{"id":645,"date":"2025-09-25T00:11:49","date_gmt":"2025-09-24T16:11:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.viadomeio.com\/?p=645"},"modified":"2025-09-25T00:11:49","modified_gmt":"2025-09-24T16:11:49","slug":"debate-sobre-cavalos-brancos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/2025\/09\/25\/debate-sobre-cavalos-brancos\/","title":{"rendered":"Debate sobre cavalos brancos"},"content":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: center;\"><b>Gongsun Long<br \/>\n<\/b>Tradu\u00e7\u00e3o e coment\u00e1rios <b> Cl\u00e1udia Ribeiro<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 class=\"p1\" style=\"text-align: center;\"><i>Um texto de Gongsun Long (320&#8211;250 a.E.C.), dos mais importantes do pensamento chin\u00eas, sobre quest\u00f5es lingu\u00edsticas e epistemol\u00f3gicas, como o universal e o particular, entre outras, aqui abordadas \u00e0 luz de uma mentalidade distinta do pensamento ocidental<\/i><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"p1\">\u300c\u767d\u99ac\u975e\u99ac\u300d\uff0c\u53ef\u4e4e\uff1f<br \/>\n\u66f0\uff1a\u53ef\u3002<br \/>\n\u66f0\uff1a\u4f55\u54c9\uff1f<br \/>\n\u66f0\uff1a\u99ac\u8005\uff0c\u6240\u4ee5\u547d\u5f62\u4e5f\uff1b\u767d\u8005\uff0c\u6240\u4ee5\u547d\u8272\u4e5f\u3002\u547d\u8272\u8005\u975e\u547d\u5f62\u4e5f\u3002\u6545\u66f0\uff1a\u300c\u767d\u99ac\u975e\u99ac\u300d\u3002<\/p>\n<p class=\"p3\"><b>Interlocutor<\/b> \u2013 \u201cCavalos brancos n\u00e3o s\u00e3o cavalos\u201d \u00e9 admiss\u00edvel?<br \/>\n<b>Gongsun Long<\/b> \u2013 \u00c9 admiss\u00edvel.<br \/>\n<b>I<\/b> \u2013 Mas como?!<br \/>\n<b>GSL<\/b> \u2013 \u201cCavalo\u201d nomeia uma forma. \u201cBranco\u201d nomeia uma cor. O que nomeia uma cor n\u00e3o \u00e9 o que nomeia uma forma. Por isso digo: \u201ccavalos brancos\u201d n\u00e3o \u00e9 \u201ccavalos\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"p4\"><b><br \/>\nComent\u00e1rio<\/b><\/p>\n<p class=\"p5\">Neste in\u00edcio do di\u00e1logo, o interlocutor mostra-se surpreso com a afirma\u00e7\u00e3o de Gongsun Long de que cavalos brancos n\u00e3o s\u00e3o cavalos. Gongsun Long justifica que essa afirma\u00e7\u00e3o se sustenta porque o que nomeia uma forma n\u00e3o \u00e9 o que nomeia uma cor. Que o que nomeia uma forma n\u00e3o \u00e9 o que nomeia uma cor \u00e9 uma afirma\u00e7\u00e3o verdadeira. No entanto, a conclus\u00e3o \u2013 de que cavalo branco n\u00e3o \u00e9 cavalo \u2013 n\u00e3o se segue das premissas. Para obter um <i>modus ponens<\/i> o racioc\u00ednio deveria ser antes o seguinte:<\/p>\n<p class=\"p6\">Se \u201ccavalo\u201d indica a forma, enquanto \u201cbranco\u201d indica a cor; e se o que indica a forma n\u00e3o \u00e9 o que indica a cor, ent\u00e3o, \u201ccavalo\u201d n\u00e3o \u00e9 \u201cbranco\u201d. Ou seja, a conclus\u00e3o n\u00e3o seria que \u201ccavalo branco\u201d n\u00e3o \u00e9 \u201ccavalo\u201d.