{"id":1220,"date":"2025-10-21T22:57:07","date_gmt":"2025-10-21T14:57:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.viadomeio.com\/?p=1220"},"modified":"2025-10-21T22:57:07","modified_gmt":"2025-10-21T14:57:07","slug":"os-classicos-confucianos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/2025\/10\/21\/os-classicos-confucianos\/","title":{"rendered":"Os Cl\u00e1ssicos Confucianos"},"content":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">S<\/span><span class=\"s2\">\u00e3o designados<\/span><span class=\"s1\"> pela palavra <i>jing<\/i> (<\/span><span class=\"s3\">\u7ecf<\/span><span class=\"s1\">), a trama de um tecido: o seu enredo urdiu a unidade cultural da China. O mesmo termo designar\u00e1 todos os sutras budistas e os cl\u00e1ssicos marxistas. Sob o impulso de Conf\u00facio, a escola parece ter assumido, desde as suas origens, o papel de transmitir a Tradi\u00e7\u00e3o, mencionando-se j\u00e1 \u201cseis cl\u00e1ssicos\u201d no <i>Zhuangzi<\/i>. No decurso do tempo, o n\u00famero de cl\u00e1ssicos passar\u00e1 a sete, nove, doze e, finalmente, a treze.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\">O <i>Yi Jing<\/i> (<span class=\"s4\">\u6613\u7ecf<\/span>), <i>Cl\u00e1ssico<\/i> <i>das<\/i> <i>Muta\u00e7\u00f5es<\/i>, a \u00fanica obra que n\u00e3o foi proscrita pelo \u201cPrimeiro Imperador\u201d, representa um caso \u00e0 parte. Trata-se, antes de mais, de um livro de adivinha\u00e7\u00e3o, a \u201cb\u00edblia\u201d de um m\u00e9todo bin\u00e1rio que permite construir sessenta e quatro hexagramas a partir de oito trigramas de base. Um primeiro par\u00e1grafo, <i>tuan<\/i> (<span class=\"s4\">\u5f56<\/span>), \u201cveredicto\u201d, exp\u00f5e a rede de significados, um segundo, <i>yao<\/i> (<span class=\"s4\">\u723b<\/span>) explica cada uma das linhas, cheias ou quebradas: \u00e9 a parte t\u00e9cnica que ter\u00e1 tido origem, segundo a tradi\u00e7\u00e3o, no final do segundo mil\u00e9nio antes da nossa era e, de acordo com a cr\u00edtica moderna, no s\u00e9culo VIII ou no s\u00e9culo VII A.C.; a ela foram-se agregando numerosas glosas adivinhat\u00f3rias ou filos\u00f3ficas. Acrescem-se \u201cdez alas\u201d em que alguns coment\u00e1rios, embora sem d\u00favida posteriores, s\u00e3o atribu\u00eddos ao pr\u00f3prio Conf\u00facio: neles se desenvolvem, por vezes, considera\u00e7\u00f5es metaf\u00edsicas de uma profundidade obscura. A obra apaixonou<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>in\u00fameros letrados que, atrav\u00e9s da sua an\u00e1lise, puderam satisfazer o seu gosto pelo misterioso sem abandonar a ortodoxia.<\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">S\u00e3o tamb\u00e9m datados dos s\u00e9culos XI ao VII .E.C. os documentos que comp\u00f5em o <i>Shu<\/i> <i>Jing<\/i> (<\/span><span class=\"s3\">\u4e66\u7ecf<\/span><span class=\"s1\">), traduzido por Couvreur e cujo t\u00edtulo, em portugu\u00eas, \u00e9 <i>Anais<\/i> <i>da<\/i> <i>China<\/i>. N\u00e3o se trata de uma cr\u00f3nica mas de uma recolha de \u201cpalavras\u201d memor\u00e1veis, de discursos, de arengas e de instru\u00e7\u00f5es, classificadas por ordem cronol\u00f3gica. O texto, que vigora hoje em dia, \u00e9 o da vers\u00e3o em \u201ccaracteres antigos\u201d com cinquenta cap\u00edtulos, dos quais vinte e quatro, que datam dos s\u00e9c. III-IV da nossa era, ser\u00e3o falsos. <\/span><\/p>\n<p class=\"p3\">O <i>Chunqiu<\/i> (<span class=\"s4\">\u6625\u79cb<\/span>), <i>Anais da Primavera<\/i>&#8211;<i>Outono<\/i> \u00e9 uma cr\u00f3nica do Estado de Lu (<span class=\"s4\">\u9b6f<\/span>)<b>, <\/b>onde<b> <\/b>vivia<b> <\/b>Conf\u00facio, do per\u00edodo de 722 a 481, que se caracteriza por ser de uma extraordin\u00e1ria aridez; nela Conf\u00facio ter\u00e1 dissimulado as suas aprecia\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s de uma escolha subtil das palavras, cujos coment\u00e1rios, ditos <i>Gongyang<\/i> <i>Zhuan<\/i> (<span class=\"s4\">\u516c\u7f8a\u4f20<\/span>) e <i>Guliang<\/i> <i>Zhuan<\/i> (<span class=\"s4\">\u8c37\u6881\u4f20<\/span>), se esfor\u00e7am por indicar o valor positivo ou negativo; essas glosas parecem datar do s\u00e9culo III antes da nossa era.