{"id":1284,"date":"2025-10-22T03:23:17","date_gmt":"2025-10-21T19:23:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.viadomeio.com\/?p=1284"},"modified":"2025-10-22T03:30:18","modified_gmt":"2025-10-21T19:30:18","slug":"em-quanzhou-%e6%b3%89%e5%b7%9e-zaiton-a-chincheo-dos-portugueses-de-quinhentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/2025\/10\/22\/em-quanzhou-%e6%b3%89%e5%b7%9e-zaiton-a-chincheo-dos-portugueses-de-quinhentos\/","title":{"rendered":"Em Quanzhou \u6cc9\u5dde, Zaiton, a Chincheo dos portugueses de quinhentos"},"content":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"p1\"><i>\u201cJorge Mazcarenhas foy ter a huma cidade chamada Chincheo, em que lhe pareceo que avia mais rica gente que em Cant\u00e3o.\u201d<br \/>\n<\/i>Fern\u00e3o Lopes de Castanheda,\u00a0<i>Hist\u00f3ria da Conquista da \u00cdndia<\/i>, Livro IV, cap\u00edtulo XLI.<\/p>\n<p class=\"p1\"><i> \u201cChegados n\u00f3s ao porto de Chinch\u00e9u, ach\u00e1mos a\u00ed tr\u00eas naus de portugueses que havia j\u00e1 um m\u00eas que eram chegadas\u00a0<\/i>(de Liamp\u00f3)<i>\u00a0dos quais fomos muito bem recebidos e agasalhados com muita festa e contentamento e depois nos deram novas da terra, e da mercancia, e da paz e quieta\u00e7\u00e3o do porto.\u201d<br \/>\n<\/i>Fern\u00e3o Mendes Pinto,\u00a0<i>Peregrina\u00e7\u00e3o<\/i>, cap.57<\/p>\n<p class=\"p2\"><i> \u201cWhen the Portuguese, in the 16th century, recovered China to European knowledge, Zayton was no longer the great haven of foreign trade.\u201d<br \/>\n<\/i>Henry Yule,\u00a0<i>The Book of Marco Polo the Venetian<\/i>, London, John Murray, 1874, cap\u00edtulo LXXXII, II vol., pag 221, nota 2.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"p5\">E<span class=\"s2\">ntre os<\/span> relatos dos nossos cronistas e aventureiros quinhentistas existe alguma confus\u00e3o quanto \u00e0 localiza\u00e7\u00e3o exacta do lugar que denomin\u00e1vamos Chincheo. O top\u00f3nimo aparece associado ora a dois espa\u00e7os diferentes mas pr\u00f3ximos, as cidades de Quanzhou<span class=\"s3\">\u6cc9\u5dde<\/span>\u00a0e Zhangzhou<span class=\"s3\">\u6f33\u5dde<\/span>\u00a0ou, por extens\u00e3o, os chincheos ser\u00e3o os habitantes da actual prov\u00edncia de Fujian, podendo Chincheo ser ainda o nome da pr\u00f3pria prov\u00edncia.\u00a0Ora para Quangzhou, os dois caracteres <span class=\"s3\">\u6cc9\u5dde<\/span>\u2013 que soam como \u201cchuanchou\u201d em mandarim &#8211;, t\u00eam a leitura aproximada de \u201cchinchew\u201d na pron\u00fancia local, no dialecto\u00a0<i>hokkien\u00a0<\/i>ou<i>\u00a0fulaohua<\/i><span class=\"s3\">\u798f\u4f6c\u8bdd<\/span>, (a l\u00edngua antiga de Fujian), um subgrupo do grande dialecto\u00a0<i>min<\/i>\u00a0do sul falado na prov\u00edncia de Fujian. Do \u201cChinchew\u201d ao Chincheo dos portugueses na China vai um curt\u00edssimo passo. De resto, \u00e9 curioso que, para al\u00e9m do mandarim, o dialecto mais falado em Taiwan, a Formosa, \u00e9 exactamente o\u00a0<i>hokkien<\/i>\u00a0dado que parte da popula\u00e7\u00e3o da ilha \u00e9 origin\u00e1ria da regi\u00e3o de Quanzhou, emigrada para Taiwan nos s\u00e9culos XVIII e XIX.<\/p>\n<p class=\"p7\">Sem querer entrar em qualquer outra discuss\u00e3o, acredito que a cidade de Quanzhou, tal como a Liamp\u00f3 ou Ningbo<span class=\"s3\">\u5b81\u6ce2<\/span>, na vizinha prov\u00edncia de Zhejiang,\u00a0ser\u00e3o os grandes portos de com\u00e9rcio e abrigo dos portugueses da primeira metade do s\u00e9culo XVI, ainda antes da funda\u00e7\u00e3o e fixa\u00e7\u00e3o em Macau, que s\u00f3 acontecer\u00e1 a partir de 1553\/55, ap\u00f3s os nossos marinheiros, mercadores e aventureiros terem sido expulsos destas duas cidades pelos chineses devido ao facto de serem estrangeiros e de haverem assumido comportamentos de verdadeiros\u00a0<i>haitao<\/i><span class=\"s3\">\u6d77\u5077<\/span>, os \u201cpiratas do mar\u201d como os chineses nos chamavam.