo e das quatro virtudes e colocar a benevol\u00eancia ao lado da rectid\u00e3o, da cortesia e da sabedoria: &#8220;A benevol\u00eancia come\u00e7a com a mente simp\u00e1tica, a rectid\u00e3o com a avers\u00e3o aos pecados, a cortesia com a humildade e a sabedoria com a capacidade de distinguir o certo do errado. O homem possui quatro virtudes como tem quatro membros.&#8221;<sup>48<\/sup> A benevol\u00eancia acaba por ser apenas uma das virtudes.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\">Se a benevol\u00eancia \u00e9 vista como natureza humana e uma virtude na \u00e9tica, ela s\u00f3 pode relacionar-se externamente com a pol\u00edtica e a filosofia, ao contr\u00e1rio da sua liga\u00e7\u00e3o interna confuciana com o amor e o desejo.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>M\u00eancio afirmou: &#8220;Os antigos reis-s\u00e1bios possu\u00edam mentes simp\u00e1ticas que lhes permitiam implementar administra\u00e7\u00f5es compassivas. Usar mentes simp\u00e1ticas para administra\u00e7\u00f5es compassivas \u00e9 t\u00e3o f\u00e1cil quanto natural.&#8221;<sup>49<\/sup> Em suma, a benevol\u00eancia \u00e9 simpatia, enquanto a pol\u00edtica compreende o governo dos s\u00e1bios e o sistema de propriedade, que permitem que as pessoas se tornem mais conscientes ou iluminadas no final. Isso n\u00e3o est\u00e1 muito longe dos ideais pol\u00edticos e da era dos tr\u00eas reis-s\u00e1bios a que Conf\u00facio aspira, mas nos <i>Analectos<\/i> ele fala apenas de servir as massas e os simples alegria de brincar com as crian\u00e7as e de tomar banho no rio Yi na primavera. Talvez seja esta a diferen\u00e7a entre \u00e9tica e filosofia de vida?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 class=\"p5\"><b>Cultivo ou conclus\u00e3o<\/b><\/h3>\n<p class=\"p2\">A palavra para benevol\u00eancia [<i>ren<\/i> <span class=\"s2\">\u4ec1<\/span>] \u00e9 escrita de forma diferente nas tiras de <i>Guodian Chu<\/i>, com um cora\u00e7\u00e3o\/mente [<i>xin<\/i> <span class=\"s2\">\u5fc3<\/span>] sob o corpo [<i>shen<\/i> <span class=\"s2\">\u8eab<\/span>]. Isto mostra a liga\u00e7\u00e3o entre a mente e o corpo e que \u00e9 preciso contemplar, controlar, cultivar e aperfei\u00e7oar-se.<sup>50<\/sup> Aqui, aperfei\u00e7oar-se deve ser entendido no sentido apresentado pelo texto central, <i>Pr\u00e1tica do Meio<\/i> (<i>Zhongyong<\/i>): &#8220;Um homem de bem n\u00e3o quer aperfei\u00e7oar apenas a si mesmo; ele quer aperfei\u00e7oar tudo no universo. Aperfei\u00e7oar a si mesmo \u00e9 benevol\u00eancia, aperfei\u00e7oar tudo \u00e9 sabedoria. A fun\u00e7\u00e3o da natureza humana \u00e9 combinar estes dois aspectos. &#8220;<sup>51<\/sup> A honestidade permite-nos experimentar o Dao do universo, que \u00e9 a gera\u00e7\u00e3o e a mudan\u00e7a das formas de vida. Aperfei\u00e7oarmo-nos \u00e9 ligar este universo vivo, solene e sereno, ao nosso pr\u00f3prio modo de vida e cultivar a benevol\u00eancia que nos liga a todo o universo. Porque a benevol\u00eancia implica a unidade com o universo, a sagacidade significa dar-se a todos.<sup>52<\/sup> Aperfei\u00e7oar tudo \u00e9, portanto, participar no aperfei\u00e7oamento de uma rela\u00e7\u00e3o simbi\u00f3tica com tudo o que existe no universo.<\/p>\n<p class=\"p3\">A filialidade \u00e9 a raiz da auto-perfei\u00e7\u00e3o; a benevol\u00eancia \u00e9 o s\u00edmbolo da auto-perfei\u00e7\u00e3o; a sabedoria \u00e9 o n\u00edvel mais elevado da auto-perfei\u00e7\u00e3o. Esta \u00e9 a l\u00f3gica da benevol\u00eancia confuciana.<\/p>\n<p class=\"p3\">&#8220;As cren\u00e7as e os desejos s\u00e3o intencionais&#8221;, diz John Searle.<sup>53<\/sup> A benevol\u00eancia que procura a auto-perfei\u00e7\u00e3o implica a forma\u00e7\u00e3o de um car\u00e1cter moral que persegue um significado ou um objectivo. Em termos psicol\u00f3gicos, uma vontade \u00e9 um desejo cognitivo formado frequentemente por instinto, impulso ou experi\u00eancia n\u00e3o regulados; a for\u00e7a de vontade \u00e9 a for\u00e7a e a durabilidade do objectivo do desejo. O facto de Liang Shuming usar vontade e desejo (instinto, intui\u00e7\u00e3o) para descrever a benevol\u00eancia n\u00e3o \u00e9 uma aplica\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica das ideias bergsonianas; Liang claramente tem alguma afinidade com Conf\u00facio ao descrever a benevol\u00eancia. Como a auto-realiza\u00e7\u00e3o \u00e9 um objectivo da vida, a benevol\u00eancia confuciana \u00e9 uma teoria da ac\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s3\">No cap\u00edtulo &#8220;<i>Xianwen<\/i> <\/span><span class=\"s6\">\u61b2\u554f<\/span><span class=\"s3\">&#8221; dos <i>Analectos<\/i>, Zilu <\/span><span class=\"s6\">\u5b50\u8def<\/span><span class=\"s3\"> [542-480 a.C.] pergunta acerca das pessoas exemplares (<i>junzi<\/i>). O Mestre respondeu: \u201cCultivam-se inspirando respeito.\u201d \u201cS\u00f3 isso?\u201d, perguntou Zi Lu. \u201cCultivam-se trazendo paz aos seus pares.\u201d \u201cS\u00f3 isso?\u201d, perguntou Zi Lu. \u201cCultivam-se trazendo paz \u00e0s Cem Fam\u00edlias (<\/span><span class=\"s6\">\u767e\u59d3<\/span><span class=\"s3\"> <i>baixing<\/i>). Mesmo um Yao ou um Shun considerariam tal tarefa monumental.\u201d&#8221;<sup>54<\/sup><\/span><\/p>\n<p class=\"p3\">Nos <i>Analectos Correctamente Explicados<\/i>, Liu Baonan baseia-se no <i>Estudo Maior<\/i> [<i>Daxue<\/i> <span class=\"s2\">\u5927\u5b78<\/span>] para dar esta explica\u00e7\u00e3o: &#8220;Cultivar significa cultivar o pr\u00f3prio car\u00e1cter moral. Viver pacificamente com os vizinhos \u00e9 governar corretamente a fam\u00edlia. Viver pacificamente com todos na sociedade \u00e9 governar o pa\u00eds adequadamente.&#8221;<sup>55<\/sup> Cultivar a si mesmo implica ter um objectivo claro e forte, que constitui a intencionalidade da benevol\u00eancia. Psic\u00f3logos e fil\u00f3sofos concordam que o comportamento \u00e9 organizado em torno de um objectivo desejado.<sup>56<\/sup> Se algu\u00e9m quer cuidar dos idosos e dos jovens e conviver pacificamente com pessoas de longe e de perto, \u00e9 preciso escolher o comportamento adequado e elaborar um plano apropriado. Adquirir conhecimentos atrav\u00e9s da investiga\u00e7\u00e3o das coisas, ter uma vis\u00e3o correcta, encher a mente de sinceridade e dar-se a todos: este \u00e9 o plano de a\u00e7\u00e3o para &#8220;participar no aperfei\u00e7oamento da vida com tudo o que existe no universo&#8221;.