<\/p>\n<p class=\"p6\">E em que sentido \u00e9 que o que nomeia uma cor n\u00e3o \u00e9 o que nomeia uma forma? Ser\u00e1 uma distin\u00e7\u00e3o entre ess\u00eancia e acidente do tipo aristot\u00e9lico? Angus C. Graham (1986: 100) fez notar que, na filosofia chinesa, as coisas s\u00e3o concebidas como tendo forma e tendo cor, (<span class=\"s1\">\u6709\u5f62\u6709\u8272<\/span>, <i>you xing you se<\/i>). Ou seja, s\u00e3o concebidas como se forma e cor fossem sua parte intr\u00ednseca e n\u00e3o como sendo essencialmente formas onde a cor \u00e9 um acidente. No entanto, \u00e9 dif\u00edcil discordar que a forma (cavalo) \u00e9 algo de necess\u00e1rio, estrutural, para um cavalo ser visual- mente e mentalmente reconhecido como um cavalo, enquanto a cor branca \u00e9 uma qualidade acidental. Mas tamb\u00e9m \u00e9 verdade, como acrescenta Graham, que forma e cor s\u00e3o percebidas simultaneamente; e que a forma \u00e9 percebida atrav\u00e9s de v\u00e1rios dos nossos sentidos, entre os quais a vis\u00e3o que capta a cor.<\/p>\n<p class=\"p6\">O que interessa reter \u00e9 que esta resposta de Gongsun Long mostra que ele n\u00e3o se situa no mesmo plano do interlocutor. Situa-se no plano da linguagem e n\u00e3o no plano dos cavalos e das coisas brancas concretas. Refere-se a termos, aos termos \u201ccavalo\u201d, \u201cbranco\u201d e \u201ccavalo branco\u201d. O termo \u201ccavalo branco\u201d prov\u00e9m da combina\u00e7\u00e3o da forma cavalo com a cor branca. Denota todos os cavalos que partilham a forma cavalo e a cor branca. Isto difere do termo \u201ccavalo\u201d que denota o conjunto de todos os seres com a forma cavalo, independentemente da sua cor. E difere do termo \u201cbranco\u201d que denota todas as coisas brancas independentemente da sua forma. Ou seja, no plano sem\u00e2ntico, cada um desses termos tem um conte\u00fado conceptual diferente. Por isso, \u00e9 admiss\u00edvel afirmar que \u201ccavalos brancos\u201d n\u00e3o \u00e9 \u201ccavalos\u201d.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"p1\">\u66f0\uff1a\u6709\u767d\u99ac\uff0c\u4e0d\u53ef\u8b02\u7121\u99ac\u4e5f\u3002\u4e0d\u53ef\u8b02\u7121\u99ac\u8005\uff0c\u975e\u99ac\u4e5f\uff1f\u6709\u767d\u99ac\u70ba\u6709\u99ac\uff0c\u767d \u4e4b\uff0c\u975e\u99ac\u4f55\u4e5f\uff1f<\/p>\n<p class=\"p3\"><b>I<\/b> \u2013 Mas, havendo cavalos brancos, n\u00e3o se pode dizer que n\u00e3o h\u00e1 cavalos. Se n\u00e3o se pode dizer que n\u00e3o h\u00e1 cavalos, ent\u00e3o como \u00e9 que [cavalos brancos] n\u00e3o s\u00e3o cavalos? Se, havendo cavalos brancos, ent\u00e3o, h\u00e1 cavalos, como \u00e9 que os brancos n\u00e3o s\u00e3o cavalos?<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"p4\"><b>Coment\u00e1rio<\/b><\/p>\n<p class=\"p5\">O interlocutor riposta que a exist\u00eancia de cavalos brancos implica a exist\u00eancia de cavalos. O seu racioc\u00ednio respeita a lei da infer\u00eancia. Todavia, mostra com isto que continua a pensar no plano (onto)l\u00f3gico, no interior do qual a afirma\u00e7\u00e3o de Gongsun Long n\u00e3o s\u00f3 \u00e9 falsa como \u00e9 bizarra.