<\/p>\n<p class=\"p3\">O terceiro coment\u00e1rio, atribu\u00eddo a um certo Zuo Qiuming (<span class=\"s4\">\u5de6\u4e18\u660e<\/span>), cr\u00ea-se ser mais antigo. Cada qual conta como um cl\u00e1ssico. Tratar-se-ia de fragmentos de cr\u00f3nicas de outros reinos, fragmentos esses de uma maravilhosa prolixidade, quando comparados com a aridez da cr\u00f3nica. Assim a simples men\u00e7\u00e3o \u00e0 morte do um pr\u00edncipe de Qi, na d\u00e9cima primeira lua do vig\u00e9simo-terceiro ano do reinado do Duque Xi do estado de Lu ou Lu Xi Gong (<span class=\"s4\">\u9b6f\u50d6\u516c<\/span>) (636 A.C.) constitui motivo, ap\u00f3s um breve coment\u00e1rio protocolar, para descrever longamente a carreira de Cong\u2019er (<span class=\"s4\">\u91cd\u8033<\/span>), o filho exilado do Duque Xian do estado de Jin, ou Jin Xian Gong (<span class=\"s4\">\u664b\u732e\u516c<\/span>); as disputas com as suas mulheres ocupam um lugar de destaque, como o atesta este epis\u00f3dio:<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 \u00a0<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"p5\"><i>O conde de Qin tinha-lhe dado cinco mulheres, uma das quais era Ying (<\/i><span class=\"s4\">\u5b34<\/span><i>) <\/i><b>[<\/b>vi\u00fava do Duque Huai de Jin]<i>, ou Jin Huai Gong (<\/i><span class=\"s4\">\u664b\u6000\u516c<\/span><i>) Huai [a t\u00edtulo p\u00f3stumo]. Tendo-lhe esta trazido um jarro de \u00e1gua para que lavasse as m\u00e3os e enxaguasse a boca, ele fez-lhe um sinal [para que se retirasse] assim que acabou com as m\u00e3os molhadas. Indignada, ela repreendeu-o: \u00abQin e Jin s\u00e3o estados do mesmo n\u00edvel. Por que me tratas desta maneira desprez\u00edvel?\u00bb O filho do duque teve tanto medo que se despojou das vestes e adoptou a postura de um cativo. <\/i><\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"p3\">O tra\u00e7o comum \u00e0 maior parte destas anedotas \u00e9 a import\u00e2ncia dada aos ritos que vigoravam entre \u201ccivilizados\u201d, e tamb\u00e9m \u00e0 guerra tantas vezes referida no <i>Zuo<\/i> <i>Zhuan<\/i>.<\/p>\n<p class=\"p3\">Deve-se \u00e0 escola confuciana a reconstitui\u00e7\u00e3o de tr\u00eas rituais de caracter\u00edsticas bastante diferentes e que descrevem, de maneira sistem\u00e1tica, a organiza\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtica da sociedade antiga no que diz respeito \u00e0s classes altas.<\/p>\n<p class=\"p3\">O <i>Zhou<\/i> <i>li<\/i> (<span class=\"s4\">\u5468\u793c<\/span>), traduzido para franc\u00eas em 1851 por Edouard Biot sob o t\u00edtulo, em portugu\u00eas, de <i>Ritos<\/i> <i>dos<\/i> <i>Zhou<\/i>, \u00e9 a descri\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica de uma administra\u00e7\u00e3o ideal, ou julgada como tal pelo n\u00famero de reformadores do regime imperial em busca de um modelo ut\u00f3pico.