{"id":1398,"date":"2025-10-22T05:47:21","date_gmt":"2025-10-21T21:47:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.viadomeio.com\/?p=1398"},"modified":"2025-10-22T05:47:21","modified_gmt":"2025-10-21T21:47:21","slug":"a-delicada-arte-de-traduzir-o-invisivel-confucio-heraclito-e-a-poesia-das-lacunas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/2025\/10\/22\/a-delicada-arte-de-traduzir-o-invisivel-confucio-heraclito-e-a-poesia-das-lacunas\/","title":{"rendered":"A delicada arte de traduzir o invis\u00edvel &#8211; Conf\u00facio, Her\u00e1clito e a poesia das lacunas"},"content":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><b>Fernando Santoro, Caroline Pires Ting, <\/b><b>Ver\u00f4nica Filippovna e Jean-Yves Beziau*<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"p1\">E<span class=\"s1\">xiste uma<\/span> diferen\u00e7a invis\u00edvel entre o que vemos e o que dizemos. Entre o que est\u00e1 inscrito na mat\u00e9ria e o que escorrega em palavras. Quem se debru\u00e7a sobre a filosofia da linguagem \u2013 ou quem j\u00e1 se aventurou a traduzir um poema chin\u00eas de dois mil\u00eanios atr\u00e1s \u2013 percebe bem disso. Muitas vezes, a tarefa do int\u00e9rprete \u00e9 encontrar essa diferen\u00e7a invis\u00edvel e mostr\u00e1-la com novas palavras. Muitas vezes, a tarefa \u00e9 deixar o invis\u00edvel e o inaud\u00edvel preservado nas lacunas.<\/p>\n<p class=\"p3\">O caso da escrita cl\u00e1ssica chinesa (<span class=\"s2\">\u6587\u8a00\u6587<\/span> <i>w\u00e9ny\u00e1nw\u00e9n<\/i>) \u00e9 emblem\u00e1tico. Mais do que um c\u00f3digo de comunica\u00e7\u00e3o, trata-se de um modo de pensar visualmente. Uma l\u00f3gica de composi\u00e7\u00e3o de sentidos que se d\u00e1 pela disposi\u00e7\u00e3o espacial, pela densidade gr\u00e1fica e por uma economia de linguagem que desafia os h\u00e1bitos frasais das l\u00ednguas ocidentais. Traduzir versos de sabedoria escritos em <i>w\u00e9ny\u00e1nw\u00e9n<\/i> \u00e9 como tentar decantar o sil\u00eancio de uma pintura caligr\u00e1fica para dentro de uma senten\u00e7a de sintaxe definida. \u00c9 um sonho que sempre ultrapassa a realidade; mas ainda cabe ao int\u00e9rprete sonhar que s\u00e3o reais os sonhos do s\u00e1bio e poeta.<\/p>\n<p class=\"p4\"><b>Um exemplo de bronze e sil\u00eancio: <\/b><b>a Bacia Ritual do Rei Tang<\/b><\/p>\n<p class=\"p2\">Tomemos a inscri\u00e7\u00e3o ritual da dinastia Shang, gravada em bronze, na banheira do imperador Tang, que proclama:<\/p>\n<p class=\"p6\">\u300c\u82df\u65e5\u65b0\uff0c\u65e5\u65e5\u65b0\uff0c\u53c8\u65e5\u65b0\u300d<\/p>\n<p class=\"p2\">Em leitura aproximada: <i>\u201cSe renovar num dia, renovar-se todos os dias, e novamente renovar-se.\u201d<\/i><\/p>\n<p class=\"p3\">Note-se a aus\u00eancia de sujeito, de artigos, de tempos verbais definidos. Tudo \u00e9 sugerido por contexto e ritmo interno. O contexto \u00e9 o que serve aos olhos e ouvidos do int\u00e9rprete &#8211; seja a banheira do imperador, seja o campo de semear do lavrador, seja o papel em branco do poeta. O ritmo interno do poema inspira-lhe o ritmo da sua respira\u00e7\u00e3o, at\u00e9 que o tempo das palavras se torne o tempo da sua vida junto \u00e0 vida ao redor.