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s2\">\u66f0\uff1a\u6c42\u99ac\uff0c\u9ec3\u3001\u9ed1\u99ac\u7686\u53ef\u81f4\uff1b\u6c42\u767d\u99ac\uff0c\u9ec3\u3001\u9ed1\u99ac\u4e0d\u53ef\u81f4\u3002\u4f7f\u767d\u99ac\u4e43\u99ac\u4e5f\uff0c\u662f \u6240\u6c42\u4e00\u4e5f\u3002\u6240\u6c42\u4e00\u8005\uff0c\u767d\u99ac\u4e0d\u7570\u99ac\u4e5f\uff1b\u6240\u6c42\u4e0d\u7570\uff0c\u5982\u9ec3\u3001\u9ed1\u99ac\u6709\u53ef\u6709\u4e0d \u53ef\uff0c\u4f55\u4e5f\uff1f\u53ef\u8207\u4e0d\u53ef\uff0c\u5176\u76f8\u975e\u660e\u3002\u6545\u9ec3\u3001\u9ed1\u99ac\u4e00\u4e5f\uff0c\u800c\u53ef\u4ee5\u61c9\u6709\u99ac\uff0c\u800c\u4e0d \u53ef\u4ee5\u61c9\u6709\u767d\u99ac\u3002\u662f\u767d\u99ac\u4e4b\u975e\u99ac\uff0c\u5be9\u77e3\uff01<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><b>GSL<\/b> \u2013 Se o que se procura s\u00e3o cavalos, os baios ou negros podem ser enviados. Mas, se o que se procura s\u00e3o cavalos brancos, os baios ou negros n\u00e3o podem ser enviados.<\/p>\n<p class=\"p3\">Se \u201ccavalo branco\u201d fosse \u201ccavalo\u201d, ambas as pretens\u00f5es seriam id\u00eanticas. Se ambas as pretens\u00f5es fossem id\u00eanticas, \u201cbranco\u201d n\u00e3o se diferenciaria de \u201ccavalo\u201d. Se ambas as pretens\u00f5es n\u00e3o fossem diferentes, como pode ser que os baios ou negros ora sejam admiss\u00edveis, ora sejam inadmiss\u00edveis? \u00c9 \u00f3bvio que \u201cadmiss\u00edvel\u201d e \u201cinadmiss\u00edvel\u201d n\u00e3o s\u00e3o id\u00eanticos um ao outro. Por isso, atrav\u00e9s dos baios ou negros pode concluir-se que h\u00e1 cavalos, mas n\u00e3o se pode concluir que h\u00e1 cavalos brancos. Da\u00ed que, de facto, \u201ccavalos brancos\u201d n\u00e3o \u00e9 \u201ccavalos\u201d!<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"p4\"><b>Coment\u00e1rio<\/b><\/p>\n<p class=\"p5\">Gongsun Long riposta com um racioc\u00ednio que se assemelha a um <i>modus tollens<\/i>:<\/p>\n<p class=\"p6\">Se cavalos brancos s\u00e3o cavalos, ent\u00e3o procurar cavalos brancos \u00e9 id\u00eantico a procurar cavalos baios e negros.<\/p>\n<p class=\"p6\">Procurar cavalos brancos n\u00e3o \u00e9 id\u00eantico a procurar cavalos baios ou negros. Logo, cavalos brancos n\u00e3o s\u00e3o cavalos.<\/p>\n<p class=\"p6\">Mas trata-se, na verdade, de um racioc\u00ednio falacioso do tipo designado como \u201cboneco de palha\u201d, atrav\u00e9s do qual se distorce o racioc\u00ednio do interlocutor para melhor o atacar. O interlocutor n\u00e3o defendeu que \u00e9 id\u00eantico procurar cavalos brancos e procurar cavalos baios ou negros. De cavalos brancos serem cavalos n\u00e3o se segue que procurar cavalos brancos seja id\u00eantico a procurar cavalos baios e negros. Logo, a conclus\u00e3o \u00e9 inv\u00e1lida.<\/p>\n<p class=\"p6\">No entanto, se nos deslocarmos da esfera estritamente l\u00f3gica para a esfera sem\u00e2ntica, as coisas mudam de semblante. Antes de mais, se o que se procura s\u00e3o \u201ccavalos\u201d e se os baios ou negros v\u00e3o de encontro ao que se procura, como afirma Gongsun Long, ent\u00e3o isto significa que tamb\u00e9m os brancos iriam ao encontro do que se procura. Nesse sentido, Gongsun Long est\u00e1 a reconhecer, sub-repticiamente, que cavalos brancos s\u00e3o efectivamente cavalos.