<\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s3\">&#8220;\u201cOs letrados s\u00f3 podem ser fortes e determinados, pois a carga que levam \u00e9 pesada e \u00e9 longa a sua Via. A carga que levam no caminho \u00e9 a da benevol\u00eancia, como n\u00e3o seria a mais pesada? E o caminho que percorrem termina s\u00f3 na morte, como n\u00e3o seria o mais longo?&#8221;<sup>57<\/sup><\/span><\/p>\n<p class=\"p3\">A passagem acima, do cap\u00edtulo &#8220;<i>Taibo<\/i> <span class=\"s2\">\u6cf0\u4f2f<\/span>&#8221; dos <i>Analectos<\/i>, mostra a sabedoria, a eleva\u00e7\u00e3o e a dificuldade deste caminho de vida.<\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s3\">Cultivar-se a si pr\u00f3prio, neste contexto, significa muito mais do que o simples cultivo moral a que os confucionistas Song chamam <i>gong fu<\/i>; deve ser entendido como uma ideologia de vida que corresponde ao objectivo da auto-perfei\u00e7\u00e3o. S\u00f3 assim \u00e9 que a l\u00f3gica da benevol\u00eancia confucionista se pode manter e os tr\u00eas livros dos <i>Coment\u00e1rios ao I Ching<\/i>, a <i>Pr\u00e1tica do Meio<\/i> e o <i>Estudo Maior<\/i> combinam-se para formar um todo org\u00e2nico.<sup>58<\/sup> A proposi\u00e7\u00e3o de Cheng Hao e Hu Hong de que &#8220;a vida \u00e9 o Dao do universo e a bondade \u00e9 a l\u00f3gica da vida&#8221;<sup>59<\/sup> liga-se ao esp\u00edrito da benevol\u00eancia confucionista e constitui um sistema que se mant\u00e9m contra o de Cheng Yi e Zhu Xi. Isto \u00e9 fundamental porque s\u00f3 sob o enquadramento da filosofia da vida \u00e9 que a benevol\u00eancia pode ser afectiva e intencional, e s\u00f3 uma benevol\u00eancia afectiva e intencional pode ser din\u00e2mica.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s3\">Podemos ver isto claramente na cren\u00e7a menciana de que se pode compreender a natureza e o universo dando r\u00e9dea solta \u00e0 nossa mente. A primeira sec\u00e7\u00e3o de &#8220;<i>Jinxin<\/i> <\/span><span class=\"s6\">\u76e1\u5fc3<\/span><span class=\"s3\">&#8221; em<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>M\u00eancio afirma: &#8220;Ao esgotar a fun\u00e7\u00e3o da mente, compreenderemos a nossa pr\u00f3pria natureza e, consequentemente, o nosso destino. Ao colocar a mente neste objectivo e atrav\u00e9s do cultivo, serve-se o universo. No cultivo, aguarda-se o destino, quer a vida seja longa ou curta. Isto \u00e9 como devemos conduzir a nossa vida.&#8221;<sup>60<\/sup> <\/span><\/p>\n<p class=\"p3\">Dar r\u00e9dea solta \u00e0 nossa mente \u00e9 esgotar a fun\u00e7\u00e3o da mente. Mas a mente menciana n\u00e3o \u00e9 simplesmente uma mente que conhece, mas cont\u00e9m significados e valores, uma combina\u00e7\u00e3o de pensamento e pensamentos. Isso coincide com o significado da palavra &#8220;esgotar [<i>jin<\/i> <span class=\"s2\">\u76e1<\/span>]&#8221; dado por <i>Origens das Palavras<\/i>: esvaziar o conte\u00fado de um recipiente. A \u00fanica diferen\u00e7a \u00e9 que este esvaziamento tamb\u00e9m \u00e9 feito pela mente: a mente pensa e persegue os seus pensamentos. Dada a l\u00f3gica <i>a priori <\/i>que define benevol\u00eancia, rectid\u00e3o, cortesia e sabedoria como o conte\u00fado da mente, \u00e9 natural que eles se tornem os pensamentos que a mente pensa e persegue.<\/p>\n<p class=\"p3\">Em termos de comportamento, esgotar a mente pode ser entendido como a mente pensante funcionando de acordo com o significado e a raz\u00e3o. Ao explicar a diferen\u00e7a entre a mente e o Dao, Zhu Xi diz: &#8220;Experimentar o mundo atrav\u00e9s dos desejos dos olhos e ouvidos, isso \u00e9 a mente; experimentar o mundo atrav\u00e9s do significado e da l\u00f3gica, isso \u00e9 o Dao. A mente \u00e9 fraca e propensa a trope\u00e7ar; o Dao \u00e9 infinitesimal e dif\u00edcil de rastrear.&#8221;<sup>61<\/sup> Isto est\u00e1 na mesma linha do ditado de M\u00eancio sobre o grande homem e o homem insignificante; um grande homem &#8220;ganha conte\u00fado&#8221; para a sua mente.<\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s8\">A <i>Pr\u00e1tica do Meio<\/i> afirma que a natureza de cada um \u00e9 dada a ele pelo universo. Esta natureza \u00e9, na realidade, as emo\u00e7\u00f5es, tais como a felicidade, a c\u00f3lera, a tristeza e a alegria, ou os &#8220;sentimentos originais&#8221;;<sup>62<\/sup> em suma, \u00e9 a vivacidade. O bem \u00e9 a harmonia, que \u00e9 o resultado das emo\u00e7\u00f5es correctamente expressas. Pode-se expressar as possibilidades da vida atrav\u00e9s da auto-perfei\u00e7\u00e3o ou da perfei\u00e7\u00e3o de todas as coisas no universo. A afirma\u00e7\u00e3o da <i>Pr\u00e1tica do Meio<\/i> de que &#8220;tudo cresce quando o c\u00e9u e a terra est\u00e3o alinhados&#8221; \u00e9 consistente com o confucionista &#8220;pode-se promover o Dao atrav\u00e9s das pr\u00f3prias ac\u00e7\u00f5es&#8221;; este \u00e9 o verdadeiro significado de &#8220;participar no aperfei\u00e7oamento da vida com tudo no universo&#8221;. Ao definir a natureza como benevol\u00eancia, rectid\u00e3o, cortesia e sabedoria e ao coloc\u00e1-las dentro da mente,<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>M\u00eancio despromove as emo\u00e7\u00f5es e destr\u00f3i a sua legitimidade.<sup>63<\/sup> As emo\u00e7\u00f5es j\u00e1 n\u00e3o figuram no processo de conhecimento da natureza de cada um.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>M\u00eancio afirma: &#8220;Um homem honrado \u00e9 melhor que os outros porque mant\u00e9m a sua mente na benevol\u00eancia e na cortesia&#8221;. E ainda: &#8220;A melhor maneira de cultivar a mente \u00e9 evitar os desejos.&#8221;<sup>65<\/sup> Servir o universo e conhecer o pr\u00f3prio destino \u00e9 o objectivo do cultivo de si. Num universo est\u00e1tico, a benevol\u00eancia transforma-se de uma for\u00e7a criativa e de um objectivo num princ\u00edpio moral. Se entendermos &#8220;aguardar o destino&#8221; como esperar pela oportunidade e lig\u00e1-la \u00e0 &#8220;administra\u00e7\u00e3o benevolente&#8221; no n\u00edvel te\u00f3rico, n\u00e3o estaremos a separar a ess\u00eancia da fun\u00e7\u00e3o se insistirmos que a benevol\u00eancia menciana n\u00e3o \u00e9 est\u00e1tica?