{"id":601,"date":"2025-09-24T22:29:22","date_gmt":"2025-09-24T14:29:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.viadomeio.com\/?p=601"},"modified":"2025-09-24T22:29:22","modified_gmt":"2025-09-24T14:29:22","slug":"a-filosofia-chinesa-e-o-sonho-de-unidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/2025\/09\/24\/a-filosofia-chinesa-e-o-sonho-de-unidade\/","title":{"rendered":"A filosofia chinesa e o sonho de unidade"},"content":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: right;\">Quando os fil\u00f3sofos chineses,<br \/>\nmas tamb\u00e9m os outros, sonham,<br \/>\nO mundo <i>pula e avan\u00e7a\/<br \/>\n<\/i><i>Como bola colorida\/<br \/>\n<\/i><i>Entre as m\u00e3os de uma crian\u00e7a<\/i><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: right;\">(Gede\u00e3o, 1955).<\/p>\n<p class=\"p3\"><strong>F<\/strong><span class=\"s1\"><b>oi assim<\/b><\/span> na Antiguidade Chinesa com os fil\u00f3sofos das linhas taoista, Liezi (<span class=\"s2\">\u5217\u5b50<\/span>, ?450-375 a.C) e Huainanzi (<span class=\"s2\">\u6dee\u5357\u5b50<\/span>, 179-122 a.C), que sonhavam com para\u00edsos igualit\u00e1rios, por exemplo o para\u00edso de Huaxu (<span class=\"s2\">\u534e\u80e5<\/span>), a m\u00e3e do primeiro imperador Fuxi (<span class=\"s2\">\u4f0f\u7fb2<\/span>), o Drag\u00e3o Azul, sendo descrito como um lugar sem lugar, ut\u00f3pico, absolutamente paradis\u00edaco, onde, de acordo com a melhor tradi\u00e7\u00e3o taoista, todos seguem a sua natureza espont\u00e2nea, sem necessidade de se conterem ou recalcarem, porque os sentimentos positivos ou negativos se dissolvem num vazio, que n\u00e3o significa indiferen\u00e7a, mas antes o florescimento do movimento correcto, aquele que permite as viagens espirituais na maior das felicidades para cada um de acordo com o seu estilo pr\u00f3prio. No para\u00edso de Liezi:<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"p6\">O clima \u00e9 suave e n\u00e3o h\u00e1 epidemias. As pessoas s\u00e3o gentis e complacentes por natureza, n\u00e3o discutem, n\u00e3o lutam, t\u00eam cora\u00e7\u00f5es doces e ossos fracos, nunca s\u00e3o orgulhosas nem invejosas. Velhos e novos vivem como iguais e n\u00e3o h\u00e1 governantes nem governados. Os homens e as mulheres misturam-se livremente, sem intermedi\u00e1rios nem presentes de noivado. Habitam perto da \u00e1gua e n\u00e3o precisam de semear ou cultivar a terra, nem de tecer ou de se vestir, porque o clima \u00e9 muito ameno. Vivem cem anos sem doen\u00e7as nem mortes prematuras (\u2026) Por tradi\u00e7\u00e3o s\u00e3o amantes da m\u00fasica. (Graham, 1990: 102\/103)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"p4\"><span class=\"s3\">Na verdade, todo este bem-estar s\u00f3 \u00e9 acess\u00edvel a quem tenha cultivado o Tao (<\/span><span class=\"s4\">\u9053<\/span><span class=\"s3\"> <i>D\u00e0o<\/i>), ao s\u00e1bio, \u00e0 pessoa verdadeira, que soube escutar e assumir a sua pr\u00f3pria natureza, que bem se desenvolve, segundo a melhor tradi\u00e7\u00e3o taoista, em estreita comunh\u00e3o com a M\u00e3e Natureza. Pelo que