<\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">O <i>Yi<\/i> <i>li<\/i> (<\/span><span class=\"s3\">\u4eea\u793c<\/span><span class=\"s1\">), que Couvreur traduziu em 1916 e em portugu\u00eas, se intitula <i>Cerimonial<\/i> e que os ingleses tamb\u00e9m traduziram, sendo em portugu\u00eas <i>Etiqueta<\/i> <i>e<\/i> <i>Cerimonial<\/i>, aparece como a \u00fanica das tr\u00eas obras sobre rituais que o \u00e9 verdadeiramente do princ\u00edpio ao fim. Nesta obra, repartida por vinte e quatro cap\u00edtulos, o ritual consiste em descri\u00e7\u00f5es detalhadas das cerim\u00f3nias que marcam a cad\u00eancia da vida das casas nobres. Esta sistematiza\u00e7\u00e3o das prescri\u00e7\u00f5es com recurso \u00e0 narrativa n\u00e3o parece remontar a um tempo anterior ao s\u00e9culo III antes da nossa era, embora fa\u00e7a refer\u00eancia a materiais mais antigos. A obra j\u00e1 deixa antever uma preocupa\u00e7\u00e3o pelo detalhe que voltaremos a encontrar nos romancistas chineses, cerca de dois mil anos mais tarde. Nela se enunciam as regras do saber-viver, com uma profus\u00e3o de detalhes impressionantes. O <i>Li ji<\/i> (<\/span><span class=\"s3\">\u793c\u8bb0<\/span><span class=\"s1\">), traduzido por Couvreur em 1899, e intitulando-o <i>M\u00e9moires<\/i> <i>sur<\/i> <i>les<\/i> <i>biens\u00e9ances<\/i> <i>et<\/i> <i>les<\/i> <i>c\u00e9r\u00e9monies<\/i>, que os ingleses traduziram por <i>Book of Rites<\/i> (<i>O<\/i> <i>Livro<\/i> <i>dos<\/i> <i>Ritos)<\/i>, \u00e9 uma obra comp\u00f3sita, quase tr\u00eas vezes mais volumosa que o <i>Yi li<\/i>. Os seus quarenta e seis cap\u00edtulos resultam de uma condensa\u00e7\u00e3o da compila\u00e7\u00e3o original de Dai De (<\/span><span class=\"s3\">\u6234\u5fb7<\/span><span class=\"s1\">), que chegou at\u00e9 n\u00f3s: ele coligiu, no s\u00e9culo I antes da nossa era, oitenta e cinco tratados sobre ritos. Um primo seu, Dai Sheng (<\/span><span class=\"s3\">\u6234\u5723<\/span><span class=\"s1\">), extraiu dela uma obra de quarenta e seis tratados, tr\u00eas dos quais diferentes do texto corrente do <i>Li ji<\/i>, que foi reformulada no s\u00e9c. II.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\">O interesse principal do <i>Li Ji<\/i> n\u00e3o \u00e9, evidentemente, de cariz liter\u00e1rio, embora ocupe um lugar \u00e0 parte por ter dado origem a dois dos <i>Quatro Livros<\/i> ou <i>Sishu<\/i> (<span class=\"s4\">\u56db\u4e66<\/span>) que, a partir do s\u00e9culo XIV, constitu\u00edram a base do ensino prim\u00e1rio chin\u00eas, tornando-se assim em livros populares, se bem que irritantes para os semi-alfabetizados. O primeiro dos <i>Quatro Livros<\/i>, editados pelo eminente erudito e fil\u00f3sofo neo-confuciano Zhu Xi (<span class=\"s4\">\u6731\u71b9<\/span>) (1130-1200) \u00e9, com efeito, o tratado que figura no cap\u00edtulo 39 do <i>Li ji<\/i>, o <i>Daxue<\/i> (<span class=\"s4\">\u5927\u5b66<\/span>) ou <i>Estudo Maior<\/i>, quer dizer, aquele que \u00e9 destinado aos adultos, segundo a interpreta\u00e7\u00e3o de Zhu Xi. O texto desenvolve um racioc\u00ednio tipicamente confuciano em forma de sorites em que a segunda e a terceira partes, onde se \u201cescrutinam as coisas e os seres\u201d, fazem passar Conf\u00facio por um defensor das ci\u00eancias da natureza do s\u00e9culo XIX.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"p5\"><i>Aqueles [pr\u00edncipes] de outrora que queriam fazer brilhar a brilhante virtude sob o c\u00e9u, come\u00e7avam por fazer reinar a ordem no seu Estado. Quem quer fazer reinar a ordem no seu Estado, come\u00e7a por harmonizar a sua fam\u00edlia. Quem quer harmonizar a sua fam\u00edlia, come\u00e7a por cultivar a sua pessoa. Quem quer cultivar a sua pessoa, come\u00e7a por rectificar o seu cora\u00e7\u00e3o e o seu esp\u00edrito. Quem quer rectificar o seu cora\u00e7\u00e3o e o seu esp\u00edrito, come\u00e7a por tornar sincera a sua vontade. Quem quer tornar sincera a sua vontade, come\u00e7a primeiro por aprimorar o conhecimento.<\/i><\/p>\n<p class=\"p5\"><i>Aprimorar o conhecimento consiste em escrutinar as coisas e os seres.