{"id":1214,"date":"2025-10-21T22:50:25","date_gmt":"2025-10-21T14:50:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.viadomeio.com\/?p=1214"},"modified":"2025-10-21T22:50:25","modified_gmt":"2025-10-21T14:50:25","slug":"nomes-chineses-de-macau","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/2025\/10\/21\/nomes-chineses-de-macau\/","title":{"rendered":"Nomes chineses de Macau"},"content":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p class=\"p1\">Lu\u00eds Gonzaga Gomes (1907-1976), grande autoridade sinol\u00f3gica na hist\u00f3ria cultural de Macau, afirma no cap\u00edtulo \u201cOs Diversos Nomes de Macau\u201d em <i>Macau: Factos e Lendas<\/i>, ao explorar uma s\u00e9rie de possibilidades etimol\u00f3gicas: \u201c\u00c9 verdade que todos estes dados n\u00e3o s\u00e3o de grande confian\u00e7a e a sua publica\u00e7\u00e3o destina-se somente a satisfazer a curiosidade.\u201d (1994, 54)<\/p>\n<p class=\"p2\">Por estas palavras se pode compreender o verdadeiro fasc\u00ednio do exerc\u00edcio etimol\u00f3gico, j\u00e1 que, sem quaisquer certezas, se avan\u00e7a por um caminho filos\u00f3fico solidamente ancorado na imagina\u00e7\u00e3o, que com o aux\u00edlio da geografia e do sentimento vai desenhando imagens, ou melhor, paisagens constru\u00eddas num di\u00e1logo entre o exterior e o interior.<\/p>\n<p class=\"p2\">Por entre as leituras hermen\u00eauticas radicadas na etimologia, sabe-se que, nas <i>Cr\u00f3nicas da Dinastia Song do Norte<\/i> (<span class=\"s1\">\u300a\u5317\u5b8b\u5178\u518a\u300b<\/span><i>P\u00e2k Song Tin Tch\u2019\u00e1k<\/i><sup>1<\/sup>), a terra surge batizada como \u201cMarinhas da Chupa de Ouro\u201d, sendo a chupa uma vasilha de bambu destinada a medir o arroz, que recorda a configura\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o ao norte da Ilha Verde: \u201c<span class=\"s1\">\u91d1\u6597\u9e7d\u5834<\/span>\u201d (<i>K\u00e2m T\u00e2u Im Tch\u00b4\u00f4ng<\/i>).<\/p>\n<p class=\"p2\">E, de facto, uma leitura atenta da etimologia de Macau \u201c<span class=\"s1\">\u6fb3\u9580<\/span>Ou Mun\u201d, nome traduzido por \u201cPortas da Ba\u00eda\u201d, assume uma tonalidade de arrozal, ou antes de marinha, de chupa de arroz, adequada ao sul duma regi\u00e3o conhecida por ser o campo de arroz da China.<\/p>\n<p class=\"p2\">Ainda antes da dinastia Ming, segundo Gonzaga Gomes, circulavam outros nomes po\u00e9ticos para a terra em estreita conex\u00e3o ora com o mar, ora com o campo, ou ainda com a geomancia.<\/p>\n<p class=\"p2\">A Pen\u00ednsula de Macau, perspectivada como jun\u00e7\u00e3o da Taipa e da Ba\u00eda da Praia Grande, tanto podia ser um \u201cEspelho do Mar\u201d (<span class=\"s1\">\u6d77\u93e1 <\/span><i>Hoi K\u00e8ang<\/i>), como um \u201cEspelho do Lago\u201d (<span class=\"s1\">\u93e1\u6e56 <\/span><i>K\u00e8ang U<\/i>), ou um \u201cEspelho de Ostras\u201d (<span class=\"s1\">\u8814\u93e1 <\/span><i>Hou K\u00e8ang<\/i>), ou um \u201cEspelho de Fosso\u201d (<span class=\"s1\">\u6fe0\u955c <\/span><i>Hou K\u00e8ang<\/i>), ou ainda um \u201cRio do Fosso\u201d (<span class=\"s1\">\u6fe0\u6c5f<\/span><i>Hou gong<\/i> ).<\/p>\n<p class=\"p2\">Todas estas leituras marinhas anteriores \u00e0 chegada dos portugueses a Macau remetem para uma paisagem reflectida, que recorda o Rio das P\u00e9rolas na prata brilhante dos seus melhores dias de primavera.