<\/p>\n<p class=\"p6\">Por isto se v\u00ea que o interesse de Gongsun Long n\u00e3o \u00e9 contrariar a no\u00e7\u00e3o comum de que os cavalos brancos s\u00e3o cavalos. <i>Fei em bai ma fei ma<\/i>, n\u00e3o tem, ali\u00e1s, a mesma carga ontol\u00f3gica do nosso \u201cn\u00e3o \u00e9\u201d, mas aproxima-se mais de \u201cn\u00e3o \u00e9 o mesmo que\u201d ou \u201cn\u00e3o \u00e9 como\u201d.<sup>1<\/sup> Nesse sentido, <i>bai ma fei ma<\/i> n\u00e3o est\u00e1 nos ant\u00edpodas de \u201ccavalos brancos s\u00e3o cavalos\u201d, mas apenas de que \u201ccavalos brancos s\u00e3o o mesmo que cavalos.\u201d<\/p>\n<p class=\"p6\">O que move Gongsun Long \u00e9 mostrar que, em determinadas circunst\u00e2ncias, os cavalos brancos n\u00e3o devem ser tomados simplesmente como cavalos. Isto porque, quando o que se procura n\u00e3o s\u00e3o \u201ccavalos\u201d, mas \u201ccavalos brancos\u201d, nem cavalos negros nem cavalos baios v\u00e3o ao encontro do que se pretende. Se um regente pedisse que lhe fossem enviados cavalos brancos para uma dada cerim\u00f3nia protocolar e s\u00fabditos distra\u00eddos lhe enviassem cavalos brancos, baios e negros, como se o imperador tivesse pedido apenas \u201ccavalos\u201d, poderiam rolar cabe\u00e7as&#8230; Os cavalos baios e negros podem ser inclu\u00eddos na extens\u00e3o \u201ccavalos\u201d mas n\u00e3o podem ser inclu\u00eddos na extens\u00e3o \u201ccavalos brancos\u201d.<\/p>\n<p class=\"p6\">Repare-se que, no final do trecho, Gongsun Long torna a reconhecer que os cavalos brancos s\u00e3o efectivamente cavalos, quando afirma que, atrav\u00e9s dos baios ou negros (logo, tamb\u00e9m dos brancos) se pode concluir que h\u00e1 cavalos. Todavia, nem de \u201ccavalos baios e negros\u201d, nem sequer de \u201ccavalos\u201d, se pode concluir que h\u00e1 cavalos brancos. Apenas de \u201ccavalos brancos\u201d se pode concluir que h\u00e1 cavalos brancos. \u201cCavalos\u201d e \u201ccavalos brancos\u201d s\u00e3o termos que n\u00e3o dizem respeito exactamente ao mesmo conjunto de seres. Tanto a extens\u00e3o como a intens\u00e3o s\u00e3o diferentes. Por isso, mais uma vez, \u00e9 admiss\u00edvel afirmar que \u201ccavalos brancos\u201d n\u00e3o \u00e9 \u201ccavalos\u201d.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"p1\">\u66f0\uff1a\u4ee5\u99ac\u4e4b\u6709\u8272\u70ba\u975e\u99ac\uff0c\u5929\u4e0b\u975e\u6709\u7121\u8272\u4e4b\u99ac\u4e5f\u3002\u5929\u4e0b\u7121\u99ac\u53ef\u4e4e\uff1f<\/p>\n<p class=\"p3\"><b>I<\/b> \u2013 Consideras que cavalos com cor n\u00e3o s\u00e3o cavalos mas, neste mundo, n\u00e3o h\u00e1 cavalos sem cor. \u201cNeste mundo n\u00e3o h\u00e1 cavalos\u201d \u00e9 admiss\u00edvel?<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"p4\"><b>Coment\u00e1rio<\/b><\/p>\n<p class=\"p5\">O interlocutor n\u00e3o repara que Gongsun Long acabou de afirmar implicitamente por duas vezes que os cavalos brancos s\u00e3o efectivamente cavalos, o que poderia ter inflectido o debate numa outra direc\u00e7\u00e3o. Mantendo-se no plano concreto, apoia-se num mal-entendido: que Gongsun Long afirmou que cavalos concretos, com cor, n\u00e3o s\u00e3o cavalos. Ora, em nenhum momento isso aconteceu. Mas o interlocutor prossegue, ripostando que, por <i>reductio ad absurdum<\/i>, nesse caso n\u00e3o existiriam cavalos, dado todos os cavalos terem cor. Negar que um cavalo branco seja um cavalo equivale a negar que um cavalo de qualquer cor seja um cavalo. Ora, n\u00e3o existem cavalos sem cor; de onde se concluiria que n\u00e3o existem cavalos, o que \u00e9 um absurdo e at\u00e9 Gongsun Long teria de o reconhecer como tal.