<\/p>\n<p class=\"p7\">Basta ler a saga de Ant\u00f3nio de Faria na\u00a0<i>Peregrina\u00e7\u00e3o<\/i>\u00a0de Fern\u00e3o Mendes Pinto para entender como comerciar mas tamb\u00e9m saquear, roubar, viver extremadamente, fizeram parte dos quotidianos quinhentistas dos portugueses por terras da China. Tal e qual como entravam no dia-a-dia de outros povos, incluindo chineses.<\/p>\n<p class=\"p7\">Quangzhou ou Chincheo, ou se quisermos a Zaiton de Marco Polo que no seu livro a considera \u201chum dos dous melhores e mayores (portos de com\u00e9rcio) que som no mundo\u201d foi um dos primeiros lugares das costas da China abertos \u00e0 navega\u00e7\u00e3o, ponto de escala e muitas vezes de in\u00edcio do que se convencionou chamar a \u201crota da seda mar\u00edtima\u201d. Daqui partiu Marco Polo na sua longa viagem de regresso a It\u00e1lia. Acredita-se que Zaiton, o nome em \u00e1rabe de Quangzhou, \u2013 tamb\u00e9m associado a \u201cazeitona\u201d \u2013 deu origem \u00e0s palavras \u201csatin\u201d em ingl\u00eas e \u201ccetim\u201d em portugu\u00eas, tudo relacionado com as muitas toneladas de seda que se exportaram pelo porto de Quangzhou.[1]<\/p>\n<p class=\"p7\">Nas dinastias Song e Yuan (de 960 a 1368), a cidade atingiu o z\u00e9nite do seu desenvolvimento como o grande entreposto dos mares da \u00c1sia. Foram mercadores mu\u00e7ulmanos, sobretudo persas \u2013 que desde o s\u00e9culo IX davam corpo \u00e0 expans\u00e3o do Isl\u00e3o para o vasto Sudeste Asi\u00e1tico \u2013, que se fixaram em Quangzhou onde se calcula terem chegado a atingir as 150 mil almas. Era t\u00e3o forte o seu poder econ\u00f3mico na cidade que, entre 1345 e 1365 foram objecto de uma brutal persegui\u00e7\u00e3o por parte dos poderes chineses, tendo havido milhares e milhares de mortos. No s\u00e9culo XIV, Zaiton era tamb\u00e9m habitada por judeus, hindu\u00edstas e cat\u00f3licos, tendo o franciscano italiano Andrea da Perugia sido o primeiro bispo na cidade em 1332. O quarto bispo de Zaiton, o tamb\u00e9m franciscano Giacomo da Firenze, foi martirizado em 1363. Existiam ent\u00e3o dezenas de mesquitas e tr\u00eas igrejas, tudo arrasado nas persegui\u00e7\u00f5es ocorridas nesses anos.<\/p>\n<p class=\"p7\">No Ver\u00e3o de 2013, eis-me em busca da cidade de Zaiton, Quangzhou, Chinchew ou Chincheo.<\/p>\n<p class=\"p7\">Setenta quil\u00f3metros de autocarro desde Xiamen e chego \u00e0 cidade que me parece harmoniosa, bem distribu\u00edda pelo vale e pelas colinas que a circundam. Onde est\u00e1 o rio, onde fica o porto? Pergunto e v\u00e3o-me dizendo que Quanzhou n\u00e3o tem porto de mar, apenas na foz do rio, diante das ilhas, existe um pequeno porto para barcos de pesca. Caminho quil\u00f3metros ao longo do rio Jinhe em direc\u00e7\u00e3o ao mar. O rio dificilmente \u00e9 naveg\u00e1vel, est\u00e1 tudo assoreado, a areia e a lama depositaram-se no leito outrora de \u00e1guas profundas, a cidade actual vive quase de costas voltadas para o rio Jinhe e para o oceano. O grande porto de Zaiton, a mais que prov\u00e1vel Chincheo dos portugueses na China, foi engolido pela lama, pelas areias depositadas no rio e, antes da sua embocadura, as \u00e1guas quase desapareceram com o rolar dos s\u00e9culos.