<\/i><\/p>\n<p class=\"p5\"><span class=\"s5\"><i>S\u00f3 depois de ter escrutinado as coisas \u00e9 que o conhecimento \u00e9 perfeito. S\u00f3 depois do conhecimento ser perfeito \u00e9 que a vontade \u00e9 sincera. S\u00f3 depois de a vontade ser sincera \u00e9 que o cora\u00e7\u00e3o e o esp\u00edrito s\u00e3o rectificados&#8230; (e assim seguindo at\u00e9 \u00e0 conclus\u00e3o). S\u00f3 depois do Estado ser bem governado \u00e9 que o mundo est\u00e1 em paz. Desde o Filho do C\u00e9u at\u00e9 \u00e0s pessoas mais comuns, todos, se aplicam ent\u00e3o a cultivar a sua pessoa.<\/i><\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"p3\">O segundo dos <i>Si shu<\/i>, proveniente do cap\u00edtulo 28 do <i>Li ji<\/i>, que se intitula <i>Zhong yong<\/i> (<span class=\"s4\">\u4e2d\u5eb8<\/span>), <i>Pr\u00e1tica Meio<\/i>, \u00e9 um texto onde abundam alus\u00f5es e cita\u00e7\u00f5es de outros cl\u00e1ssicos confucianos, em especial da poesia do <i>Shi Jing<\/i>.<\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s6\">O terceiro dos <i>Si shu<\/i>, os<i> Analectos<\/i> de Conf\u00facio ou <i>Lunyu<\/i> (<\/span><span class=\"s7\">\u8bba\u8bed<\/span><span class=\"s6\">) ou seja \u201cPalavras [do Mestre] em ordem racional\u201d, \u00e9, sem d\u00favida, o mais prestigiado dos cl\u00e1ssicos confucianos, reverenciado em toda a \u00c1sia oriental. \u00c9 aqui que Conf\u00facio em pessoa nos fala; deste ponto de vista, existe um paralelo com os Evangelhos que n\u00e3o parece excessivo, mesmo tendo a cr\u00edtica ind\u00edgena demonstrado que a recolha s\u00f3 foi compilada uma ou v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es a seguir ao Mestre e que os \u00faltimos cinco dos vinte \u201clivros\u201d seriam de origens diferentes. A vers\u00e3o que prevalece nos nossos dias s\u00f3 foi estabelecida no s\u00e9c. III da nossa era, a partir da edi\u00e7\u00e3o do Estado de Lu (<i>vers\u00e3o Lu<\/i>), revista \u00e0 luz de duas outras, a do Estado de Qi (<i>vers\u00e3o Qi<\/i>) e a dos caracteres antigos. O Conf\u00facio que nele se descobre tinha muito para causar entusiasmo nos \u201cfil\u00f3sofos\u201d racionalistas do nosso \u201cs\u00e9culo das Luzes\u201d. Com efeito, o chefe da doutrina ortodoxa do regime imperial exprime-se atrav\u00e9s de di\u00e1logos vividos, uma sabedoria terrena, levando a crer num ate\u00edsmo que seria comum \u00e0 maior parte dos letrados chineses. A famosa resposta do Mestre a Zilu (<\/span><span class=\"s7\">\u5b50\u8def<\/span><span class=\"s6\">) \u00e9 ditada apenas pela preocupa\u00e7\u00e3o de consagrar o seu ensinamento relativamente \u00e0 conduta a adoptar pelos seus disc\u00edpulos, servir o homem servindo o Estado:<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"p5\">(XI, 12) <i>Interrogado por Zilu sobre o servi\u00e7o dos deuses e dos dem\u00f3nios, o Mestre replicou: \u201cComo seremos capazes disso, se ainda nem os homens sabemos servir?\u201d \u201cPosso questionar sobre a morte?\u201d \u201cQue sabe da morte aquele que ainda n\u00e3o compreende a vida? \u201d<\/i><\/p>\n<p class=\"p5\">Mod\u00e9stia mais do que agnosticismo?<\/p>\n<p class=\"p5\">(II, 17) <i>O Mestre disse: \u201cZilu, vou ensinar-te o que \u00e9 saber; saber \u00e9 o que sabes e o que n\u00e3o sabes, eis o que \u00e9 o saber!\u201d<\/i><\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"p3\">A posteridade exaltou Conf\u00facio at\u00e9 fazer dele um <i>shengren<\/i> (<span class=\"s4\">\u5723\u4eba<\/span>) , um termo sem implica\u00e7\u00f5es religiosas, apesar de se traduzir por \u201csanto\u201d. Diz ele de si pr\u00f3prio:<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"p5\">(VII, 26) <i>Os \u201csantos\u201d, n\u00e3o me foi dada a oportunidade de v\u00ea-los. J\u00e1 seria muito bom se encontrasse um \u201chomem honesto\u201d.