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s3\">\u66f0\uff1a\u99ac\u56fa\u6709\u8272\uff0c\u6545\u6709\u767d\u99ac\u3002\u4f7f\u99ac\u7121\u8272\uff0c\u6709\u99ac\u5982\u5df2\u8033\uff0c\u5b89\u53d6\u767d\u99ac\uff1f\u6545\u767d\u8005\u975e \u99ac\u4e5f\u3002\u767d\u99ac\u8005\uff0c\u99ac\u8207\u767d\u4e5f\uff1b\u99ac\u8207\u767d\u99ac\u4e5f\uff0c\u6545\u66f0\uff1a\u767d\u99ac\u975e\u99ac\u3002<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><b>GSL<\/b> \u2013 Os cavalos t\u00eam necessariamente cor, por isso h\u00e1 cavalos brancos. Se os cavalos n\u00e3o tivessem cor, ent\u00e3o s\u00f3 haveria cavalos como tal; como distinguir a\u00ed os cavalos brancos? Por isso, \u201cbranco\u201d n\u00e3o \u00e9 \u201ccavalo\u201d. \u201cCavalo branco\u201d \u00e9 a combina\u00e7\u00e3o de \u201ccavalo\u201d com \u201cbranco\u201d. Poder\u00e1 a combina\u00e7\u00e3o de \u201ccavalo\u201d com \u201cbranco\u201d ser \u201ccavalo\u201d? Por isso digo: \u201ccavalo branco\u201d n\u00e3o \u00e9 \u201ccavalo\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"p4\"><b>Coment\u00e1rio<\/b><\/p>\n<p class=\"p5\">Gongsun Long desloca-se brevemente para o plano concreto do seu interlocutor e corrige-o: n\u00e3o h\u00e1 efectivamente cavalos sem cor. Caso os cavalos n\u00e3o tivessem cor, n\u00e3o haveria cavalos brancos. N\u00e3o havendo cavalos brancos, n\u00e3o existiria o termo \u201ccavalos brancos\u201d, bastaria o termo \u201ccavalos\u201d. Mas h\u00e1 cavalos brancos, cavalos baios e cavalos negros. E faz notar que o termo \u201ccavalos brancos\u201d engloba \u201cbrancos\u201d, tal como a identidade dos cavalos brancos engloba ser branco. Ora, o mesmo n\u00e3o sucede com o termo \u201ccavalos\u201d, que n\u00e3o engloba por si cor alguma, tal como o cavalo conceptual \u00e9 livre de especificidades (como a cor) e por isso n\u00e3o \u00e9 id\u00eantico aos cavalos espec\u00edficos, particulares. Algo nos cavalos com cor, como os brancos, \u00e9 cavalo, mas n\u00e3o existe uma rela\u00e7\u00e3o de identidade entre o que \u201ccavalos brancos\u201d e \u201ccavalos\u201d denotam. Dado n\u00e3o terem a mesma identidade, \u00e9 admiss\u00edvel afirmar que \u201ccavalos brancos\u201d n\u00e3o \u00e9 \u201ccavalos\u201d.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"p1\">\u66f0\uff1a\u99ac\u672a\u8207\u767d\u70ba\u99ac\uff0c\u767d\u672a\u8207\u99ac\u70ba\u767d\u3002\u5408\u99ac\u8207\u767d\uff0c\u5fa9\u540d\u767d\u99ac\u3002\u662f\u76f8\u8207\u4ee5\u4e0d\u76f8 \u8207\u70ba\u540d\uff0c\u672a\u53ef\u3002\u6545\u66f0\uff1a\u767d\u99ac\u975e\u99ac\u672a\u53ef\u3002<\/p>\n<p class=\"p3\"><b>I<\/b> \u2013 \u201cCavalo\u201d que n\u00e3o se combina com \u201cbranco\u201d \u00e9 \u201ccavalo\u201d, \u201cbranco\u201d que n\u00e3o se combina com \u201ccavalo\u201d \u00e9 \u201cbranco\u201d. \u201cCavalo\u201d com \u201cbranco\u201d combinando-se, o composto nomeia-se \u201ccavalo branco\u201d. Isto chama-se combinar o que n\u00e3o se combina, o que \u00e9 inadmiss\u00edvel. Por isso, dizer que \u201ccavalo branco\u201d n\u00e3o \u00e9 \u201ccavalo\u201d \u00e9 inadmiss\u00edvel.