<sup>66<\/sup> Se tivermos de fazer uma compara\u00e7\u00e3o, os pensamentos mencianos que discutimos aqui s\u00e3o compar\u00e1veis \u00e0 ideia de &#8220;cultivar-se com todo o esfor\u00e7o&#8221; [<i>xiu ji yi jing <\/i><\/span><span class=\"s9\">\u4fee\u5df1\u4ee5\u656c<\/span><span class=\"s8\">].<sup>67<\/sup><\/span><\/p>\n<p class=\"p3\">Se o cultivo em si se tornar o objectivo, viver harmoniosamente com os vizinhos e o mundo torna-se insignificante, e a sabedoria e a administra\u00e7\u00e3o s\u00e1bia s\u00e3o reduzidas a t\u00f3picos de psicologia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 class=\"p5\"><b>Conclus\u00e3o<\/b><\/h3>\n<p class=\"p2\">A sec\u00e7\u00e3o <i>S\u00e1bios dos Pensamentos Irrestritos<\/i> de Zhu Xi afirma: &#8220;Conf\u00facio n\u00e3o deixa vest\u00edgios, Yan Hui um pouco,<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>M\u00eancio muito.&#8221;<sup>68<\/sup> Este \u00e9 um coment\u00e1rio mais sobre o estilo te\u00f3rico do que sobre a personalidade, e a raz\u00e3o para esta afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 a diferen\u00e7a de \u00e9poca e o discurso da \u00e9poca. Wang Fuzhi <span class=\"s2\">\u738b\u592b\u4e4b<\/span> [1619-1692] diz: &#8220;Yao, Shun e Yu estabelecem leis, e Conf\u00facio exp\u00f5e o Dao&#8221;.<sup>69<\/sup> A principal tarefa de Conf\u00facio era estabelecer uma base para o sistema de ritos e m\u00fasica e come\u00e7a pelos pensamentos dos Tr\u00eas Reis-S\u00e1bios.<\/p>\n<p class=\"p3\">A principal tarefa de<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>M\u00eancio era &#8220;endireitar as mentes, erradicar pensamentos err\u00f3neos, afastar-se de comportamentos tendenciosos e abandonar express\u00f5es extravagantes&#8221;, e ele come\u00e7a por fornecer respostas aos problemas em quest\u00e3o. Conf\u00facio adoptou os princ\u00edpios dos reis Zhou, Wen e Wu, e exp\u00f4s os pensamentos tradicionais sem os actualizar; as suas palavras e ac\u00e7\u00f5es foram sem fanfarra e ele n\u00e3o insistiu. Mas para<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>M\u00eancio, cujas solu\u00e7\u00f5es para os problemas pr\u00e1ticos s\u00e3o redondamente criticadas como impratic\u00e1veis, que escolha tem ele sen\u00e3o criar um universo filos\u00f3fico e te\u00f3rico?<\/p>\n<p class=\"p3\">A benevol\u00eancia confuciana \u00e9 a base do confucionismo, o centro dos c\u00edrculos conc\u00eantricos; a sua liga\u00e7\u00e3o com os confucionistas posteriores manifesta-se pelo entendimento comum de que a ess\u00eancia pode ser vislumbrada atrav\u00e9s da fun\u00e7\u00e3o. Este entendimento indica que \u00e9 poss\u00edvel utilizar a fenomenologia para estudar o confucionismo; ou seja, atrav\u00e9s da propriedade revers\u00edvel da fenomenologia, podemos reverter a an\u00e1lise dos problemas actuais para uma compreens\u00e3o das raz\u00f5es pelas quais esses problemas aparecem em primeiro lugar.<sup>70<\/sup> \u00c9 tamb\u00e9m um m\u00e9todo b\u00e1sico para explicar os textos dos antigos s\u00e1bios e a \u00fanica forma de herdar as nossas tradi\u00e7\u00f5es e de enriquecer a nossa cultura respondendo a quest\u00f5es pr\u00e1ticas.<\/p>\n<p class=\"p3\">Teoricamente falando, tanto Conf\u00facio quanto<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>M\u00eancio consideram o universo como b\u00e1sico. Um usa-o para afirmar a ess\u00eancia da vida e definir a benevol\u00eancia pelos sentimentos, enquanto o outro o usa para afirmar uma ess\u00eancia filos\u00f3fica e explicar a benevol\u00eancia pela natureza humana. Explicar a benevol\u00eancia pela natureza humana \u00e9 um discurso metaf\u00edsico sobre a moral e a filosofia, enquanto definir a benevol\u00eancia pelos sentimentos \u00e9 um discurso religioso sobre a vida. Se concordarmos que h\u00e1 grandes diferen\u00e7as entre a filosofia da vida e a filosofia pol\u00edtica que emana das cren\u00e7as de que a mente controla a natureza humana e as emo\u00e7\u00f5es, que a natureza humana mant\u00e9m as emo\u00e7\u00f5es sob controle, que a natureza humana \u00e9 o que nos \u00e9 dado no nascimento e que os ritos e a m\u00fasica satisfazem nossos desejos e necessidades; se concordarmos que distinguir essas diferen\u00e7as n\u00e3o tem apenas significado te\u00f3rico para ressuscitar o confucionismo, mas tamb\u00e9m significado pr\u00e1tico para nossas vidas, ent\u00e3o devemos fazer um esfor\u00e7o s\u00e9rio para estudar a diferen\u00e7a entre Conf\u00facio e<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>M\u00eancio.<sup>71<\/sup> A modernidade n\u00e3o \u00e9 apenas uma quest\u00e3o de valores, mas tamb\u00e9m envolve estrutura social e m\u00e9todos de pensar e de se comportar. Isto significa que temos de fazer ajustamentos nas nossas tradi\u00e7\u00f5es e recriar rela\u00e7\u00f5es org\u00e2nicas para elas, como Martinho Lutero fez para o cristianismo. O confucionismo tornar-se-\u00e1, assim, mais flex\u00edvel e capaz de interpreta\u00e7\u00f5es mais amplas.<\/p>\n<p class=\"p2\">Voltemos a Conf\u00facio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"p1\"><b>Chen Ming<\/b> <span class=\"s1\">\u9673\u660e<br \/>\n<\/span>Professor de Filosofia, Universidade Normal da Capital, China<\/p>\n<p>____<\/p>\n<p class=\"p2\"><b>Notas<\/b><\/p>\n<ul>\n<li class=\"p8\">1 <span class=\"s11\">\u5b5d\u608c\u4e5f\u8005\uff0c\u5176\u70ba\u4ec1\u4e4b\u672c\u8207\uff01<\/span>(Analectos 1:2).<\/li>\n<li class=\"p8\">2 <span class=\"s11\">\u4ec1\u4e4b\u5be6\uff0c\u4e8b\u89aa\u662f\u4e5f<\/span> ( M\u00eancio, livro VI, parte A, 27).<\/li>\n<li class=\"p8\">3 <span class=\"s11\">\u5df1\u6b32\u7acb\u7acb\u4eba\uff0c\u5df1\u6b32\u9054\u9054\u4eba<\/span> (Analectos 6:30).<\/li>\n<li class=\"p8\">4 <span class=\"s11\">\u5df1\u6240\u4e0d\u6b32\uff0c\u52ff\u65bd\u65bc\u4eba<\/span> (Analectos 15:24).<\/li>\n<li class=\"p8\">5 <span class=\"s11\">\u8209\u65af\u5fc3\u52a0\u8af8\u5f7c<\/span> ( M\u00eancio, livro I, parte A, 7).<\/li>\n<li class=\"p9\"><span class=\"s12\">6 <\/span>\u8001\u543e\u8001\u4ee5\u53ca\u4eba\u4e4b\u8001\uff0c\u5e7c\u543e\u5e7c\u4ee5\u53ca\u4eba\u4e4b\u5e7c<span class=\"s12\"> (ibid.).