seria ing\u00e9nuo imaginar que esta proposta de para\u00edso \u00e9 acess\u00edvel a qualquer um, sobretudo se esse um for apenas mais um indiferente ao seu eu espont\u00e2neo e a terceiros. Os taoistas apenas com os outros s\u00e3o benevolentes e praticam o liberal \u201cdeixa andar\u201d, t\u00e3o bem resumido, no s\u00e9culo XVIII, no c\u00e9lebre aforismo talvez do economista Turgot, <i>laissez faire, laissez passer<\/i>, j\u00e1 que advogam regras \u00e9ticas de conduta muito espec\u00edficas, desde o alegado fundador do Tao\u00edsmo, Laozi (<\/span><span class=\"s4\">\u8001\u5b50<\/span><span class=\"s3\">). Este postula uma atitude existencial para se estar bem na vida, que ser\u00e1 alargada pelos seus seguidores ao mundo dos sonhos. Recorde-se que para Laozi h\u00e1 que cultivar tr\u00eas tesouros, como nos indica o cap\u00edtulo 77 do <i>Livro da Via e da Virtud<\/i>e (<\/span><span class=\"s4\">\u300a\u9053\u5fb7\u7ecf\u300b<\/span><span class=\"s3\">), s\u00e3o eles: a compaix\u00e3o, que viabiliza a coragem; a frugalidade, que permite a generosidade, e a humildade, virtude atribu\u00edvel ao melhor dos governantes. <\/span><\/p>\n<p class=\"p7\">No cap\u00edtulo 39 desta mesma obra percebemos o valor filos\u00f3fico da unidade, aquela que permitir\u00e1 a concretiza\u00e7\u00e3o de uma dimens\u00e3o espiritual e on\u00edrica:<\/p>\n<p class=\"p8\"><i><br \/>\nDesde os tempos remotos, existe a unidade.<br \/>\n<\/i><i>Pela unidade, o c\u00e9u ficou claro,<br \/>\n<\/i><i>Pela unidade, a terra ficou firme,<br \/>\n<\/i><i>Pela unidade, o esp\u00edrito ficou forte,<br \/>\n<\/i><i>Pela unidade o vale ficou cheio,<br \/>\n<\/i><i>Pela unidade os dez mil seres amadureceram,<br \/>\n<\/i><i>Pela unidade senhores e pr\u00edncipes transformaram-se em bons governantes.<\/i><\/p>\n<p class=\"p10\">(\u6614\u4e4b\u5f97\u4e00\u8005\/\u5929\u5f97\u4e00\u4ee5\u6e05\/\u5730\u5f97\u4e00\u4ee5\u5b81\/\u795e\u5f97\u4e00\u4ee5\u7075\/\u8c37\u5f97\u4e00\u4ee5\u76c8\/\u4e07\u7269\u5f97\u4e00\u4ee5\u751f\/\u4faf\u738b\u5f97\u4e00\u4ee5\u4e3a\u5929\u4e0b\u6b63\u5176\u81f4\u4e4b)<br \/>\n(Gra\u00e7a de Abreu, 2013: 104\/105)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"p7\">Quando o fil\u00f3sofo defende que a unidade conduz todos os seres ao seu destino essencial, ou em termos mais ecol\u00f3gicos, ao seu amadurecimento, n\u00e3o se afasta do <i>Cl\u00e1ssico das Muta\u00e7\u00f5es<\/i> (<span class=\"s2\">\u300a\u6613\u7ecf\u300b<\/span>), concebido durante a antiguidade chinesa e sistematizado pela escola confucionista. Aqui a unidade \u00e9 pensada em termos de \u201cUnidade entre as gentes\u201d( <span class=\"s2\">\u540c\u4eba<\/span> T\u00f3ng r\u00e9n),<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>na forma de fraternidade, sendo o hexagrama constitu\u00eddo por dois trigramas, na base o trigrama de Fogo (<span class=\"s2\">\u79bb<\/span>\/<span class=\"s2\">\u96e2<\/span> L\u00ed) e no topo o C\u00e9u ou Criativo (<span class=\"s2\">\u4e7e<\/span> Qi\u00e1n). Estes, de acordo com o Ju\u00edzo do texto, conduzem ao sucesso, incluindo nas viagens, desde que haja perseveran\u00e7a (<span class=\"s2\">\u300a\u540c\u4eba\u4e8e\u91ce\uff0c\u4ea8\uff0c\u5229\u6d89\u5927\u5ddd\uff0c\u5229\u541b\u5b50\u8c9e\u300b<\/span>Zhang, 84: 67).