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"p4\"><b>Coment\u00e1rio<\/b><\/p>\n<p class=\"p5\"><span class=\"s3\">Por fim, o interlocutor desloca-se tamb\u00e9m ele para o plano sem\u00e2ntico. E conclui que, se a combina\u00e7\u00e3o de \u201ccavalos\u201d com \u201cbrancos\u201d n\u00e3o \u00e9 \u201ccavalos\u201d, como defende Gongsun Long, ent\u00e3o s\u00f3 quando \u201ccavalo\u201d n\u00e3o se combina com nenhuma cor \u00e9 que \u00e9 \u201ccavalo\u201d e s\u00f3 quando \u201cbranco\u201d n\u00e3o se combina com nada \u00e9 que \u00e9 \u201cbranco\u201d. Se os cavalos tiverem cores ser\u00e3o sempre \u201ccavalos brancos\u201d, \u201ccavalos baios\u201d ou \u201ccavalos negros\u201d e nunca simplesmente \u201ccavalos\u201d. Mas isso, prossegue, \u00e9 formar um termo composto (\u201ccavalo branco\u201d) com componentes originalmente independentes um do outro, \u201ccavalo\u201d e \u201cbranco\u201d.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"p1\">\u66f0\uff1a\u4ee5\u300c\u6709\u767d\u99ac\u70ba\u6709\u99ac\u300d\uff0c\u8b02\u6709\u767d\u99ac\u70ba\u6709\u9ec3\u99ac\uff0c\u53ef\u4e4e\uff1f<\/p>\n<p class=\"p3\"><b>GSL<\/b> \u2013 Dizes: \u201cse h\u00e1 cavalos brancos, ent\u00e3o h\u00e1 cavalos\u201d. E dizer que, se h\u00e1 cavalos brancos, ent\u00e3o h\u00e1 cavalos baios, \u00e9 admiss\u00edvel?<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"p4\"><b>Coment\u00e1rio<\/b><\/p>\n<p class=\"p5\">Depois de relembrar ao interlocutor a posi\u00e7\u00e3o deste (de que se pode concluir que h\u00e1 cavalos de haver cavalos brancos), Gongsun Long distorce novamente um pouco a quest\u00e3o e pergunta-lhe se, de um universo onde existem cavalos brancos, se pode concluir que h\u00e1 cavalos baios ou negros. Isto equivale, claro est\u00e1, a perguntar o inverso, se de um universo onde existem cavalos baios ou negros \u00e9 admiss\u00edvel concluir que h\u00e1 cavalos brancos.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"p1\">\u66f0\uff1a\u672a\u53ef\u3002<\/p>\n<p class=\"p3\"><b>I<\/b> \u2013 \u00c9 inadmiss\u00edvel.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"p4\"><b><br \/>\nComent\u00e1rio<\/b><\/p>\n<p class=\"p5\">O opositor, obviamente, discorda que, de haver cavalos brancos, se possa concluir que h\u00e1 cavalos baios.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s4\">\u66f0\uff1a\u4ee5\u6709\u99ac\u70ba\u7570\u6709\u9ec3\u99ac\uff0c\u662f\u7570\u9ec3\u99ac\u65bc\u99ac\u4e5f\uff1b\u7570\u9ec3\u99ac\u65bc\u99ac\uff0c\u662f\u4ee5\u9ec3\u99ac\u70ba\u975e <span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>\u99ac\u3002\u4ee5\u9ec3\u99ac\u70ba\u975e\u99ac\uff0c\u800c\u4ee5\u767d\u99ac\u70ba\u6709\u99ac\uff0c\u6b64\u98db\u8005\u5165\u6c60\u800c\u68fa\u69e8\u7570\u8655\uff0c\u6b64\u5929\u4e0b\u4e4b\u6096\u8a00\u4e82\u8fad\u4e5f\u3002<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><b>GSL<\/b> \u2013 