<\/span><\/li>\n<li class=\"p8\">7 Cheng Hao <span class=\"s11\">\u7a0b\u9865<\/span> e Cheng Yi <span class=\"s11\">\u7a0b\u9824<\/span>, Er Cheng ji <span class=\"s11\">\u4e8c\u7a0b\u96c6<\/span>[Cole\u00e7\u00e3o Dois Cheng] (Pequim: Zhonghua Book Company, 1981), 125.<\/li>\n<li class=\"p8\">8 He Yan <span class=\"s11\">\u4f55\u664f<\/span> e Huang Kan <span class=\"s11\">\u7687\u4f83<\/span> et al., <i>Lunyu jijie yishu <\/i><span class=\"s11\">\u8ad6\u8a9e\u96c6\u89e3\u7fa9\u758f<\/span> [<i>Notas sobre Analectos<\/i>] (Pequim: Zhonghua Book Company, 1998), 1069.<\/li>\n<li class=\"p8\"><span class=\"s3\">9 Os proponentes desta teoria afirmam que &#8220;filialidade \u00e9 amor familiar; n\u00e3o \u00e9 a raiz da benevol\u00eancia, mas o ponto de partida para desenvolver a benevol\u00eancia.\u201d (Huang Yong,\u201c<i>Confucian Benevolence and Global Morality <\/i>[with <i>Christian Critique of Confucianism<\/i>],\u201d in <i>Rujia lunli zheng ming ji <\/i><\/span><span class=\"s13\">\u5112\u5bb6\u502b\u7406\u722d\u9cf4\u96c6 <\/span><span class=\"s3\">[<i>Schools of Confucianism<\/i>], ed.Guo Qiyong <\/span><span class=\"s13\">\u90ed\u9f4a\u52c7<\/span><span class=\"s3\">[Wuhan: Hubei Education Press, 1981],819).<\/span><\/li>\n<li class=\"p8\">10 Cheng, Colec\u00e7\u00e3o Dois Cheng, 183.<\/li>\n<li class=\"p8\">11 <span class=\"s11\">\u70ba\u4ec1\u4ee5\u5b5d\u608c\u70ba\u672c\uff0c\u8ad6\u6027\u5247\u4ee5\u4ec1\u70ba\u5b5d\u608c\u4e4b\u672c <\/span>(ZhuXi <span class=\"s11\">\u6731\u71b9<\/span>, <i>Sishujizhu<\/i><span class=\"s11\">\u56db\u66f8\u96c6\u6ce8.<\/span>[Quatro Livros Anotados] [Pequim: Zhonghua Book Company, 1994], 45).<\/li>\n<li class=\"p8\"><span class=\"s3\">12 O cap\u00edtulo &#8220;Yanghuo&#8221; dos Analectos afirma que duas pessoas podem ter naturezas semelhantes mas comportarem-se de forma muito diferente. A natureza \u00e9 aqui interpretada na era pr\u00e9-Tang de acordo com &#8220;Gaozi&#8221; no<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>M\u00eancio: a natureza \u00e9 aquilo com que se nasce. Assim, a natureza inclui sentimentos, desejos e emo\u00e7\u00f5es. Cheng Yi tamb\u00e9m escreve: &#8220;A natureza aqui \u00e9 mais temperamental do que ontol\u00f3gica. Ontologicamente, a natureza \u00e9 racional, e n\u00e3o h\u00e1 nada de mau na racionalidade. \u00c9 por isso que<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>M\u00eancio diz que a natureza humana \u00e9 sempre boa&#8221;. Ver Zhu Xi, Complete Notes for Four Books (Xangai: Shanghai Chinese Classics Publishing House, 2001), 207.<\/span><\/li>\n<li class=\"p8\"><span class=\"s3\">13 Cheng Shude <\/span><span class=\"s13\">\u7a0b\u6a39\u5fb7<\/span><span class=\"s3\">, <i>Lunyu jishi<\/i> <\/span><span class=\"s13\">\u8ad6\u8a9e\u96c6\u91cb<\/span><span class=\"s3\"> [<i>Analectos explicados<\/i>] (Pequim: Zhonghua Book Company, 1990), 13.<\/span><\/li>\n<li class=\"p8\">14 De Kant a Dewey, a moralidade consiste em pensar a partir da posi\u00e7\u00e3o do &#8220;n\u00f3s&#8221; e n\u00e3o do &#8220;eu&#8221;.<\/li>\n<li class=\"p8\">15 <span class=\"s11\">\u4ee5\u5929\u4e0b\u70ba\u4e00\u5bb6\uff0c\u4ee5\u4e2d\u570b\u70ba\u4e00\u4eba<\/span>(Qian Miaojin <span class=\"s11\">\u6f5b\u82d7\u91d1<\/span>, &#8220;Liyun <span class=\"s11\">\u79ae\u904b<\/span>&#8220;, em Liji yizhu <span class=\"s11\">\u79ae\u8a18\u8b6f\u6ce8<\/span> [Coment\u00e1rio sobre o Livro dos Ritos] [Hangzhou: Editora de Livros Antigos de Zhejiang], 278).<\/li>\n<li class=\"p8\">16 <span class=\"s11\">\u4ec1\u9060\u4e4e\u54c9\uff1f\u6211\u6b32\u4ec1\uff0c\u65af\u4ec1\u81f4\u77e3<\/span> (Analectos 7:30).<\/li>\n<li class=\"p8\">17 Li Youzheng <span class=\"s11\">\u674e\u5e7c\u84b8<\/span>, Renxue jieshi xue <span class=\"s11\">\u4ec1\u5b78\u89e3\u91cb\u5b78<\/span> [Benevol\u00eancia Explicada] (Pequim: China Renmin University Press, 2004), 153, 152, 197.<\/li>\n<li class=\"p8\">18 Em &#8220;The New Proanthropus&#8221;, a ideia de inicia\u00e7\u00e3o revela o aspecto imanente da ilumina\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o fala do aspeto intencional (Feng Youlan, &#8220;The New Proanthropus&#8221;, em <i>The Collected Essays<\/i> [Beijing: Peking University Press, 2000], 2: 240-252).<\/li>\n<li class=\"p8\">19 Wang Yangming <span class=\"s11\">\u738b\u967d\u660e<\/span>, <i>Chuanxi lu<\/i> <span class=\"s11\">\u50b3\u7fd2\u9304<\/span> [<i>A pr\u00e1tica do conhecimento<\/i>] (Zhengzhou: Zhongzhou Chinese Classics Publishing House, 2004), 79.<\/li>\n<li class=\"p8\">20 Liang Shuming <span class=\"s11\">\u6881\u6f31\u6e9f<\/span>, <i>Dongxi wenhua jiqi zhexue <\/i><span class=\"s11\">\u6771\u897f\u6587\u5316\u53ca\u5176\u54f2\u5b78<\/span> [<i>Cultura Comparativa e Filosofia<\/i>] (Pequim: Imprensa Comercial, 1999), 133.<\/li>\n<li class=\"p8\">21 <span class=\"s11\">\u60fb\u96b1\u4e4b\u5fc3\uff0c\u4ec1\u4e4b\u7aef\u4e5f<\/span> ( M\u00eancio, livro II, parte A, 6).<\/li>\n<li class=\"p8\">22 <span class=\"s11\">\u4ec1\u7fa9\u79ae\u667a\uff0c\u975e\u7531\u5916\u9460\u6211\u4e5f<\/span> ( M\u00eancio, livro VI, parte A, 6. <span class=\"s11\">\u6b64\u5929\u4e4b\u6240\u8207\u6211\u8005<\/span>; ibid, livro VI, parte A, 15. <span class=\"s11\">\u7121\u60fb\u96b1\u4e4b\u5fc3\uff0c\u975e\u4eba\u4e5f<\/span>; ibid., livro II, parte A, 6).<\/li>\n<li class=\"p8\">23 Li Jingde <span class=\"s11\">\u9ece\u9756\u5fb7<\/span>, ed., <i>Zhuzi yulei<\/i> <span class=\"s11\">\u6731\u5b50\u8a9e\u985e<\/span> [<i>Os ditos de Zhu Xi<\/i>] (Pequim: Zhonghua Book Company, 1986), 1286.<\/li>\n<li class=\"p8\">24 Dizemos isto num sentido relativo. A benevol\u00eancia diz respeito \u00e0 filosofia de vida e n\u00e3o \u00e9 limitada por sentimentos ou conceitos morais. Durante o per\u00edodo republicano, pessoas como Liang Shuming, Chiang Kai-shek e Chen Lifu usaram a filosofia de vida para reconstruir o confucionismo. Xiong Shili, o fundador do neo-confucionismo, tamb\u00e9m foi um proponente.<\/li>\n<li class=\"p8\">25 Mou Zongsan <span class=\"s11\">\u725f\u5b97\u4e09<\/span> criticou as teorias de Cheng Yi e Zhu Xi como &#8220;est\u00e1ticas&#8221; porque baseiam-se na benevol\u00eancia menciana, enquanto o <span class=\"s11\">\u80e1\u5b8f<\/span> &#8220;mist\u00e9rio din\u00e2mico&#8221; de Hu Hong herda a filosofia de vida confuciana.<\/li>\n<li class=\"p8\">26 Wang, <i>A pr\u00e1tica do conhecimento<\/i>, 304.