\u00a0<\/i><\/p>\n<p class=\"p5\"><span class=\"s1\">(VII, 34) <i>Tratando-se de \u201csantidade\u201d e de \u201cbondade\u201d, como ousarei eu pretender tal coisa? Quanto muito poderei dizer que me esfor\u00e7o incansavelmente e que as prego sem me fartar.<\/i><\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"p3\">A \u201cbondade\u201d, <i>ren<\/i> (<span class=\"s4\">\u4ec1<\/span>), \u00e9 a virtude cardinal que Conf\u00facio prega e, que se cr\u00ea melhor traduzida por \u201caltru\u00edsmo\u201d, \u201chumanidade\u201d ou simplesmente \u201cvirtude\u201d. O ideal moral \u00e9 o do \u201cfilho do soberano\u201d, o <i>junzi <\/i>(<span class=\"s4\">\u541b\u5b50<\/span>), que Couvert traduziu por \u201csage\u201d (port. \u201cs\u00e1bio\u201d), conceito esse j\u00e1 associado \u00e0 palavra <i>xian<\/i> (<span class=\"s4\">\u8d24<\/span>); Pierre Ryckmans prefere, com justa raz\u00e3o, \u201chomem honesto\u201d, por n\u00e3o existir o equivalente a \u201c<i>gentleman<\/i>\u201d em ingl\u00eas, ou \u201chomem superior\u201d; \u201chomem de pouco\u201d, <i>xiaoren<\/i> (<span class=\"s4\">\u5c0f\u4eba<\/span>), corresponde \u00e0 no\u00e7\u00e3o oposta.<\/p>\n<p class=\"p9\">N\u00e3o h\u00e1 f\u00f3rmula mais feliz para ilustrar a posi\u00e7\u00e3o de Conf\u00facio do que esta:<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"p5\">(VIII, 13) <i>Quando um Estado segue o bom Caminho (<\/i><span class=\"s4\">\u9053<\/span><b><i>, <\/i><\/b><i>dao), ser pobre e de baixa posi\u00e7\u00e3o \u00e9 vergonhoso, mas quando o <\/i>dao<i> n\u00e3o persiste num Estado, ser rico ou de alta posi\u00e7\u00e3o ainda o \u00e9 mais.<\/i><\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"p3\">Mas Conf\u00facio rejeita as consequ\u00eancias extremas que delas tiram os eremitas:<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"p5\">(XVIII, 6) <i>\u201cO mundo encontra-se, por todo o lado, a bra\u00e7os com uma vaga t\u00e3o poderosa que ningu\u00e9m a consiguir\u00e1 deter. N\u00e3o \u00e9 melhor seguir aquele que foge do mundo do que seguir o letrado que foge das pessoas? \u201drespondeu ele a Zilu, sem parar de limpar. O disc\u00edpulo reportou tais palavras a Conf\u00facio e este suspirou:\u201cN\u00e3o saberia juntar-me aos p\u00e1ssaros e aos animais selvagens. Com quem ficaria ent\u00e3o, uma vez que condeno a companhia dos homens? Se o mundo seguisse o <\/i>dao<i>, eu n\u00e3o procuraria mud\u00e1-lo.\u201d<\/i><\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"p3\">A \u201cbondade\u201d do Mestre transcendia mesmo a humanidade:<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"p5\">(VII, 27) <i>Embora pescasse \u00e0 linha, o Mestre nunca pescava com a rede e n\u00e3o atirava sobre as aves empoleiradas.<\/i><\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">O \u00faltimo dos <i>Quatro Livros<\/i> \u00e9 o de M\u00eancio, <i>Mengzi<\/i> (<\/span><span class=\"s3\">\u5b5f\u5b50<\/span><span class=\"s1\">) (390-305), que foi tamb\u00e9m o derradeiro a figurar entre os cl\u00e1ssicos confucianos, no s\u00e9culo XII. E o \u00fanico a ser momentaneamente exclu\u00eddo no s\u00e9culo XIV, por justificar o tiranic\u00eddio nos seguintes termos, ao advogar a bondade inata da natureza humana:<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"p5\">(I, B, 8) &#8230;[<i>O rei Xuan do Estado de Qi, Qi Xuan Wang (<\/i><span class=\"s4\">\u9f50\u5ba3\u738b<\/span><i>)]:\u201cSer\u00e1 permitido aos s\u00fabditos assassinar o seu pr\u00edncipe?\u201d\u201cA quem rouba a <\/i>bondade<i>, cham\u00e1-lo-ei ladr\u00e3o e a quem viola a moral, cham\u00e1-lo-ei violador.