<\/p>\n<p class=\"p3\">No original, a inscri\u00e7\u00e3o se apresenta de forma vertical, como segue (reconstitu\u00edda em arranjo tipogr\u00e1fico para ilustra\u00e7\u00e3o):<\/p>\n<p class=\"p7\" style=\"text-align: center;\">\u82df<br \/>\n\u65e5<br \/>\n\u65b0<\/p>\n<p class=\"p7\" style=\"text-align: center;\">\u65e5<br \/>\n\u65e5<br \/>\n\u65b0<\/p>\n<p class=\"p7\" style=\"text-align: center;\">\u53c8<br \/>\n\u65e5<br \/>\n\u65b0<\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s3\">Tr\u00eas blocos verticais. Tr\u00eas gestos de escrita que ecoam no espa\u00e7o como um mantra \u00e9tico-visual. N\u00e3o h\u00e1 sujeito, n\u00e3o h\u00e1 tempo verbal definido. Apenas um convite \u00e0 renova\u00e7\u00e3o, repetido como quem inscreve o tempo na mat\u00e9ria. Um tempo tern\u00e1rio: inspira, ret\u00e9m, expira. Movimento do exterior para o interior. Ponto de inflex\u00e3o. Movimento do interior para o exterior.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\">A sem\u00e2ntica dos ideogramas insere-se no movimento: <span class=\"s2\">\u65e5<\/span> sol\/dia\u00a0 <span class=\"s2\">\u65b0<\/span> novo\/renovar\/inovar. Movimento da manh\u00e3, quando nasce o sol novo \u2013 o sol levanta o novo dia (acima). Movimento do amanh\u00e3, quando de novo nasce o dia \u2013 o dia, sol de novo. \u00a0No ponto de inflex\u00e3o, renova-se o dia, dia ap\u00f3s dia, de sol a sol.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"p4\"><b>Do bronze \u00e0 vanguarda: <\/b><b>Pound e Augusto de Campos <\/b><b>como tradutores de lacunas\u00a0<\/b><\/p>\n<p class=\"p2\">A primeira opera\u00e7\u00e3o de tradu\u00e7\u00e3o para o Ocidente moderno veio com Ezra Pound, que, inspirado pelas anota\u00e7\u00f5es de Ernest Fenollosa, traduziu o aforismo confuciano para o ingl\u00eas com ecos de entusiasmo modernista:<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"p3\"><i>\u201cAs the sun makes it new<br \/>\n<\/i><i>Day by day make it new<br \/>\n<\/i><i>Yet again make it new.\u201d<\/i><\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"p3\">Pound n\u00e3o apenas traduziu: transmutou. Fez do conselho \u00e9tico uma bandeira est\u00e9tica: <i>Make it new<\/i>, lema da po\u00e9tica modernista do s\u00e9culo XX. Lema de inspira\u00e7\u00e3o ao mesmo tempo tradicional e inovadora, \u00e0 medida que Pound compunha sua pr\u00f3pria poesia a partir de tradu\u00e7\u00f5es livres de poemas cl\u00e1ssicos &#8211; <i>intradu\u00e7\u00f5es<\/i>. Inspira-se a tradi\u00e7\u00e3o. Reflete-se sobre o fulcro expressivo e vital do poema. Expira-se um poema novo e inovador.<\/p>\n<p class=\"p3\">D\u00e9cadas depois, Augusto de Campos, movido pela po\u00e9tica concretista brasileira, ao traduzir a tradu\u00e7\u00e3o de Ezra Pound com experimentos gr\u00e1ficos de letraset, recriou o aforismo em portugu\u00eas:<\/p>\n<p class=\"p12\" style=\"text-align: center;\"><i>\u201cRENOVAR<br \/>\n<\/i><i>DIA SOL<br \/>\n<\/i><i>A<br \/>\n<\/i><i>SOL DIA<br \/>\n<\/i><i>RENOVAR.\u201d<\/i><\/p>\n<p class=\"p3\">A geometria sonora e r\u00edtmica, aqui, reencena o jogo de repeti\u00e7\u00e3o e cad\u00eancia que a inscri\u00e7\u00e3o de bronze j\u00e1 sugeria. Na <i>intradu\u00e7\u00e3o <\/i>de Campos, ressoa o lema do paideuma poundiano e retorna a sintaxe da diagrama\u00e7\u00e3o dos caracteres vis\u00edveis no verso de Conf\u00facio. A equivocidade sem\u00e2ntica do ideograma <span class=\"s2\">\u65e5<\/span> retorna no cruzamento da lavra po\u00e9tica: dia a dia, sol a sol. Ambos os poetas compreenderam que traduzir o chin\u00eas cl\u00e1ssico n\u00e3o \u00e9 apenas tarefa lexical. \u00c9 um ato est\u00e9tico, quase ritual, de reencenar o gesto original por outros meios. Recuperar a forma e o movimento que perfazem os contornos do que precisa ser captado pelo leitor, pelo int\u00e9rprete, daquilo que deve por sua vez instig\u00e1-lo a mover-se \u00e0 medida que \u00e9 tocado pelo efeito do sentido.