<\/li>\n<li class=\"p8\">27 Feng Youlan, &#8220;Further Discussion on Confucian Benevolence&#8221;, <i>Confucian Studies <\/i>3 (1989).<\/li>\n<li class=\"p8\">28 Fu Sinian <span class=\"s11\">\u5085\u65af\u5e74<\/span>, <i>Xingming guxun bianzheng <\/i><span class=\"s11\">\u6027\u547d\u53e4\u8a13\u8faf\u8b49 <\/span>[<i>Teorias antigas sobre a vida<\/i>], vol. 1 (Guilin: Guangxi Normal University Press, 2006).<\/li>\n<li class=\"p8\">29 Xu Fuguan <span class=\"s11\">\u5f90\u5fa9\u89c0<\/span>, <i>Zhongguo renxinglun shi<\/i> <span class=\"s11\">\u4e2d\u570b\u4eba\u6027\u8ad6\u53f2 <\/span>[<i>Hist\u00f3ria da Natureza<\/i>] (Xangai: Shanghai Joint, 2001), 88-89.<\/li>\n<li class=\"p8\">30 <span class=\"s11\">\u592b\u5b50\u4e4b\u8a00\u6027\u8207\u5929\u9053\uff0c\u4e0d\u53ef\u5f97\u800c\u805e\u4e5f<\/span> (<i>Analectos<\/i> 5:13).<\/li>\n<li class=\"p8\">31 <span class=\"s11\">\u4eba\u800c\u4e0d\u4ec1\u5982\u79ae\u4f55\uff1f\u4eba\u800c\u4e0d\u4ec1\u5982\u6a02\u4f55\uff1f<\/span>(<i>Analectos<\/i> 3:3).<\/li>\n<li class=\"p8\">32 <span class=\"s11\">\u4e0d\u4ec1\u4e4b\u4eba\uff0c\u4ea1\u6240\u65bd\u7528\uff1b\u4e0d\u4ec1\u800c\u591a\u624d\uff0c\u570b\u4e4b\u60a3\u4e5f <\/span>(Ban Gu, &#8220;Biography of Zhai Fangjin,&#8221; in <i>Book of the Han<\/i> [Pequim: Zhonghua Book Company, 1962], 3420).<\/li>\n<li class=\"p8\">33 Qian Mu <span class=\"s11\">\u9322\u7a46<\/span>, <i>Lunyu xinjie<\/i><span class=\"s11\"> \u8ad6\u8a9e\u65b0\u89e3 <\/span>[<i>Analectos Reexaminados<\/i>] (Pequim: SDX Joint, 2002), 54.<\/li>\n<li class=\"p8\">34 Li Ling <span class=\"s11\">\u674e\u96f6<\/span>, <i>Guodian chujian jiaodu ji<\/i> <span class=\"s11\">\u90ed\u5e97\u695a\u7c21\u6821\u8b80\u8a18<\/span> [<i>Notas sobre as Fichas Guodian Chu<\/i>]. (Pequim: Imprensa da Universidade de Pequim, 2002), 79.<\/li>\n<li class=\"p8\">35 <i>Silk Manuscripts from Mawangdui Han Tomb<\/i> [<span class=\"s11\">\u99ac\u738b\u5806\u6f22\u5893\u5e1b\u66f8<\/span>], vol. 1 (Pequim: Cultural Relics Publishing House, 1980).<\/li>\n<li class=\"p8\">36 Wang Guowei <span class=\"s11\">\u738b\u570b\u7dad<\/span>, <i>Guantang jilin<\/i> <span class=\"s11\">\u89c0\u5802\u96c6\u6797<\/span> [Cole\u00e7\u00e3o Guantang] (Pequim: Zhonghua Book Company, 1959), 10: 2-11.<\/li>\n<li class=\"p8\">37 <span class=\"s11\">\u56e0\u5176\u884c\u4e8b\u800c\u52a0\u4e4e\u738b\u5fc3<\/span> (Su Yu <span class=\"s11\">\u8607\u8f3f<\/span>, &#8220;Yuxu&#8221;, em <i>Chunqiu fanlu yizheng<\/i> <span class=\"s11\">\u6625\u79cb\u7e41\u9732\u7fa9\u8b49<\/span> [<i>Orvalho luxuriante dos anais da primavera-outono explicado<\/i>] [Beijing: Zhonghua Book Company, 1992], 159).<\/li>\n<li class=\"p8\">38 Li, <i>Notes on Guodian Chu Slips<\/i>, 78.<\/li>\n<li class=\"p8\">39 <span class=\"s11\">\u79ae\uff0c\u96d6\u5148\u738b\u672a\u4e4b\u6709\uff0c\u53ef\u4ee5\u7fa9\u8d77\u4e5f<\/span> (Qian, &#8220;Liyun&#8221;, 284).<\/li>\n<li class=\"p8\"><span class=\"s3\">40 <\/span><span class=\"s13\">\u8056\u4eba\u5236\u79ae\u6a02\u800c\u4e0d\u5236\u65bc\u79ae\u6a02\u3002\u6cbb\u570b\u6709\u5e38\u4ee5\u5229\u6c11\u70ba\u672c <\/span><span class=\"s3\">(Liu An <\/span><span class=\"s13\">\u5289\u5b89<\/span><span class=\"s3\">, &#8220;Fanlun <\/span><span class=\"s13\">\u6c3e\u8ad6<\/span><span class=\"s3\">,&#8221; em <i>Huainanzi Zhu<\/i> <\/span><span class=\"s13\">\u6dee\u5357\u5b50\u6ce8<\/span><span class=\"s3\">[<i>Anota\u00e7\u00e3o sobre Huainanzi<\/i>], anot. Gao You <\/span><span class=\"s13\">\u9ad8\u8bf1<\/span><span class=\"s3\">, <i>Zhuzi jicheng<\/i> <\/span><span class=\"s13\">\u8af8\u5b50\u96c6\u6210<\/span><span class=\"s3\"> [<i>Interpreta\u00e7\u00e3o coleccionada de Zhuzi<\/i>] [Xangai: Shanghai Bookstore Publishing House, 1986], 7: 213).<\/span><\/li>\n<li class=\"p8\">41 <span class=\"s11\">\u5c0f\uff0c\u53e3\u8179\u4e5f\uff1b\u5927\uff0c\u5fc3\u5fd7\u4e5f\u3002\u5927\u9ad4\uff0c\u5fc3\u601d\u79ae\u7fa9\uff1b\u5c0f\u9ad4\uff0c\u7e31\u6063\u60c5\u617e<\/span> (Zhao Qi <span class=\"s11\">\u8d99\u5c90<\/span>, &#8220;<i>Mengzi zhangju <\/i><span class=\"s11\">\u5b5f\u5b50\u7ae0\u53e5 <\/span><i>[Coment\u00e1rios sobre<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>M\u00eancio<\/i>],&#8221; em <i>Lianghan quanshu<\/i> <span class=\"s11\">\u5169\u6f22\u5168\u66f8 <\/span>[<i>Obras Colectadas da Dinastia Han<\/i>] [Jinan: Shandong University Press, 2009], 16225, 16226).<\/li>\n<li class=\"p8\">42 <span class=\"s11\">\u5fc3\u4e4b\u5b98\u5247\u601d<\/span> ( M\u00eancio, livro VI, parte A, 15).<\/li>\n<li class=\"p8\"><span class=\"s8\">43 <\/span><span class=\"s14\">\u541b\u5b50\u6240\u6027\uff0c\u4ec1\u7fa9\u79ae\u667a\u6839\u65bc\u5fc3 <\/span><span class=\"s8\">( M\u00eancio, livro VII, parte A, 21).<\/span><\/li>\n<li class=\"p8\">44 No cap\u00edtulo &#8220;Liang Huiwang&#8221;,<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>M\u00eancio disse que &#8220;um homem benevolente n\u00e3o abandona os seus pais; um homem justo coloca sempre o governante em primeiro lugar&#8221;. Este uso de benevol\u00eancia \u00e9 semelhante a &#8220;benevol\u00eancia significa nunca abandonar as ra\u00edzes&#8221; no <i>Coment\u00e1rio<\/i> aos Anais da Primavera-Outono de Mestre Zuo.<\/li>\n<li class=\"p8\">45 <span class=\"s11\">\u582f\u821c\u4e4b\u9053\uff0c\u5b5d\u608c\u800c\u5df2\u77e3<\/span> ( M\u00eancio, livro VI, parte B, 2).<\/li>\n<li class=\"p8\">46<span class=\"s11\"> \u53e4\u4e4b\u4eba\u6240\u4ee5\u5927\u904e\u4eba\u8005\uff0c\u7121\u4ed6\u7109\uff0c\u5584\u63a8\u5176\u6240\u70ba\u800c\u5df2\u77e3<\/span> ( M\u00eancio, livro I, parte A, 7).<\/li>\n<li class=\"p8\">47 <span class=\"s11\">\u300a\u5510\u865e\u4e4b\u9053\u300b\uff1a\u5510\u865e\u4e4b\u9053\uff0c\u79aa\u800c\u4e0d\u50b3\u3002\u582f\u821c\u4e4b\u738b\uff0c\u5229\u5929\u4e0b\u800c\u5f17\u81ea\u5229\u4e5f\u3002\u79aa\u800c\u4e0d \u50b3\uff0c\u8056\u4e4b\u76db\u4e5f\u3002\u5229\u5929\u4e0b\u800c\u5f17\u81ea\u5229\u4e5f\uff0c\u4ec1\u4e4b\u81f3\u4e5f\u3002\u6545\u6614\u8ce2\u4ec1\u8056\u8005\u5982\u6b64<\/span> (Li, <i>Notes on Guodian Chu Slips<\/i>, 95). O <i>Livro dos Han<\/i> afirma que o <i>Livro dos Ritos<\/i> foi escrito por 70 disc\u00edpulos de Conf\u00facio; os acad\u00e9micos pensam que os textos confucionistas das tiras de <i>Guodian Chu<\/i> podem ser atribu\u00eddos de forma semelhante.