<\/p>\n<p class=\"p7\">Quanto \u00e0 imagem, vemos C\u00e9u e Fogo conjugados, imaginando facilmente milhares de estrelas a luzirem e a comunicarem num profundo entendimento, em companheirismo existencial que conduz ao \u00eaxito por partilha de afinidades, ou de um mesmo esp\u00edrito, apesar das dist\u00e2ncias e da diversidade concreta de cada um por causa dos seus limites idiossincr\u00e1ticos. Estes, uma vez ultrapassados, deixam para tr\u00e1s as humilha\u00e7\u00f5es e outros condicionalismos, rumando \u00e0 alegria e ao sentido de perten\u00e7a a uma mesma dimens\u00e3o, em que pelo menos os vizinhos, aqueles que se entendem, estar\u00e3o unidos na tentativa de realiza\u00e7\u00e3o dos melhores ideais para a materializa\u00e7\u00e3o do bem comunit\u00e1rio.<\/p>\n<p class=\"p7\"><span class=\"s3\">Muitos s\u00e9culos volvidos, em di\u00e1logo com a <i>Utopia <\/i>de Thomas More (1478-1535), ou com os tipos posteriores de socialismo ut\u00f3pico europeu, desde o Conde de Saint-Simon (1760-1825), passando por Charles Fourier (1772-1837) ou por Robert Owen (1771-1858),<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>j\u00e1 \u00e0 entrada do s\u00e9culo XX, vamos encontrar em Kang Youwei (<\/span><span class=\"s4\">\u5eb7\u6709\u70ba<\/span><span class=\"s3\">\/<\/span><span class=\"s4\">\u4e3a<\/span><span class=\"s3\">1858-1927) a mesma defesa de uma sociedade que muitos consideraram ut\u00f3pica, mas com o recurso ao elogio \u00e0 unidade, t\u00edpico da melhor tradi\u00e7\u00e3o chinesa, aliado \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o de uma proposta filos\u00f3fica que foi levada a s\u00e9rio nos derradeiros cem dias de reforma permitidos ao imperador Guangxu (<\/span><span class=\"s4\">\u5149\u7eea<\/span><span class=\"s3\">, r. 1889-1898), antes da imperatriz vi\u00fava Cixi (<\/span><span class=\"s4\">\u6148\u79a7\u592a\u540e<\/span><span class=\"s3\">, 1835 -1908) ter terminado com tais laivos inovadores, enclausurando o sobrinho, em 1898, colocando-o em pris\u00e3o domicili\u00e1ria, suspeitando-se que o tenha mandado envenenar mais tarde em 1908, altura em que viria a falecer, enquanto Kang Youwei se via for\u00e7ado a fugir para Hong Kong.<\/span><\/p>\n<p class=\"p7\"><span class=\"s5\">A verdade \u00e9 que o fil\u00f3sofo Kang Youwei tentou modificar a imagem de Conf\u00facio, transformando-o num fil\u00f3sofo reformista, e viria a ser, mais tarde, seduzido tanto pela filosofia taoista como pela budista, tendo-se empenhado, do ponto de vista muito pr\u00e1tico e concreto, na transforma\u00e7\u00e3o do seu mundo, nomeadamente pela organiza\u00e7\u00e3o de uma sociedade contra os p\u00e9s atados. Portanto, procurou fazer o melhor ao seu alcance pelo mundo que o rodeava. Assim, reconhecendo, como premissa budista, que o sofrimento era universal, experimentou naveg\u00e1-lo e ultrapass\u00e1-lo na barca da