<\/p>\n<p class=\"p2\">J\u00e1 a leitura caligr\u00e1fica dos geomantes nomeia a terra no seu interior, valorizando a configura\u00e7\u00e3o de l\u00f3tus que descobre um pouco por toda a parte, at\u00e9 no istmo das Portas do Cerco (<span class=\"s1\">\u9023\u82b1\u830e <\/span><i>Lin<\/i> F\u00e1 <i>K\u00e1ng<\/i>). Para os geomantes, Macau \u00e9 o espa\u00e7o a que chamam \u201cIlha dos Nen\u00fafares\u201d (<span class=\"s1\">\u9023\u82b1\u5c9b <\/span><i>Lin<\/i> F\u00e1 <i>Tou<\/i>), uma irrup\u00e7\u00e3o do sagrado, que vem a justificar, num estranho cruzamento espiritual, a terminologia ocidental &#8211; a \u201cCidade do Nome de Deus\u201d (<span class=\"s1\">\u6fb3\u9580\u5929\u4e3b\u8056\u540d\u4e4b\u57ce <\/span><i>Aomen tianzhu shengming zhi cheng<\/i>), referida em Charles Boxer, entre outros sin\u00f3logos, incluindo Gonzaga Gomes.<\/p>\n<p class=\"p2\">Daqui se mergulha em plena dinastia Ming, lembrando a chegada dos portugueses a Macau, \u201cPen\u00ednsula dos Nen\u00fafares\u201d ou \u201cCidade do Nome de Deus\u201d, como surge epitetada num apontamento do Padre Gil da Matta de 1592, citado por Boxer em <i>O Senado da C\u00e2mara de Macau <\/i>(1997,18).<\/p>\n<p class=\"p2\"><span class=\"s2\">A verdade \u00e9 que esta terra do Santo Nome de Deus vai ao encontro de uma outra interpreta\u00e7\u00e3o etimol\u00f3gica que ainda hoje \u00e9 aceite por muitos: quem sabe Macau n\u00e3o fora baptizada como a \u201cBa\u00eda de A-M\u00e1\u201d (<\/span><span class=\"s3\">\u4e9e\u5abd\u6e2f<\/span><span class=\"s2\"><i>A-M\u00e1 K\u00f3ng<\/i>), divindade protectora de todos os mar\u00edtimos, de pescadores a marinheiros, passando por comerciantes, entre outra gente do mar? Esta leitura surge mais recentemente em <i>Macau\u00b4s Historical Witnesses<\/i> <\/span><span class=\"s3\">\u898b\u8b49\u6fb3\u9580<\/span><span class=\"s2\">, de Christopher Chu &amp;Pui Man Hoi (2023, 32) a Cidade do Nome de A-M\u00e1 (<\/span><span class=\"s3\">\u5abd\u7956\u540d\u57ce <\/span><span class=\"s2\"><i>Mazu m<\/i>\u00ed<i>ngch<\/i>\u00e9<i>ng<\/i> ), \u00e0 qual n\u00e3o pode faltar o ep\u00edteto concedido por D. Jo\u00e3o IV ap\u00f3s a restaura\u00e7\u00e3o :\u201cn\u00e3o h\u00e1 outra mais leal\u201d (<\/span><span class=\"s3\">\u7121\u6bd4\u5fe0\u8c9e <\/span><span class=\"s2\"><i>W\u00fabi zhongzhen<\/i>) (Ibidem). <\/span><\/p>\n<p class=\"p2\"><span class=\"s4\">\u00c9 de notar a tradu\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea apresentada por Christopher Chu e Pui Man Hoi. Assim quando se referem \u00e0 Cidade do Nome de Deus, a tradu\u00e7\u00e3o \u00e9 literalmente em chin\u00eas \u201cCidade do Nome de A-M\u00e1\u201d (<\/span><span class=\"s5\">\u5abd\u7956\u540d\u57ce<\/span><span class=\"s4\">); mas j\u00e1 para a tradu\u00e7\u00e3o da<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>inscri\u00e7\u00e3o que \u00e9 colocada no Leal Senado se oferece uma outra divindade, o Deus crist\u00e3o \u201cCidade do Nome de Deus, n\u00e3o h\u00e1 outra mais Leal\u201d (<\/span><span class=\"s5\">\u6fb3\u9580\u5929\u4e3b\u8056\u540d\u4e4b\u57ce<\/span><span class=\"s4\">, <\/span><span class=\"s5\">\u6c92\u6709\u6bd4\u9019\u66f4\u5fe0\u8c9e\u7684<\/span><span class=\"s4\">\u00c0om\u00e9n<i> ti\u0101nzh\u01d4 sh\u00e8ngm\u00edng zh\u012b ch\u00e9ng, m\u00e9iy\u01d2u b\u01d0 zh\u00e8 g\u00e8ng zh\u014dngzh\u0113n de<\/i>). Pelo que nos \u00e9 permitido escolher dois caminhos, ou uma tradu\u00e7\u00e3o chinesa para a Cidade do Nome de Deus, relativa a A-M\u00e1, onde sobressai a divindade feminina chinesa ou uma outra fiel \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3 ocidental, na qual se patenteia a divindade masculina crist\u00e3, Deus (<\/span><span class=\"s5\">\u5929\u4e3b<\/span><span class=\"s4\"><i>Ti\u0101nzh\u01d4<\/i>).