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"p4\"><b>O desafio filos\u00f3fico: como traduzir o que resiste \u00e0 tradu\u00e7\u00e3o?\u00a0<\/b><\/p>\n<p class=\"p3\">A quest\u00e3o vai al\u00e9m da po\u00e9tica. Traduzir o chin\u00eas cl\u00e1ssico \u00e9 um problema filos\u00f3fico que requisita um pensamento hermen\u00eautico sens\u00edvel e uma ousadia para construir a ideia em outra forma. Porque a ideia, para uma tradu\u00e7\u00e3o entre culturas t\u00e3o diversas, n\u00e3o pode ter uma forma definida, mas \u00e9 o que permite transitar entre as formas dos signos e das palavras de uma l\u00edngua \u00e0s formas que podem ser assumidas em outra. Estamos diante de um desafio de transposi\u00e7\u00e3o estrutural: a passagem de uma l\u00f3gica de rela\u00e7\u00f5es espaciais dos ideogramas para uma l\u00f3gica de conex\u00f5es lineares entre sujeitos e predicados; de uma sintaxe diagram\u00e1tica visual para uma linearidade ditada pela sequ\u00eancia fon\u00e9tica; de uma composi\u00e7\u00e3o escrita sem norma sint\u00e1tica para uma gram\u00e1tica de palavras com fun\u00e7\u00f5es sint\u00e1ticas definidas. Um desafio de traduzir em diversos n\u00edveis de encontros e desencontros <i>intraduz\u00edveis<\/i>.<\/p>\n<p class=\"p3\">Como bem aponta o conceito chin\u00eas de <span class=\"s2\">\u672c\u672b<\/span><b> (<\/b><i>b\u011bnm\u00f2<\/i><b>)<\/b>, h\u00e1 sempre uma raiz (<span class=\"s2\">\u672c<\/span>) e suas ramifica\u00e7\u00f5es (<span class=\"s2\">\u672b<\/span>). Na tradu\u00e7\u00e3o, n\u00e3o buscamos repetir o original como c\u00f3pia, mas enraizar em outro solo e fazer florescer os ramos de sentido brotados da raiz anterior.<\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s4\">E n\u00e3o se trata apenas de dilemas orientais. O mesmo impasse aparece na tradu\u00e7\u00e3o de conceitos gregos cl\u00e1ssicos como <i>aret\u00ea<\/i> (<\/span><span class=\"s5\">\u1f00\u03c1\u03b5\u03c4\u03ae<\/span><span class=\"s4\">). Virtude? Excel\u00eancia? Pot\u00eancia? O termo, como mostra Kinnucan (2014) ao comentar o <i>Dicion\u00e1rio dos Intraduz\u00edveis<\/i>, recusa-se a ser fixado em um \u00fanico significado. Traduzir <i>aret\u00ea<\/i> ou <i>w\u00e9ny\u00e1nw\u00e9n<\/i> \u00e9 sempre um ato de decis\u00e3o hermen\u00eautica, de escolha de mundos: aquele mundo em que acreditamos que o autor viveu, este mundo em que vivemos, o outro mundo em que desejamos nos encontrar.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"p4\"><b>Traduzir \u00e9 criar: <\/b><b>entre fidelidade e inven\u00e7\u00e3o\u00a0<\/b><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s6\">Contempor\u00e2neo de Conf\u00facio, mas vivendo no extremo ocidental do continente asi\u00e1tico, Her\u00e1clito expressou, com versos semelhantes, uma ideia sobre a natureza do sol e sobre o primeiro grande enigma astron\u00f4mico: por que o sol sempre nasce do lado oposto ao lado do c\u00e9u em que se p\u00f5e?