<\/li>\n<li class=\"p9\"><span class=\"s12\">48 <\/span>\u60fb\u96b1\u4e4b\u5fc3\uff0c\u4ec1\u4e4b\u7aef\u4e5f\uff1b\u7f9e\u60e1\u4e4b\u5fc3\uff0c\u7fa9\u4e4b\u7aef\u4e5f\uff1b\u8fad\u8b93\u4e4b\u5fc3\uff0c\u79ae\u4e4b\u7aef\u4e5f\uff1b\u662f\u975e\u4e4b\u5fc3\uff0c\u667a\u4e4b\u7aef\u4e5f\u3002\u4eba\u4e4b\u6709\u662f\u56db\u7aef\u4e5f\uff0c\u7336\u5176\u6709\u56db\u9ad4\u4e5f<span class=\"s12\"> ( M\u00eancio, livro II, parte A, 6).<\/span><\/li>\n<li class=\"p9\"><span class=\"s12\">49 \u5148<\/span>\u738b\u6709\u4e0d\u5fcd\u4eba\u4e4b\u5fc3\uff0c\u65af\u6709\u4e0d\u5fcd\u4eba\u4e4b\u653f\u77e3\u3002\u4ee5\u4e0d\u5fcd\u4eba\u4e4b\u5fc3\uff0c\u884c\u4e0d\u5fcd\u4eba\u4e4b\u653f\uff0c\u6cbb\u5929\u4e0b\u53ef\u904b\u4e4b\u638c\u4e0a<span class=\"s12\"> ( M\u00eancio, livro II, parte A, 6).<\/span><\/li>\n<li class=\"p8\">50 Liang Tao <span class=\"s11\">\u6881\u6fe4<\/span>, <i>Guodian zhujian yu simeng xuepai <\/i><span class=\"s11\">\u90ed\u5e97\u7af9\u7c21\u8207\u601d\u5b5f\u5b78\u6d3e<\/span>[<i>Guodian Chu Slips and the Si-Meng School<\/i>] (Pequim: China Renmin University Press, 2008), 66.<\/li>\n<li class=\"p9\"><span class=\"s12\">51 <\/span>\u300a\u79ae\u8a18-\u4e2d\u5eb8\u300b\uff1a\u8aa0\u8005\uff0c\u975e\u81ea\u6210\u5df1\u800c\u5df2\u4e5f\uff0c\u6240\u4ee5\u6210\u7269\u4e5f\u3002\u6210\u5df1\uff0c\u4ec1\u4e5f\uff1b\u6210\u7269\uff0c\u77e5 \u4e5f\u3002\u6027\u4e4b\u5fb7\u4e5f\uff0c\u5408\u5167\u5916\u4e4b\u9053\u4e5f <span class=\"s12\">(Qian Miaojin, &#8220;Zhongyong&#8221;, 653).<\/span><\/li>\n<li class=\"p8\">52 &#8220;Benevol\u00eancia \u00e9 a unidade com o universo&#8221; vem dos Coment\u00e1rios ao I Ching. Cheng Hao acredita que todos os pensamentos mais profundos dos s\u00e1bios est\u00e3o todos na sec\u00e7\u00e3o &#8220;Xici [<span class=\"s11\">\u7cfb\u8fad<\/span>]&#8221;. Ver Cheng e Cheng, <i>Cole\u00e7\u00e3o Dois Cheng<\/i>, 13. A chave aqui \u00e9 que se pode ter uma apreens\u00e3o directa do universo. Os coment\u00e1rios sobre o I Ching tamb\u00e9m afirmam: &#8220;Um s\u00e1bio \u00e9 t\u00e3o virtuoso como o universo, t\u00e3o claro como o sol e a lua, t\u00e3o pontual como as esta\u00e7\u00f5es, e t\u00e3o conhecedor da sorte dos homens como os deuses e os fantasmas. Se ele actua antes da hora certa, o universo n\u00e3o o contraria. Se ele age mais tarde do que o tempo apropriado, ele ainda sabe como respeitar a lei da natureza.&#8221;<\/li>\n<li class=\"p8\">53 John R. Searle, <i>Intentionality: An Essay in the Philosophy of the Mind<\/i>, trans. Liu Yetao <span class=\"s11\">\u5289 \u8449\u6fe4<\/span> (Xangai: Shanghai People&#8217;s Publishing House, 2007), 1.<\/li>\n<li class=\"p9\"><span class=\"s12\">54 \u5b50<\/span>\u8def\u554f\u541b\u5b50\u3002\u5b50\u66f0\uff1a&#8221;\u4fee\u5df1\u4ee5\u656c\u3002&#8221;\u66f0\uff1a&#8221;\u5982\u65af\u800c\u5df2\u4e4e\uff1f&#8221;\u66f0\uff1a&#8221;\u4fee\u5df1\u4ee5\u5b89\u4eba\u3002&#8221;\u66f0\uff1a&#8221;\u5982\u65af\u800c\u5df2\u4e4e\uff1f&#8221;\u66f0\uff1a&#8221;\u4fee\u5df1\u4ee5\u5b89\u767e\u59d3\u3002\u4fee\u5df1\u4ee5\u5b89\u767e\u59d3\uff0c\u582f\u821c\u5176\u7336\u75c5\u8af8\uff1f<span class=\"s12\">&#8221; (Analectos 14:42).<\/span><\/li>\n<li class=\"p8\">55 <span class=\"s11\">\u4fee\u5df1\u8005\uff0c\u4fee\u8eab\u4e5f\u3002\u5b89\u4eba\u8005\uff0c\u9f4a\u5bb6\u4e5f\u3002\u5b89\u767e\u59d3\uff0c\u5247\u6cbb\u570b\u5e73\u5929\u4e0b\u4e5f<\/span> (Liu Baonan <span class=\"s11\">\u5289\u5bf6\u6960<\/span>, &#8220;<i>Lunyu zhengyi<\/i> <span class=\"s11\">\u8ad6\u8a9e\u6b63\u7fa9<\/span> [<i>Analectos corretamente explicados<\/i>]&#8221;, em Zhuzi jicheng <span class=\"s11\">\u8af8\u5b50\u96c6\u6210<\/span> [Interpreta\u00e7\u00e3o coleccionada de Zhuzi], 1: 329.<\/li>\n<li class=\"p8\">56 Davidson disse: &#8220;O comportamento \u00e9 explicado, descrito e previsto atrav\u00e9s da sua raz\u00e3o e consequ\u00eancia. &#8230; \u00e9 intencional&#8221; (Ouyang Kang <span class=\"s11\">\u6b50\u967d\u5eb7<\/span>, ed., <i>Dangdai yingmei zhuming zhexuejia xueshu zishu <\/i><span class=\"s11\">\u7576\u4ee3\u82f1\u7f8e\u8457\u540d\u54f2\u5b78\u5bb6\u5b78\u8853\u81ea\u8ff0<\/span> [<i>Contemporary Philosophers Explain Themselves<\/i>] [Pequim: Editora do Povo, 2005], 73).<\/li>\n<li class=\"p10\"><span class=\"s12\">57 <\/span>\u58eb\u4e0d\u53ef\u4e0d\u5f18\u6bc5\uff0c\u4efb\u91cd\u800c\u9053\u9060\u3002\u4ec1\u4ee5\u70ba\u5df1\u4efb\uff0c\u4e0d\u4ea6\u91cd\u4e4e\uff01\u6b7b\u800c\u5f8c\u5df2\uff0c\u4e0d\u4ea6\u9060 \u4e4e\uff01<span class=\"s12\"> (Analectos 8:7).<\/span><\/li>\n<li class=\"p8\">58 Cheng Hao acredita que o <i>Estudo Maior <\/i>vem de Conf\u00facio, enquanto Mou Zongsan pensa que tem uma abordagem diferente dos <i>Coment\u00e1rios do I Ching <\/i>e da Pr\u00e1tica do Meio e considera o seu conte\u00fado indigno, talvez por considerar os coment\u00e1rios de Zhu Xi como a verdadeira interpreta\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li class=\"p8\">59 <span class=\"s11\">\u5929\u53ea\u662f\u4ee5\u751f\u70ba\u9053\uff0c\u7e7c\u6b64\u751f\u7406\u8005\uff0c\u5373\u662f\u5584\u4e5f<\/span> (Cheng e Cheng, 29).<\/li>\n<li class=\"p9\"><span class=\"s12\">60 <\/span>\u76e1\u5176\u5fc3\u8005\uff0c\u77e5\u5176\u6027\u4e5f\u3002\u77e5\u5176\u6027\uff0c\u5247\u77e5\u5929\u77e3\u3002\u5b58\u5176\u5fc3\uff0c\u990a\u5176\u6027\uff0c\u6240\u4ee5\u4e8b\u5929\u4e5f\u3002\u6b80\u58fd\u4e0d\u8cb3\uff0c\u4fee\u8eab\u4ee5\u4fdf\u4e4b\uff0c\u6240\u4ee5\u7acb\u547d\u4e5f <span class=\"s12\">( M\u00eancio, livro VII, parte A, 1).<\/span><\/li>\n<li class=\"p9\"><span class=\"s12\">61 <\/span>\u77e5\u89ba\u5f9e\u8033\u76ee\u4e4b\u6b32\u4e0a\u53bb\uff0c\u4fbf\u662f\u4eba\u5fc3\uff1b\u77e5\u89ba\u5f9e\u7fa9\u7406\u4e0a\u53bb\uff0c\u4fbf\u662f\u9053\u5fc3\u3002\u4eba\u5fc3\u5247\u5371\u800c\u6613\u9677\uff0c\u9053\u5fc3\u5247\u5fae\u800c\u96e3\u8457<span class=\"s12\"> (Li, <i>Zhu Xi&#8217;s Sayings<\/i>, vol. 78).<\/span><\/li>\n<li class=\"p8\">62 <i>Guodian Chu Slips<\/i> afirma que a natureza \u00e9 o <i>qi<\/i> da felicidade, da raiva, da tristeza e da alegria; isto \u00e9 consistente com a <i>Pr\u00e1tica do Meio<\/i>.