<\/span><\/p>\n<p class=\"p2\">A cidade passou a gozar do t\u00edtulo e da inscri\u00e7\u00e3o \u201cn\u00e3o h\u00e1 outra mais leal\u201d (<span class=\"s1\">\u6c92\u6709\u6bd4\u9019\u66f4\u5fe0\u8c9e\u7684<\/span><i>M\u00e9iy\u01d2u b\u01d0 zh\u00e8 g\u00e8ng zh\u014dngzh\u0113n de<\/i>) por ordem do governador Jo\u00e3o de Sousa Pereira em 1654, contudo o Senado (<span class=\"s1\">\u8b70\u4e8b\u6703<\/span><i>Y\u00ecsh\u00echu\u00ec<\/i>)<sup>2<\/sup> apenas obteria o t\u00edtulo oficial de Leal Senado (<span class=\"s1\">\u5fe0\u8c9e\u8b70\u6703<\/span><i>Zh\u014dngzh\u0113n y\u00echu\u00ec<\/i>) na sequ\u00eancia da sua atribui\u00e7\u00e3o pelo pr\u00edncipe regente de Portugal, D. Jo\u00e3o VI, em 1810, na altura exilado no Rio de Janeiro, em recompensa, como recorda Beatriz Basto da Silva na <i>Cronologia da Hist\u00f3ria de Macau<\/i><span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>(Vol IV), dos esfor\u00e7os envidados para repelir os piratas e pelos socorros prestados ao Estado da \u00cdndia em diversas ocasi\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"p2\">De um modo mais abrangente, e na sua dupla vertente, a Cidade do (Santo)<sup>3<\/sup> Nome de Deus \u00e9 uma etimologia muito forte e plaus\u00edvel, que tem a vantagem de se afirmar pela sua voca\u00e7\u00e3o universalizante, j\u00e1 que entrela\u00e7a as leituras chinesa e portuguesa dum modo feliz e quase m\u00e1gico, ali num espa\u00e7o sagrado onde tudo se encontra sem que se perceba como nem porqu\u00ea, evitando inclusive grandes calamidades, como ferozes tuf\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"p2\">Al\u00e9m desta interpreta\u00e7\u00e3o milagrosa, o nome de Macau, lido pela sua geografia f\u00edsica como \u201cPortas da Ba\u00eda\u201d, tamb\u00e9m parece assentar geograficamente bem, uma vez que retrata a posi\u00e7\u00e3o da ba\u00eda entre as portas das Colinas da Guia (<span class=\"s1\">\u6771\u671b\u6d0b\u5c71<\/span><i>D\u014dngw\u00e0ngy\u00e1ng sh\u0101n<\/i>) e da Penha (<span class=\"s1\">\u897f\u671b\u6d0b\u5c71<\/span><i>X\u012bw\u00e0ngy\u00e1ng sh\u0101n<\/i>), sendo uma leitura etimol\u00f3gica frequente nos dias de hoje.<\/p>\n<p class=\"p2\">N\u00e3o podem ser exclu\u00eddos outros nomes com que Macau foi agraciado ao longo dos tempos. Por exemplo, no antigo <i>Grande Dicion\u00e1rio Topon\u00edmico da China<\/i> as portas acima referidas recebem o nome de terra\u00e7os, elas s\u00e3o o Terra\u00e7o Meridional (<span class=\"s1\">\u5357\u81fa<\/span><i>N\u00e1m<\/i> T\u00b4\u00f3i) e o Terra\u00e7o Setentrional (<span class=\"s1\">\u5317\u81fa<\/span><i>P\u00e2k T\u00f3i<\/i>).<\/p>\n<p class=\"p2\">Por fim, e j\u00e1 no reino da pura adivinha\u00e7\u00e3o, onde se sup\u00f5em cabalas e corruptelas, o nome de Macau surge, talvez por uma m\u00e1 interpreta\u00e7\u00e3o dos portugueses, derivado de \u201cCoito do Cavalo\u201d (<span class=\"s1\">\u99ac\u86df<\/span><i>M\u00e1 K\u00e1u<\/i>), uma adultera\u00e7\u00e3o de (<i>M\u00e1 K\u00f3k<\/i> <span class=\"s1\">\u99ac\u95a3<\/span>), ou seja, Barra.<\/p>\n<p class=\"p2\">Creio que intuitivamente os portugueses escolheram por entre todas as leituras etimol\u00f3gicas poss\u00edveis para o nome de Macau, aquela que melhor lhes convinha, atendendo \u00e0 mentalidade da \u00e9poca e \u00e0 voca\u00e7\u00e3o proselitista dos mission\u00e1rios que ent\u00e3o pregavam pelos mares do Oriente. E o mais interessante \u00e9 que nunca foi desmentida nem pelas autoridades portuguesas nem pelas chinesas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>_____<\/p>\n<p class=\"p4\"><b>Bibliografia<\/b><\/p>\n<ul>\n<li class=\"p4\">Aresta, Ant\u00f3nio, Celina Veiga de Oliveira. (2009) <i>Macau: Uma Hist\u00f3ria Cultural<\/i>. Mem Martins: Editorial Inqu\u00e9rito, Funda\u00e7\u00e3o Jorge \u00c1lvares.<\/li>\n<li class=\"p4\">Boxer, Charles Ralph. 