\u00a0<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"p2\"><span class=\"s7\">\u03ba\u03b1\u1f76 \u1f41 \u1f25\u03bb\u03b9\u03bf\u03c2 \u03bf\u1f50 \u03bc\u1f79\u03bd\u03bf\u03bd<\/span> e o sol n\u00e3o somente<br \/>\n<span class=\"s7\">\u03bd\u1f73\u03bf\u03c2 \u1f10\u03c6\u1fbf \u1f21\u03bc\u1f73\u03c1\u1fc3 \u1f10\u03c3\u03c4\u1f77\u03bd<\/span>, \u00e9 novo a cada dia<br \/>\n<span class=\"s7\">\u1f00\u03bb\u03bb\u1fbf \u1f00\u03b5\u1f76 \u03bd\u1f73\u03bf\u03c2<\/span> mas sempre novo<\/p>\n<p>(Fragmento B6, Diels &amp; Kranz, Arist\u00f3teles, Meteorol\u00f3gica II, 2, 355a 14)<\/p><\/blockquote>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s6\">Her\u00e1clito e Conf\u00facio, cada um a seu modo, fizeram da concis\u00e3o uma arte filos\u00f3fica. Ambos escreveram para sugerir mais do que explicar. Para apontar caminhos ao leitor, sem entregar o mapa. O sol da natureza e o dia de lavrar a pr\u00f3pria vida re\u00fanem, no arco de uma distens\u00e3o espa\u00e7o-temporal, a f\u00edsica de Her\u00e1clito e a \u00e9tica de Conf\u00facio. Neste arco de v\u00e1rias pontas couberam os poetas do s\u00e9culo XX, Ezra e Augusto, para inspirar uma nova est\u00e9tica e, quem sabe, ainda cabemos n\u00f3s para aprender com todos eles. Tensionados neste arco do sol, os raios nos alcan\u00e7am, nos ferem e iluminam.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"p2\">Talvez, no fundo, a tarefa do tradutor seja essa: n\u00e3o decifrar o enigma, mas recriar um novo, que vai nos devorar e regurgitar em palavras. Preservar o mist\u00e9rio, enquanto se nos transforma.<\/p>\n<p class=\"p3\">Na delicada passagem da sintaxe espacial do sol que nasce e se eleva, para a linearidade sonora da voz que inspira e expira, aprendemos algo essencial: toda tradu\u00e7\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m uma forma de vis\u00e3o e de escuta. Uma vis\u00e3o do que se oculta em tudo que se mostra e uma escuta atenta ao ritmo, ao sil\u00eancio que distingue os sons. A tradu\u00e7\u00e3o se faz poss\u00edvel \u00e0 medida que preserva a po\u00e9tica das lacunas.<\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s8\">Via do Meio seria, afinal, o nome apropriado para esse exerc\u00edcio? Entre o dito e o n\u00e3o-dito. Entre a raiz e os ramos. Entre Conf\u00facio, Her\u00e1clito, Pound, Campos\u2026 e n\u00f3s.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>___<\/p>\n<p><b>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas\u00a0<\/b><b><\/b><\/p>\n<ul>\n<li class=\"p3\">Campos, Augusto de. Poesia da Recusa. S\u00e3o Paulo: Perspectiva, 1993. (Colet\u00e2nea que inclui a tradu\u00e7\u00e3o de Conf\u00facio e reflex\u00f5es sobre a tradu\u00e7\u00e3o como cria\u00e7\u00e3o.)<\/li>\n<li class=\"p3\">Cassin, Barbara (Org.); SANTORO, Fernando; BUARQUE, Luisa (Comp.). Dicion\u00e1rio dos intraduz\u00edveis \u2013 Vol. 1 (L\u00ednguas): Um vocabul\u00e1rio das filosofias. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2018.<\/li>\n<li class=\"p3\">Kinnucan, Michael. 2014. \u201cReview of Dictionary of Untranslatables: A Philosophical Lexicon, edited by B. Cassin.\u201d Asymptote Journal, julho. Acesso em junho de 2025.\u00a0 https:\/\/www.asymptotejournal.com\/criticism\/barbara-cassin-dictionary-of-untranslatables-a-philosophical-lexicon\/<\/li>\n<li class=\"p3\">Pound, Ezra. The Confucian Odes. London: Faber and Faber, 1954. (Edi\u00e7\u00e3o em que Pound sintetiza seu trabalho de recria\u00e7\u00e3o po\u00e9tica a partir do chin\u00eas, incluindo o c\u00e9lebre lema Make it new.)<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"p5\">*Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] Fernando Santoro, Caroline Pires Ting, Ver\u00f4nica Filippovna e Jean-Yves Beziau* &nbsp; Existe uma diferen\u00e7a invis\u00edvel entre o que vemos e o que dizemos. Entre o que est\u00e1 inscrito na mat\u00e9ria e o que escorrega em palavras. 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