\u201dLadr\u00f5es ou violadores s\u00e3o apenas simples indiv\u00edduos. Ouvi falar do castigo infligido ao tirano Zhou (<\/i><span class=\"s4\">\u7ea3<\/span><i>)<\/i><i><sup>3<\/sup><\/i><i>, um indiv\u00edduo, n\u00e3o do assassinato de um soberano.<\/i><\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"p3\">O livro de M\u00eancio \u00e9 talvez a mais antiga das obras filos\u00f3ficas onde o estilo, desprovido de arca\u00edsmos, flui atrav\u00e9s de apaixonantes discursos dialogados, ao longo dos quais a argumenta\u00e7\u00e3o \u00e9 sustentada mediante compara\u00e7\u00f5es em sentido figurado:<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"p5\">(VI, A, 2)<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span><i>\u201cA natureza humana\u201d, retoma Gaozi (<\/i><span class=\"s4\">\u544a\u5b50<\/span><i>), \u00e9 como um curso de \u00e1gua impetuoso. Abre-se-lhe uma passagem a leste e a \u00e1gua precipitar-se-\u00e1. Mas tamb\u00e9m se escoar\u00e1, de igual modo, a oeste, se uma passagem a\u00ed for aberta. A natureza humana n\u00e3o distingue o bem do mal, do mesmo modo que a \u00e1gua flui indiferentemente para leste ou para oeste. \u201d<\/i><\/p>\n<p class=\"p5\"><span class=\"s1\"><i>M\u00eancio: \u201cA \u00e1gua, seguramente n\u00e3o distingue o leste do oeste, mas acontecer\u00e1 o mesmo com o alto e o baixo? A natureza humana \u00e9 propensa \u00e0 bondade, tal como a \u00e1gua tende a deslizar para baixo. N\u00e3o h\u00e1 nenhum homem que n\u00e3o seja naturalmente bom, assim como n\u00e3o existe \u00e1gua que n\u00e3o deslize para baixo. Claro, se for agitada a \u00e1gua invadir\u00e1 as margens, for\u00e7ada, ela galgar\u00e1 as colinas; mas estar\u00e1 isso na sua natureza? A \u00e1gua submete-se \u00e0s circunst\u00e2ncias, tal como o homem quando confrontado com o mal.\u201d<\/i><\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"p3\">Totalmente diferente dos <i>Analectos<\/i>, o livro de M\u00eancio, em virtude do seu estilo, mostra-se igualmente cativante, devido \u00e0 riqueza das ideias nele expostas e que o seu mestre Conf\u00facio n\u00e3o aprofundara ou sequer abordara.<\/p>\n<p class=\"p3\">Faltam apenas tr\u00eas cl\u00e1ssicos para atingir o n\u00famero treze da edi\u00e7\u00e3o completa com glosas e coment\u00e1rios, o <i>Shisan Jing Zhushu<\/i> (<span class=\"s4\">\u5341\u4e09\u7ecf\u6ce8\u758f<\/span>), que foi publicada em 1815 pelo letrado Ruan Yuan (<span class=\"s4\">\u962e\u5143<\/span>).<\/p>\n<p class=\"p3\">O <i>Cl\u00e1ssico da Piedade Filial<\/i>, o <i>Xiao jing<\/i> (<span class=\"s4\">\u5b5d\u7ecf<\/span>) \u00e9 um op\u00fasculo relativamente tardio que n\u00e3o tem muito mais import\u00e2ncia liter\u00e1ria que o <i>Erya<\/i> (<span class=\"s4\">\u5c14\u96c5<\/span>), um l\u00e9xico que classifica as palavras em dezanove categorias e pode ser considerado como o mais antigo dicion\u00e1rio de chin\u00eas que chegou at\u00e9 n\u00f3s.<\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">De referir finalmente o mais importante dos cl\u00e1ssicos, sob o ponto de vista liter\u00e1rio, o da poesia, o<i> Shijing <\/i>(<\/span><span class=\"s3\">\u8bd7\u7ecf<\/span><span class=\"s1\">)<i> <\/i>ou<i> Cl\u00e1ssico da Poesia, <\/i>uma antologia de 305 poemas que o pr\u00f3prio Conf\u00facio teria escolhido, entre mais de tr\u00eas mil. A vers\u00e3o corrente, a \u00fanica completa que chegou at\u00e9 n\u00f3s, inclui um coment\u00e1rio \u00e0s interpreta\u00e7\u00f5es morais e pol\u00edticas atribu\u00eddas a um certo Mao Heng (<\/span><span class=\"s3\">\u6bdb\u4ea8<\/span><span class=\"s1\">), que viveu no s\u00e9culo III antes da nossa era; a edi\u00e7\u00e3o ter\u00e1 sido transcrita por Liu Xin (<\/span><span class=\"s3\">\u5218\u6b46<\/span><span class=\"s1\">) (50.