<\/li>\n<li class=\"p8\">63 Mou Zongsan argumenta que<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>M\u00eancio usa a mente moral para cobrir a benevol\u00eancia confuciana, e isso \u00e9 verdade. Mas ele tamb\u00e9m pensa que o dinamismo implica exist\u00eancia, e isso \u00e9 uma vis\u00e3o exagerada. A teoria est\u00e1tica da racionalidade de Zhu Xi \u00e9 uma resposta perfunct\u00f3ria \u00e0 doutrina menciana da Bondade da Natureza Humana (Mou Zongsan <span class=\"s11\">\u725f\u5b97\u4e09<\/span>, <i>Xinti yu xingti<\/i> <span class=\"s11\">\u5fc3\u9ad4\u8207\u6027\u9ad4<\/span>[<i>Mente e Natureza<\/i>] [Xangai: Shanghai Chinese Classics Publishing House, 1999], 21, 23).<\/li>\n<li class=\"p8\">64 <span class=\"s11\">\u541b\u5b50\u6240\u4ee5\u7570\u65bc\u4eba\u8005\uff0c\u4ee5\u5176\u5b58\u5fc3\u4e5f\u3002\u541b\u5b50\u4ee5\u4ec1\u5b58\u5fc3\uff0c\u4ee5\u79ae\u5b58\u5fc3<\/span> ( M\u00eancio, livro IV, parte B, 28).<\/li>\n<li class=\"p8\">65 <span class=\"s11\">\u990a\u5fc3\u83ab\u5584\u65bc\u5be1\u6b32<\/span> ( M\u00eancio, livro VII, parte B, 35).<\/li>\n<li class=\"p8\">66 Hu Hong critica Zhu Xi por &#8220;ess\u00eancia sem fun\u00e7\u00e3o&#8221;. De certa forma, a controversa teoria de Mou Zongsan sobre a humildade de si pr\u00f3prio tamb\u00e9m divide a ess\u00eancia da fun\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li class=\"p8\"><span class=\"s8\">67<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>M\u00eancio pode ter encontrado uma alma g\u00e9mea em Zhu Xi, que diz em <i>Quatro Livros Anotados<\/i>: &#8220;Conf\u00facio explicou amplamente a pr\u00e1tica da humildade&#8221;. Para Zhu, os acad\u00e9micos precisam de fazer duas coisas: ser humildes e ir para onde a raz\u00e3o os leva. Mas, de acordo com o livro japon\u00eas <i>Proofreading the Seven Classic Texts<\/i>, &#8220;a palavra para humildade tem a palavra para &#8216;pessoa&#8217; por baixo nos textos antigos&#8221;. Se for esse o caso, ent\u00e3o as teorias de Zhu ser\u00e3o dif\u00edceis de sustentar, e \u00e9 mais \u00f3bvio que a conversa tem como objetivo o cultivo do eu e a \u00eanfase na prova emp\u00edrica, na pr\u00e1tica e no efeito.<\/span><\/li>\n<li class=\"p8\">68 Zhu Xi e Lv Zuqian <span class=\"s11\">\u5442\u7956\u8b19<\/span>, ed., <i>Zhuzi jinsi lu<\/i> <span class=\"s11\">\u6731\u5b50\u8fd1\u601d\u9304<\/span> [<i>Zhu Xi: Pensamentos Irrestritos<\/i>] (Xangai: Shanghai Chinese Classics Publishing House, 2000), 127.<\/li>\n<li class=\"p8\">69 Wang Fuzhi <span class=\"s11\">\u738b\u592b\u4e4b<\/span>, &#8220;<i>Dutong jianlun<\/i> <span class=\"s11\">\u8b80\u901a\u9451\u8ad6<\/span>,&#8221; em <i>Du yidian fajia zhuzuo <\/i><span class=\"s11\">\u8b80\u4e00\u9ede\u6cd5\u5bb6\u8457\u4f5c<\/span><i> [Escritos Legistas<\/i>] (Xangai: Grupo de Declara\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica da Universidade de Fudan, 1974), 269.<\/li>\n<li class=\"p8\">70 Heidegger afirma que todas as explica\u00e7\u00f5es da realidade devem regressar a <i>agere, agens, energein<\/i> e <i>ergazesthai<\/i> (Martin Heidegger, <i>The Basic Problems of Phenomenology<\/i>, trans. Ding Yun <span class=\"s11\">\u4e01\u8018<\/span> [Shanghai: Shanghai Publisher of Translations, 2008], 131).<\/li>\n<li class=\"p8\">71 As Tr\u00eas Escolas de Filosofia Song-Ming de Mou Zongsan considera Hu Hong e Liu Zongzhou como ortodoxos e Zhu Xi como inconsistente. Mas parece que Mou n\u00e3o reconhece que a mesma coisa pode ser dita sobre Conf\u00facio e<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>M\u00eancio. Uma poss\u00edvel raz\u00e3o para isso \u00e9 o facto de Mou ter uma grande considera\u00e7\u00e3o pelo discurso metaf\u00edsico. Ver Mou, <i>Mente e Natureza<\/i>.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"p2\"><b>Refer\u00eancias citadas<\/b><b><\/b><\/p>\n<ul>\n<li class=\"p8\">Ban Gu, Livro dos Han. Beijing: Companhia de Livros Zhonghua, 1962.<\/li>\n<li class=\"p8\">Cheng Hao <span class=\"s11\">\u7a0b\u9865<\/span> e Cheng Yi <span class=\"s11\">\u7a0b\u9824<\/span>. Er Cheng ji <span class=\"s11\">\u4e8c\u7a0b\u96c6<\/span> [Cole\u00e7\u00e3o Dois Cheng]. Beijing: Zhonghua Book Company, 1981.<\/li>\n<li class=\"p8\">Cheng Shude <span class=\"s11\">\u7a0b\u6a39\u5fb7<\/span>. Lunyu jishi <span class=\"s11\">\u8ad6\u8a9e\u96c6\u91cb<\/span> [Analectos explicados]. Beijing: Companhia de Livros Zhonghua, 1990.<\/li>\n<li class=\"p8\">Fu Sinian <span class=\"s11\">\u5085\u65af\u5e74<\/span>. Xingming guxun bianzheng <span class=\"s11\">\u6027\u547d\u53e4\u8a13\u8faf\u8b49 <\/span>[Teorias antigas sobre a vida].<\/li>\n<li class=\"p8\">Guilin: Guangxi Normal University Press, 2006.<\/li>\n<li class=\"p8\">Guo Qiyong <span class=\"s11\">\u90ed\u9f4a\u52c7<\/span>, ed., Lisboa, Portugal. Rujia lunli zhengming ji <span class=\"s11\">\u5112\u5bb6\u502b\u7406\u722d\u9cf4\u96c6<\/span> [Escolas de confucianismo]. Wuhan: Hubei Education Press, 2004.<\/li>\n<li class=\"p8\">He Yan <span class=\"s11\">\u4f55\u664f<\/span> e Huang Kan <span class=\"s11\">\u7687\u4f83<\/span> et al. Lunyu jijie yishu <span class=\"s11\">\u8ad6\u8a9e\u96c6\u89e3\u7fa9\u758f<\/span> [Notas sobre os Analectos]. Beijing: Companhia de Livros Zhonghua, 1998.<\/li>\n<li class=\"p8\">Heidegger, Martin. <i>The Basic Problems of Phenomenology <\/i>(<i>Os Problemas B\u00e1sicos da Fenomenologia<\/i>). Trans. Ding Yun <span class=\"s11\">\u4e01\u8018<\/span>.<\/li>\n<li class=\"p8\">Xangai: Shanghai Translation Publishing House, 2008.<\/li>\n<li class=\"p8\">Li Jingde <span class=\"s11\">\u9ece\u9756\u5fb7<\/span>, ed. Zhuzi yulei <span class=\"s11\">\u6731\u5b50\u8a9e\u985e<\/span> [Ditos de Zhu Xi]. Beijing: Companhia de Livros Zhonghua, 1986.<\/li>\n<li class=\"p8\">Li Ling <span class=\"s11\">\u674e\u96f6<\/span>. Guodian chujian jiaodu ji <span class=\"s11\">\u90ed\u5e97\u695a\u7c21\u6821\u8b80\u8a18<\/span> [Notas sobre os deslizamentos de Guodian Chu].<\/li>\n<li class=\"p8\">Beijing: Peking University Press, 2002.<\/li>\n<li class=\"p8\">Li Youzheng <span class=\"s11\">\u674e\u5e7c\u84b8<\/span>. Renxue jieshi xue <span class=\"s11\">\u4ec1\u5b78\u89e3\u91cb\u5b78<\/span> [Benevol\u00eancia explicada]. Beijing: China Renmin University Press, 2004.<\/li>\n<li class=\"p8\">Liang Shuming <span class=\"s11\">\u6881\u6f31\u6e9f<\/span>. Dongxi wenhua jiqi zhexue <span class=\"s11\">\u6771\u897f\u6587\u5316\u53ca\u5176\u54f2\u5b78<\/span> [Cultura e filosofia comparadas]. Beijing: Commercial Press, 1999.