<\/p>\n<p class=\"p7\">Apanho um t\u00e1xi e digo \u00e0 mulher motorista, uma senhora af\u00e1vel e simp\u00e1tica, que quero ir, sempre pela margem do rio, at\u00e9 \u00e0 foz. S\u00e3o mais quatro ou cinco quil\u00f3metros, mas a condutora assevera-me que n\u00e3o existe nenhum grande porto, s\u00f3 uma aldeia de pescadores e barcos de pesca. Avan\u00e7amos na estrada. Adivinho umas centenas de traineiras, todas azuis, <i>made in<\/i> China, atracadas l\u00e1 mais \u00e0 frente. H\u00e1 mesmo um porto na foz do rio, igualmente com bancos e restingas, com muita areia e lama, \u00e9, por\u00e9m, um porto diante do mar.<\/p>\n<p class=\"p7\">Saio do t\u00e1xi e avan\u00e7o para o cais, para os barcos de pesca alinhados junto ao molhe, entro na confus\u00e3o de quem chega com peixe para descarregar e para vender. Mulheres carregam ao ombro baldes pesados de peixe suspensos na extremidade de varas de bambu, outras sentadas em banquinhos limpam caranguejos e ostras, outras ainda, de cabelo entran\u00e7ado que d\u00e1 a volta no alto da cabe\u00e7a num puxo seguro por uma esp\u00e9cie de pauzinhos, acondicionam peixe solto e marisco que vendem em pequenos lotes. H\u00e1 homens jogando\u00a0<i>weiqi<\/i>, o xadrez chin\u00eas, e jogadores batendo sonoramente cartas no tampo de mesas improvisadas. Alguns pescadores, por certo cansados do mar, assistem sossegadamente ao bul\u00edcio misturado com a calma desta gente da beira-mar.<\/p>\n<p class=\"p7\">Atravesso a rua, caminho para a aldeia ao lado que parece manter a tra\u00e7a de s\u00e9culos passados. Casas baixas de madeira, algumas de um s\u00f3 sobrado, decr\u00e9pitas e pobres. Ruas estreitas, bastante imund\u00edcie, lojas pequenas, uma ou outra casa de comidas, quase s\u00f3 peixe e marisco, velhos plantados na soleira das casas, meninos saltitando alegres por vielas e becos. Estou na Quangzhou, na Chincheo de quinhentos. O porto e a cidade deveriam ser assim no s\u00e9culo XVI e, ao regressar, comprovo, que n\u00e3o estou numa aldeia mas no prolongamento do pr\u00f3prio tecido urbano da velha Quangzhou. Quase adivinho Fern\u00e3o Mendes Pinto \u00e0 conversa com Ant\u00f3nio de Faria, talvez o seu alter ego, num junco, ancorado na foz do rio Jinhe, aqui, cidade de Chincheo, ano de 1545.<\/p>\n<p class=\"p7\">No dia seguinte, visita ao Museu Mar\u00edtimo de Quanzhou, ao encontro da hist\u00f3ria e das muitas navega\u00e7\u00f5es por estes mares de Fujian, sul da China.<\/p>\n<p class=\"p7\">Nas fundamentais fontes chinesas n\u00e3o existe quase nenhuma refer\u00eancia a Portugal e aos portugueses. Se fomos os primeiros a arribar a estas paragens, na liga\u00e7\u00e3o mar\u00edtima entre a Europa e o Imp\u00e9rio do Meio concretizada em 1513 com a chegada de Jorge \u00c1lvares a Toumen, na actual Hong Kong, prov\u00edncia de Guangdong, n\u00e3o fomos os pioneiros nas navega\u00e7\u00f5es ao longo das costas e na estadia na China. Nos s\u00e9culos XIII e XIV, Marco Polo, os mu\u00e7ulmanos e os mission\u00e1rios franciscanos, todos jornadeando pela velha Zaiton, merecem as honras da exposi\u00e7\u00e3o museol\u00f3gica, com a exposi\u00e7\u00e3o de pedras e l\u00e1pides recentemente descobertas com textos extensos em \u00e1rabe e pedras tumulares com cruzes crist\u00e3s.<\/p>\n<p class=\"p7\">\u00c9 interessante a mostra dos diferentes tipos de barcos que no passado se aventuraram por estes mares, desde os juncos de alto mar do almirante Zheng He (1377-1433) que com estes navios navegou at\u00e9 Momba\u00e7a em 1433, at\u00e9 \u00e0s fustas e naus, estas sim ligadas a uma presen\u00e7a portuguesa. Destaque tamb\u00e9m para a figura patri\u00f3tica de Zheng Chenggong (1624-1662) ou Koxinga, que de pirata passou a her\u00f3i nacional ap\u00f3s haver expulsado em 1661 os holandeses sedeados h\u00e1 38 anos no Forte Zeelandia, em Taiwan, de onde controlavam a ilha Formosa.