Considerar que haver cavalos difere de haver cavalos baios \u00e9 diferenciar entre \u201ccavalos baios\u201d e \u201ccavalos\u201d. Ora, diferenciar entre \u201ccavalos baios\u201d e \u201ccavalos\u201d \u00e9 considerar que \u201ccavalos baios\u201d n\u00e3o \u00e9 \u201ccavalos\u201d. Considerar que \u201ccavalos baios\u201d n\u00e3o \u00e9 \u201ccavalos\u201d, mas manter que \u201ccavalos brancos\u201d \u00e9 \u201ccavalos\u201d, \u00e9 como \u201calgo a voar penetra no lago\u201d e \u201ccaix\u00e3o interior e caix\u00e3o exterior est\u00e3o em diferentes lugares\u201d<sup>2<\/sup> &#8211; do mais contradit\u00f3rio e disparatado deste mundo!<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"p4\"><b>Coment\u00e1rio<\/b><\/p>\n<p class=\"p5\">Gongsun Long faz ent\u00e3o com que o interlocutor repare na sua presum\u00edvel contradi\u00e7\u00e3o. \u201cPresum\u00edvel\u201d porque, mais uma vez, deixa cair, pelo caminho, o termo \u201cbranco\u201d. Afinal, \u201ccavalo baio\u201d \u00e9 diferente de \u201ccavalo\u201d (e j\u00e1 n\u00e3o de \u201ccavalo branco\u201d). Dado que \u201ccavalo baio\u201d \u00e9 diferente de \u201ccavalo\u201d, ent\u00e3o, \u201ccavalo branco\u201d, necessariamente, tamb\u00e9m \u00e9 diferente de \u201ccavalo\u201d. E vai avisando que, caso o interlocutor discorde disto, cair\u00e1 em contradi\u00e7\u00f5es que considera absurdas. Os dois exemplos de contradi\u00e7\u00f5es que oferece n\u00e3o costumam merecer qualquer linha dos comentadores. No entanto, se lhes prestarmos aten\u00e7\u00e3o, assemelham-se estranhamente a algumas das teses de Hui Shi acima referidas. N\u00e3o seria esta uma cr\u00edtica a esse tipo de antinomias, como se Gongsun Long delas se quisesse demarcar?<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s4\">\u6709\u767d\u99ac\uff0c\u4e0d\u53ef\u8b02\u7121\u99ac\u8005\uff0c\u96e2\u767d\u4e4b\u8b02\u4e5f\u3002\u4e0d\u96e2\u8005\u6709\u767d\u99ac\u4e0d\u53ef\u8b02\u6709\u99ac\u4e5f\u3002\u6545\u6240\u4ee5\u70ba\u6709\u99ac\u8005\uff0c\u7368\u4ee5\u99ac\u70ba\u6709\u99ac\u8033\uff0c\u975e\u6709\u767d\u99ac\u70ba\u6709\u99ac\u3002\u6545\u5176\u70ba\u6709\u99ac\u4e5f\uff0c\u4e0d\u53ef\u4ee5\u8b02\u99ac\u99ac\u4e5f<\/span><span class=\"s5\">\u3002<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><b>GSL<\/b> &#8211; De haver cavalos brancos, n\u00e3o se pode dizer que n\u00e3o h\u00e1 cavalos: chama-se \u201cseparar o branco\u201d. N\u00e3o separar o branco, \u00e9 quando, de haver cavalos brancos, n\u00e3o se pode dizer que h\u00e1 cavalos. Assim, que h\u00e1 cavalos, \u00e9 porque de \u201ccavalos\u201d se conclui que h\u00e1 cavalos, n\u00e3o porque de \u201ccavalos brancos\u201d se conclua que h\u00e1 cavalos. Assim, se [de cavalos brancos] se conclu\u00edsse que h\u00e1 cavalos, ent\u00e3o n\u00e3o se poderia dizer que os cavalos s\u00e3o \u201ccavalos\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"p4\"><b>Coment\u00e1rio<\/b><\/p>\n<p class=\"p5\">Gongsun Long deixa claro que quem defende que se deve \u201cseparar \u2018branco\u2019\u201d (<i>li bai<\/i>) defende que \u201cquando h\u00e1 um cavalo branco pode afirmar-se que h\u00e1 um cavalo\u201d. Ou seja, havendo um cavalo branco, \u00e9 poss\u00edvel abstrair do branco e concluir que h\u00e1 um cavalo, conferindo, assim, o protagonismo a \u201ccavalo\u201d. \u00c9 a posi\u00e7\u00e3o do interlocutor.