-23 a.E.C), que foi um dos mais ardentes defensores da autenticidade das vers\u00f5es em caracteres antigos. A antologia cont\u00e9m pe\u00e7as de datas e g\u00e9neros bastante distintos, odes, hinos e cantigas de amor, indo, segundo alguns cr\u00edticos, dos s\u00e9culos XII ao V A.C.. O amor \u00e9 precisamente o tema do primeiro poema da recolha, traduzido por Marcel Granet e publicado em 1911 na sua tese sobre as <i>F\u00eates et chansons anciennes de la Chine<\/i>, corroborando a interpreta\u00e7\u00e3o anteriormente desenvolvida por Zhu Xi (<\/span><span class=\"s3\">\u6731\u71b9<\/span><span class=\"s1\">) (1130-1200), o futuro padr\u00e3o da ortodoxia:<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"p2\"><i>Em un\u00edssono gritam as gaivotas\u00a0<\/i><\/p>\n<p class=\"p2\"><i>na ribeira sobre as rochas!<\/i><\/p>\n<p class=\"p2\"><i>A filha pura retira-se <\/i><\/p>\n<p class=\"p2\"><i>companheira perfeita do Senhor<\/i><\/p>\n<p class=\"p2\"><span class=\"s8\"><i>Alta ou baixa, a lentilha de \u00e1gua:\u00a0<\/i><\/span><\/p>\n<p class=\"p5\"><i>\u00e0 esquerda, \u00e0 direita, procuremo-la!<\/i><\/p>\n<p class=\"p5\"><i>A filha pura retira-se,\u00a0<\/i><\/p>\n<p class=\"p5\"><i>de dia, de noite, clamemos por ela !<\/i><\/p>\n<p class=\"p5\"><i>Clamemos por ela! Pedido em v\u00e3o!&#8230; <\/i><\/p>\n<p class=\"p5\"><i>de dia, de noite, pensamos nela!&#8230;<\/i><\/p>\n<p class=\"p5\"><i>Ah ! Que pena!&#8230; Ah ! Que pena!&#8230; <\/i><\/p>\n<p class=\"p5\"><i>daqui, de l\u00e1, n\u00f3s nos viramos!&#8230;<\/i><\/p>\n<p class=\"p5\"><i>Alta ou baixa, a lentilha da \u00e1gua: <\/i><\/p>\n<p class=\"p5\"><i>\u00e0 esquerda, \u00e0 direita, agarremo-la!<\/i><\/p>\n<p class=\"p5\"><i>A filha pura retira-se: <\/i><\/p>\n<p class=\"p5\"><i>guitarras, ala\u00fades, acolhem-na !<\/i><\/p>\n<p class=\"p5\"><i>Alta ou baixa, a lentilha da \u00e1gua: <\/i><\/p>\n<p class=\"p5\"><i>\u00e0 esquerda, \u00e0 direita, colhamo-la!<\/i><\/p>\n<p class=\"p5\"><i>A filha pura retira-se: <\/i><\/p>\n<p class=\"p5\"><i>sinos e tambores, festej\u00eamo-la!<\/i><\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s8\">Os cento e sessenta poemas da parte consagrada aos \u201cares dos [quinze] estados\u201d, <i>guofeng<\/i> (<\/span><span class=\"s9\">\u56fd\u98ce<\/span><span class=\"s8\">), preservam, na sua maioria, uma tradi\u00e7\u00e3o oral e popular, como parece acontecer tamb\u00e9m nas \u201cpequenas odes\u201d, <i>xiaoya<\/i> (<\/span><span class=\"s9\">\u5c0f\u96c5<\/span><span class=\"s8\">) (n\u00fameros 161 a 234), que s\u00e3o cantigas de celebra\u00e7\u00f5es menores. As grande odes, <i>daya<\/i>, (<\/span><span class=\"s9\">\u5927\u96c5<\/span><span class=\"s8\"><b>)<\/b> (n\u00fameros 235-265) celebram as grandes ocasi\u00f5es, acompanhando especialmente as dan\u00e7as guerreiras. Os \u201chinos\u201d, <i>song<\/i> (<\/span><span class=\"s9\">\u9882<\/span><span class=\"s8\">) (n\u00fameros 266-305) aparentam fazer parte de rituais religiosos.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\">Repeti\u00e7\u00f5es, refr\u00f5es, ritmos e asson\u00e2ncias, por vezes ainda percept\u00edveis, s\u00e3o caracter\u00edsticas comuns \u00e0s cantigas populares de todo o mundo. O recurso \u00e0 evoca\u00e7\u00e3o metaf\u00f3rica, <i>xing<\/i> (<span class=\"s4\">\u5174<\/span>), a compara\u00e7\u00e3o inspirada na natureza, <i>bi<\/i> (<span class=\"s4\">\u6bd4<\/span>), e a \u201cdescri\u00e7\u00e3o\u201d, <i>fu<\/i> (<span class=\"s4\">\u8d4b<\/span>), das pe\u00e7as de prest\u00edgio, introduzem procedimentos reconhecidos como fundamentais na tradi\u00e7\u00e3o da pros\u00f3dia chinesa. Mas o <i>Cl\u00e1ssico da Poesia<\/i>, onde, por vezes, a posteridade livresca ver\u00e1 sobretudo um meio de enriquecer o seu vocabul\u00e1rio relativo \u00e0 fauna e \u00e0 flora, desempenhava todo um outro papel na Antiguidade, carregado de alus\u00f5es morais e pol\u00edticas, verdadeiro tesouro de um bem cultural comum \u00e0 \u201cconfedera\u00e7\u00e3o\u201d chinesa. Conf\u00facio sublinhava j\u00e1 este duplo papel nos seus <i>Analectos<\/i>.