unidade, por isso escreveu <i>O Livro de Um S\u00f3 Mundo <\/i> (<\/span><span class=\"s6\">\u300a\u5927\u540c\u4e66\u300b<\/span><span class=\"s7\"><i>D\u00e0t\u00f3ng Sh\u016b<\/i><\/span><span class=\"s5\">) , entre 1901 e 1902, que viria ser publicado parcialmente 1913, mas na vers\u00e3o completa apenas em 1935, j\u00e1 volvidos oito anos ap\u00f3s a sua morte. Para se atingir a grande unidade (<\/span><span class=\"s6\">\u5927\u540c<\/span><span class=\"s5\"> d\u00e0t\u00f3ng), na qual toda a humanidade se sente igual, envolvida e rodeada pela grande benevol\u00eancia, \u00e9 necess\u00e1rio ultrapassar nove fronteiras: primeira, as divis\u00f5es geogr\u00e1ficas; segunda, as separa\u00e7\u00f5es sociais; terceira, as fronteiras da ra\u00e7a; quarta, a separa\u00e7\u00e3o entre os sexos; quinta, os limites nos relacionamentos familiares; sexta, as fronteiras profissionais; s\u00e9tima, as desigualdades geradas pela organiza\u00e7\u00e3o institucional; oitava, a separa\u00e7\u00e3o entre os seres naturais; nona, as fronteiras provocadas pelo sofrimento, por exemplo, ao seguir-se uma alimenta\u00e7\u00e3o omn\u00edvora. Diz-nos Kang Youwei, num aparte: \u201c(O rem\u00e9dio para o sofrimento, reside, deste modo, em abolir estas nove fronteiras. As partes seguintes do livro tratam em pormenor de cada uma destas fronteiras, da aboli\u00e7\u00e3o delas e da sua substitui\u00e7\u00e3o por Um s\u00f3 Mundo de Completa Paz-e-Igualdade)\u201d (Baskin, 1972: 633).<\/span><\/p>\n<p class=\"p7\"><span class=\"s5\">Note-se que a remo\u00e7\u00e3o destas fronteiras depende, antes de mais, de uma atitude existencial espec\u00edfica, j\u00e1 que se trata menos de proceder ao levantamento de certas barreiras de natureza exterior e mais de natureza interior. Ou melhor, depender\u00e1 da atitude \u00e9tica de cada um a vontade de trabalhar no sentido de criar um mundo diferente. Se as pessoas n\u00e3o reconhecerem a necessidade da elimina\u00e7\u00e3o dos limites ps\u00edquicos e f\u00edsicos pela compaix\u00e3o sentida por todos os seres vivos, estes nunca ser\u00e3o questionados, nem em \u00faltima an\u00e1lise afastados.<\/span><\/p>\n<p class=\"p7\"><span class=\"s5\">A proposta filos\u00f3fica de unidade, baseada na igualdade e na grande benevol\u00eancia ou amor pela humanidade, n\u00e3o termina na primeira metade do s\u00e9culo XX, j\u00e1 depois da implementa\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Chinesa com Sun Yat-sen (<\/span><span class=\"s6\">\u5b6b\u6587<\/span><span class=\"s5\">) pela altura dos tempos mais arreigados do<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>Movimento da Nova Cultura (<\/span><span class=\"s6\">\u65b0\u6587\u5316<\/span> <span class=\"s7\"><i>X\u012bn W\u00e9nhu\u00e0<\/i><\/span><span class=\"s6\">\uff0c<\/span><span class=\"s5\">1915-1919) estende-se pela era do socialismo espiritual e ecol\u00f3gico dos nossos dias, aquele professado pelo presidente Xi Jinping (<\/span><span class=\"s6\">\u4e60\u8fd1\u5e73<\/span><span class=\"s5\">), nomeadamente com o plano de criar uma s\u00f3 rede