1997. <i>O Senado da C\u00e2mara de Macau<\/i>. <span class=\"s7\">\u6fb3\u9580\u8b70\u4e8b\u5c40<\/span>. The Municipal Council of Macao. Introdu\u00e7\u00e3o. Ant\u00f3nio Aresta e Celina Veiga de Oliveira. Macau: Leal Senado de Macau.<\/li>\n<li class=\"p4\">Chu, Christopher, Pui Man Hoi. (2023). <i>Macau\u2019s Historical Witnesses<\/i>. <span class=\"s7\">\u898b\u8b49\u6fb3\u9580<\/span>.<span class=\"s7\">\u6fb3\u9580<\/span>:<span class=\"s7\">\u6fb3\u9580\u4eba\u51fa\u7248\u6709\u9650\u516c\u53f8<\/span>.<\/li>\n<li class=\"p4\">Gomes, Lu\u00eds Gonzaga. 1994. <i>Macau: Factos e Lendas<\/i>. Macau: Instituto Cultural de Macau.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Notas<\/b><\/p>\n<ul>\n<li class=\"p3\">1 Este e os registos seguintes do nome de Macau encontram-se no dialeto de Cant\u00e3o, por terem sido proporcionados por Lu\u00eds Gonzaga Gomes, ilustre sin\u00f3logo macaense que os transmitiu na pron\u00fancia local em Macau, Factos e Lendas, os restantes nomes e ep\u00edtetos ser\u00e3o fornecidos em Pinyin, j\u00e1 que n\u00e3o t\u00eam indica\u00e7\u00e3o por parte dos autores de registo em Cantonense.<\/li>\n<li class=\"p3\">2 O Leal Senado, ou melhor, a ent\u00e3o C\u00e2mara Municipal de Macau foi fundada em 1583, sendo constitu\u00eddo por uma assembleia de moradores que escolhiam seis membros com direito a voto, \u00e0 qual pertenciam 2 ju\u00edzes ordin\u00e1rios, 3 vereadores, 1 procurador da cidade, al\u00e9m de um secret\u00e1rio da c\u00e2mara, eleitos por um per\u00edodo de tr\u00eas anos, sendo por isso considerada a primeira institui\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica daquele oriente chin\u00eas, como nos \u00e9 explicado por Ant\u00f3nio Aresta e Celina Veiga de Oliveira em Macau: Uma Hist\u00f3ria Cultural (2009, 58). A origem do senado data, como especifica Charles Boxer (1997) em o Senado da C\u00e2mara de Macau da \u00e9poca em que D. Francisco de Mascarenhas era vice-rei da \u00cdndia (1581-1584).<\/li>\n<li class=\"p3\"><span class=\"s1\">3 O primeiro ep\u00edteto do s\u00e9culo XVII para Macau n\u00e3o refere \u201cSanto\u201d, apenas \u201cCidade do Nome de Deus\u201d, sendo \u201cSanto\u201d um adjetivo que surge, de acordo com a informa\u00e7\u00e3o obtida da historiadora Celina Veiga de Oliveira, apenas no s\u00e9culo XIX, por influ\u00eancia da mentalidade da \u00e9poca.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] Lu\u00eds Gonzaga Gomes (1907-1976), grande autoridade sinol\u00f3gica na hist\u00f3ria cultural de Macau, afirma no cap\u00edtulo \u201cOs Diversos Nomes de Macau\u201d em Macau: Factos e Lendas, ao explorar uma s\u00e9rie de possibilidades etimol\u00f3gicas: \u201c\u00c9 verdade que todos estes dados n\u00e3o s\u00e3o de grande confian\u00e7a e a sua publica\u00e7\u00e3o destina-se somente a satisfazer a curiosidade.\u201d (1994,&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":1215,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-1214","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.viadomeio.com\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/20.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1214","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1214"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1214\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1216,"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1214\/revisions\/1216"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1215"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1214"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1214"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1214"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}