<\/li>\n<li class=\"p8\">Liang Tao <span class=\"s11\">\u6881\u6fe4<\/span>. Guodian zhujian yu simeng xuepai <span class=\"s11\">\u90ed\u5e97\u7af9\u7c21\u8207\u601d\u5b5f\u5b78\u6d3e <\/span>[Guodian Chu Slips e a Escola Si-Meng]. Beijing: China Renmin University Press, 2008.<\/li>\n<li class=\"p8\">Liu An <span class=\"s11\">\u5289\u5b89<\/span>. &#8220;Fanlun <span class=\"s11\">\u6c3e\u8ad6<\/span>.&#8221; Em Huainanzi Zhu <span class=\"s11\">\u6dee\u5357\u5b50\u6ce8 <\/span>[Anota\u00e7\u00e3o sobre Huainanzi]. Anota\u00e7\u00f5es. Gao You <span class=\"s11\">\u9ad8\u8bf1<\/span>. Zhuzi jicheng <span class=\"s11\">\u8af8\u5b50\u96c6\u6210<\/span> [Interpreta\u00e7\u00e3o coletada de Zhuzi], vol. 7. Xangai: Shanghai Bookstore Publishing House, 1986.<\/li>\n<li class=\"p8\">Liu Baonan <span class=\"s11\">\u5289\u5bf6\u6960<\/span>. &#8220;Lunyu zhengyi <span class=\"s11\">\u8ad6\u8a9e\u6b63\u7fa9<\/span> [Analectos corretamente explicados].&#8221; Em Zhuzi jicheng <span class=\"s11\">\u8af8\u5b50\u96c6\u6210<\/span> [Interpreta\u00e7\u00e3o coletada de Zhuzi], vol. 1. Shanghai: Shanghai Bookstore Publishing House,1986.<\/li>\n<li class=\"p8\">Mou Zongsan <span class=\"s11\">\u725f\u5b97\u4e09<\/span>. Xinti yu xingti <span class=\"s11\">\u5fc3\u9ad4\u8207\u6027\u9ad4<\/span> [Mente e Natureza]. Shanghai: Editora de cl\u00e1ssicos chineses de Xangai, 1999.<\/li>\n<li class=\"p8\">Ouyang Kang <span class=\"s11\">\u6b50\u967d\u5eb7<\/span>, ed. Dangdai yingmei zhuming zhexuejia xueshu zishu <span class=\"s11\">\u7576\u4ee3\u82f1\u7f8e\u8457\u540d\u54f2\u5b78\u5bb6\u5b78\u8853\u81ea\u8ff0<\/span> [Fil\u00f3sofos contempor\u00e2neos explicam-se a si pr\u00f3prios]. Beijing: Casa Publicadora do Povo, 2005.<\/li>\n<li class=\"p8\">Qian Miaojin <span class=\"s11\">\u6f5b\u82d7\u91d1<\/span>. Liji yizhu <span class=\"s11\">\u79ae\u8a18\u8b6f\u6ce8<\/span> [Coment\u00e1rio sobre o Livro dos Ritos].<\/li>\n<li class=\"p8\">Hangzhou: Editora de Livros Antigos de Zhejiang, 2007.<\/li>\n<li class=\"p8\">Qian Mu <span class=\"s11\">\u9322\u7a46<\/span>. Lunyu xinjie <span class=\"s11\">\u8ad6\u8a9e\u65b0\u89e3<\/span> [Analectos reexaminados]. Beijing: SDX Joint, 2002.<\/li>\n<li class=\"p8\">Searle, John R. Intentionality: An Essay in the Philosophy of the Mind. Trans. Liu Yetao<\/li>\n<li class=\"p8\"><span class=\"s11\">\u5289\u8449\u6fe4<\/span>. Shanghai: Shanghai Century, 2007.<\/li>\n<li class=\"p8\">Su Yu <span class=\"s11\">\u8607\u8f3f<\/span>. Chunqiu fanlu yizheng <span class=\"s11\">\u6625\u79cb\u7e41\u9732\u7fa9\u8b49<\/span> [Orvalho luxuriante dos anais da primavera e do outono explicado]. Beijing: Companhia de Livros Zhonghua, 1992.<\/li>\n<li class=\"p8\">Wang Fuzhi <span class=\"s11\">\u738b\u592b\u4e4b<\/span>. &#8220;Du tongjian lun <span class=\"s11\">\u8b80\u901a\u9451\u8ad6<\/span>&#8221; Em Du yidian fajia zhuzuo <span class=\"s11\">\u8b80\u4e00\u9ede\u6cd5\u5bb6\u8457\u4f5c<\/span> [Escritos legistas]. Shanghai: Grupo de Declara\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica da Universidade de Fudan, 1974.<\/li>\n<li class=\"p8\"><span class=\"s3\">Wang Guowei <\/span><span class=\"s13\">\u738b\u570b\u7dad<\/span><span class=\"s3\">. <i>Guantang jilin<\/i> <\/span><span class=\"s13\">\u89c0\u5802\u96c6\u6797<\/span><span class=\"s3\"> [Cole\u00e7\u00e3o Guantang]. Beijing: Companhia de Livros Zhonghua, 1959.<\/span><\/li>\n<li class=\"p8\">Wang Yangming <span class=\"s11\">\u738b\u967d\u660e<\/span>. Chuanxi lu <span class=\"s11\">\u50b3\u7fd2\u9304<\/span> [A pr\u00e1tica do conhecimento]. Zhengzhou: Editora de cl\u00e1ssicos chineses de Zhongzhou, 2004.<\/li>\n<li class=\"p8\">Xu Fuguan <span class=\"s11\">\u5f90\u5fa9\u89c0<\/span>. <i>Zhongguo renxinglun shi<\/i> <span class=\"s11\">\u4e2d\u570b\u4eba\u6027\u8ad6\u53f2<\/span> [Hist\u00f3ria da Natureza].<\/li>\n<li class=\"p8\">Xangai: Shanghai Joint, 2001.<\/li>\n<li class=\"p8\">Zhao Qi <span class=\"s11\">\u8d99\u5c90<\/span>. <i>Mengzi zhangju<\/i> <span class=\"s11\">\u5b5f\u5b50\u7ae0\u53e5<\/span> [Coment\u00e1rios sobre<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>M\u00eancio]. Em Lianghan quanshu <span class=\"s11\">\u5169\u6f22\u5168\u66f8<\/span> [Obras coletadas da dinastia Han]. Jinan: Shandong University Press, 2009.<\/li>\n<li class=\"p8\">Zhu Xi <span class=\"s11\">\u6731\u71b9<\/span>. <i>Sishu jizhu<\/i> <span class=\"s11\">\u56db\u66f8\u96c6\u6ce8<\/span> [Quatro livros anotados]. Beijing: Companhia de Livros Zhonghua, 1994.<\/li>\n<li class=\"p8\">Zhu Xi e Lv Zuqian <span class=\"s11\">\u5442\u7956\u8b19<\/span>, eds. <i>Zhuzi jinsi lu<\/i> <span class=\"s11\">\u6731\u5b50\u8fd1\u601d\u9304<\/span> [Pensamentos irrestritos de Zhu Xi]. Shanghai: Shanghai Chinese Classics Publishing House, 2000.<\/li>\n<\/ul>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 benevol\u00eancia [ren \u4ec1], Conf\u00facio e\u00a0 M\u00eancio concordam em tr\u00eas pontos. O primeiro \u00e9 a sua import\u00e2ncia central. A palavra &#8220;benevol\u00eancia&#8221; aparece mais de cem vezes nos Analectos de dezasseis mil palavras [Lunyu \u8ad6\u8a9e]. Criador da doutrina da Bondade da Natureza Humana,\u00a0 M\u00eancio acredita que a benevol\u00eancia reina sobre outras virtudes, como&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":37,"featured_media":1053,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-1052","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-pensamento"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.viadomeio.com\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/14-confucio.png","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1052","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/37"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1052"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1052\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1054,"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1052\/revisions\/1054"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1053"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1052"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1052"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1052"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}