<\/p>\n<p class=\"p7\"><span class=\"s4\">Mesmo ao lado do Museu Mar\u00edtimo situa-se um outro edif\u00edcio de tr\u00eas andares, que funciona igualmente como uma esp\u00e9cie de museu, o Centro Cultural Isl\u00e2mico onde se homenageia a comunidade mu\u00e7ulmana outrora residente em Zaiton\/Quangzhou. \u00c0 entrada deparamo-nos com uma est\u00e1tua de Ibn Battuta (1304-1377), o grande viajante \u00e1rabe natural de T\u00e2nger, logo ali abaixo do nosso Algarve, que no s\u00e9culo XIV empreendeu uma longu\u00edssima jornada at\u00e9 \u00e0 China e nos deixou um fabuloso relato das suas viagens, algo semelhante ao \u201cLivro de Marco Polo\u201d. Battuta viveu durante um ano em Zaiton, exactamente em 1346. No jardim do Centro Cultural encontramos um cemit\u00e9rio destinado aos mu\u00e7ulmanos ilustres falecidos na cidade e vale tamb\u00e9m a pena visitar a grande mesquita de Qingjing, originalmente constru\u00edda em 1009 pelos primeiros pros\u00e9litos do Isl\u00e3o e de que restam apenas ru\u00ednas restauradas, e um p\u00f3rtico. Aproveitando o espa\u00e7o adjacente a Qingjing, acabou de ser constru\u00edda uma nova mesquita com dinheiros provenientes da Ar\u00e1bia Saudita, n\u00e3o muito grande, mas a testemunhar um longo passado de liga\u00e7\u00e3o e relacionamento, nem sempre afectuoso e pac\u00edfico, entre o Isl\u00e3o e a China.<\/span><\/p>\n<p class=\"p7\">Regressando aos nossos marinheiros de quinhentos ser\u00e1 de recordar que os portugueses de ent\u00e3o n\u00e3o eram muito dados a visitar mesquitas, pagodes, templos budistas ou taoistas. Mas em Quanzhou\/Chincheo existia j\u00e1, desde o ano 686, um magn\u00edfico conjunto de pavilh\u00f5es e pagodes dedicados \u00e0 venera\u00e7\u00e3o de Buda, o templo de Kaiyuan. Por volta do ano 1100, na dinastia Song (960-1279) chegou a ser habitado por mais de um milhar de monges. Hoje, no templo de Kaiyuan, destacam-se os dois lind\u00edssimos pagodes de pedra, iguais, n\u00e3o muito altos, apenas cinco andares com as paredes revestidas por originais baixos-relevos, tudo datado do s\u00e9culo XIII quando Zaiton ou Quanzhou era uma das grandes cidades da China.<\/p>\n<p class=\"p7\">Pouca gente a visitar Kaiyuan. O desdobrar do olhar, uma pequena rever\u00eancia aos budas, recordar Portugal e os portugueses de antanho, e diluir-me na serenidade do dia.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] \u201cJorge Mazcarenhas foy ter a huma cidade chamada Chincheo, em que lhe pareceo que avia mais rica gente que em Cant\u00e3o.\u201d Fern\u00e3o Lopes de Castanheda,\u00a0Hist\u00f3ria da Conquista da \u00cdndia, Livro IV, cap\u00edtulo XLI. \u201cChegados n\u00f3s ao porto de Chinch\u00e9u, ach\u00e1mos a\u00ed tr\u00eas naus de portugueses que havia j\u00e1 um m\u00eas que eram chegadas\u00a0(de Liamp\u00f3)\u00a0dos&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":1288,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-1284","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.viadomeio.com\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/8-nine-prov-1.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1284","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1284"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1284\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1286,"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1284\/revisions\/1286"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1288"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1284"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1284"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1284"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}