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"p5\">(XVII, 9) <i>\u201cMeus filhos, por que n\u00e3o estudais os <\/i>Poemas<i>? Os <\/i>Poemas<i> permitem estimular, permitem observar, permitem comungar, permiter protestar&#8230; E v\u00f3s aprendereis l\u00e1 os nomes de muitas aves, animais, plantas e \u00e1rvores.\u201d<\/i><\/p>\n<p class=\"p5\">(XVI, 13)<b> <\/b><i>Chen Kang (<\/i><span class=\"s4\">\u9648\u4ea2<\/span><i>) perguntou ao filho de Conf\u00facio se o seu pai lhe tinha prodigalizado ensinamentos particulares. \u201cN\u00e3o. Certa vez em que ele estava sozinho e eu atravessava precipitadamente o p\u00e1tio, perguntou-me se eu j\u00e1 tinha estudado os <\/i>Poemas<i>. Ainda n\u00e3o, respondi. Sem os estudares, nunca saber\u00e1s exprimir-te&#8230;\u201d<\/i><\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Asseguram-nos que Conf\u00facio se esfor\u00e7ava por citar os <i>Poemas<\/i> sem ligar \u00e0 pron\u00fancia dialectal, como se o Mestre tivesse j\u00e1 consci\u00eancia de transmitir um fundo cultural comum. Com as glosas e os coment\u00e1rios regulamentares, os treze cl\u00e1ssicos, <i>Yijing, Shujing, Shijing, Zhou li<\/i><\/span><span class=\"s8\"><i>,<\/i> <i>Yili, Liji, Chunqiu-Zuo zhuan, Gongyang zhuan, Gouliang zhuan, Xiaojing, Lunyu, Mengzi<\/i> e <i>Erya<\/i> totalizam cerca de seis milh\u00f5es de caracteres e os pr\u00f3prios textos, que todos os candidatos aos exames, a partir do s\u00e9culo XIV, tinham de decorar, s\u00e3o compostos por perto de meio milh\u00e3o de palavras, funcionando como uma base de forma\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria que n\u00e3o se deve substimar.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"p11\"><span class=\"s1\">in<b> <\/b><i>A Literatura Chinesa Antiga e Cl\u00e1ssica<\/i><b> <\/b><b><\/b><\/span><\/p>\n<p class=\"p11\"><span class=\"s1\"><b> <\/b>Tradu\u00e7\u00e3o <b>Ra\u00fal Pissarra<\/b><b><\/b><\/span><\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] S\u00e3o designados pela palavra jing (\u7ecf), a trama de um tecido: o seu enredo urdiu a unidade cultural da China. O mesmo termo designar\u00e1 todos os sutras budistas e os cl\u00e1ssicos marxistas. Sob o impulso de Conf\u00facio, a escola parece ter assumido, desde as suas origens, o papel de transmitir a Tradi\u00e7\u00e3o, mencionando-se j\u00e1&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":46,"featured_media":1221,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[15],"tags":[],"class_list":["post-1220","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-confucionismo"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.viadomeio.com\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/28.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1220","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/46"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1220"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1220\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1222,"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1220\/revisions\/1222"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1221"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1220"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1220"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1220"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}