comercial e cultural que una grande parte dos pa\u00edses do nosso planeta. Refiro-me, como \u00e9 \u00f3bvio ao pr\u00edncipio estrat\u00e9gico \u201cUma Faixa, Uma Rota\u201d (<\/span><span class=\"s6\">\u4e00\u5e26\u4e00\u8def<\/span> <span class=\"s7\"><i>Y\u012b d\u00e0i Y\u012b l\u00f9<\/i><\/span><span class=\"s5\">) (Alves, 2022:67), onde a par da tentativa de reavivar uma antiga rota comercial, a Rota da Seda, se acalenta o sonho de prosperidade para a China, o famoso Sonho Chin\u00eas (<\/span><span class=\"s6\">\u4e2d\u56fd\u68a6<\/span> <span class=\"s7\"><i>Zh\u014dnggu\u00f3 M\u00e8ng<\/i><\/span><span class=\"s5\">) s\u00f3 plenamente concretiz\u00e1vel quando toda a terra estiver unida em torno dos ben\u00e9ficos prop\u00f3sitos da paz e das boas trocas comerciais com o alargamento das vias que ligam a China \u00e0 Europa via \u00c1sia Central, ou a \u00c1frica e ao Sudeste Asi\u00e1tico, transformando sen\u00e3o toda a terra pelo menos grande parte dela numa comunidade fraterna, \u00e0 semelhan\u00e7a da figura\u00e7\u00e3o avan\u00e7ada no hexagrama da Unidade Humana, <i>Tong Ren,<\/i> com todos os seres afins a brilharem em amor e compaix\u00e3o, quais estrelas igualmente sorridentes, num c\u00e9u exterior unido por seres eticamente refinados e repletos de unidade interior.<\/span> <span class=\"s9\"><br \/>\n<\/span><\/p>\n<p class=\"p7\"><span class=\"s9\"><br \/>\n____<\/span><\/p>\n<p class=\"p13\"><b>Bibliografia<\/b><b><\/b><\/p>\n<p class=\"p13\">Alves, Ana Cristina. 2022. <span class=\"s10\"><i>Cultura Chinesa, Uma Perspetiva Ocidental<\/i><\/span>. Coimbra: Almedina, Centro Cient\u00edfico e Cultural de Macau.<\/p>\n<p class=\"p13\">Baskin, Wade. 1972. <span class=\"s10\"><i>Classics in Chinese Philosophy.<\/i><\/span> Totowa, New Jersey: Helix Books, Rowman&amp;Allanheld.<\/p>\n<p class=\"p13\">Gede\u00e3o, Ant\u00f3nio. 1955 \u201cPedra Filosofal\u201d. <span class=\"s10\"><i>Movimento Perp\u00e9tuo<\/i><\/span>. Biblioteca Nacional. 2006. Dispon\u00edvel em: https:\/\/purl.pt\/12157\/1\/poesia\/movimento-perpetuo\/pedra-filosofal.html, acedido a 8 de novembro de 2022.<\/p>\n<p class=\"p13\">Gra\u00e7a de Abreu, Ant\u00f3nio. 2013 (trad.). Laozi. <span class=\"s10\"><i>O Livro da Via e da Virtude<\/i><\/span>. Edi\u00e7\u00e3o Bilingue. Lisboa: Vega.<\/p>\n<p class=\"p13\">Graham. A.C (Trad.) 1990. <span class=\"s10\"><i>The Book of Lieh-tze. A Classic of Tao<\/i><\/span>. New York: Columbia University Press<\/p>\n<p class=\"p13\">Wilhelm, Richard (Trad.). 1989. <span class=\"s10\"><i>I Ching or the book of changes<\/i><\/span>. London: Arkana, Penguin Books.<\/p>\n<p class=\"p14\">\u5f35\u4e2d\u9438(\u7de8)\u300a\u6613\u7ecf\u63d0\u8981\u767d\u8a71\u89e3\u300b\u53f0\u5357\u5e02:\u5927\u5b5a\uff0c\u6c11<span class=\"s11\">84.<\/span><\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] Quando os fil\u00f3sofos chineses, mas tamb\u00e9m os outros, sonham, O mundo pula e avan\u00e7a\/ Como bola colorida\/ Entre as m\u00e3os de uma crian\u00e7a (Gede\u00e3o, 1955). 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