<\/p>\n<p class=\"p6\">Mas, para quem defende que n\u00e3o se deve \u201cseparar \u2018branco\u2019\u201d (<i>bu li<\/i>), \u201cquando h\u00e1 um cavalo branco n\u00e3o se pode afirmar que h\u00e1 um cavalo\u201d. Se h\u00e1 um cavalo branco, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel abstrair \u201cbranco\u201d do cavalo. Um cavalo branco, com cor, \u00e9 diferente do cavalo-forma, abstracto, sem determina\u00e7\u00e3o de cor. Ou seja, aqui confere-se protagonismo a \u201cbranco\u201d. \u00c9 a posi\u00e7\u00e3o de Gongsun Long.<\/p>\n<p class=\"p6\">Assim, da proposi\u00e7\u00e3o \u201ch\u00e1 cavalos brancos\u201d conclui-se que h\u00e1 cavalos s\u00f3 por causa do termo \u201ccavalos\u201d. Se do termo \u201ccavalos brancos\u201d se conclu\u00edsse que h\u00e1 cavalos (ou seja, se \u201cbrancos\u201d tamb\u00e9m estivesse implicado nessa conclus\u00e3o), ent\u00e3o \u201ccavalos\u201d e \u201ccavalos brancos\u201d seriam id\u00eanticos e intermut\u00e1veis. Mas se os termos \u201ccavalos\u201d e \u201ccavalos brancos\u201d fossem intermut\u00e1veis, ent\u00e3o, das duas uma: ou seria poss\u00edvel chamar \u201ccavalos brancos\u201d aos cavalos baios e negros, o que \u00e9 inadmiss\u00edvel; ou teria de se chamar aos cavalos baios e negros outra coisa que n\u00e3o \u201ccavalos\u201d.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"p1\">\u66f0\uff1a\u767d\u8005\u4e0d\u5b9a\u6240\u767d\uff0c\u5fd8\u4e4b\u800c\u53ef\u4e5f\u3002\u767d\u99ac\u8005\uff0c\u8a00\u767d\u5b9a\u6240\u767d\u4e5f\u3002\u5b9a\u6240\u767d\u8005\uff0c\u975e<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>\u767d\u4e5f\u3002\u99ac\u8005\uff0c\u7121\u53bb\u53d6\u4e8e\u8272\uff0c\u6545\u9ec3\u3001\u9ed1\u7686\u6240\u4ee5\u61c9\u3002\u767d\u99ac\u8005\uff0c\u6709\u53bb\u53d6\u4e8e\u8272\uff0c\u9ec3\u3001 \u9ed1\u99ac\u7686\u6240\u4ee5\u8272\u53bb\uff0c\u6545\u552f\u767d\u99ac\u7368\u53ef\u4ee5\u61c9\u8033\u3002\u7121\u53bb\u8005\u975e\u6709\u53bb\u4e5f\uff1b\u6545\u66f0\uff1a\u300c\u767d\u99ac\u975e\u99ac\u300d<span class=\"s6\">\u3002<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><b>GSL<\/b> &#8211; \u201cBranco\u201d n\u00e3o fixa o que \u00e9 branco e pode ser posto de parte. Em \u201ccavalos brancos\u201d fala-se num branco fixado. O branco fixado n\u00e3o \u00e9 \u201co branco\u201d. \u201cCavalos\u201d n\u00e3o exclui nem selecciona cores, por isso, baios ou negros podem ser aceites. Mas \u201ccavalos brancos\u201d exclui e selecciona cores e, por isso, os baios ou negros ficam exclu\u00eddos devido \u00e0 cor e s\u00f3 cavalos brancos podem ser aceites. N\u00e3o excluir nada n\u00e3o \u00e9 o mesmo que excluir algo. Por isso digo: \u201ccavalos brancos\u201d n\u00e3o \u00e9 \u201ccavalos\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"p4\"><b>Coment\u00e1rio<\/b><\/p>\n<p class=\"p5\">Gongsun Long declara que, neste debate, \u00e9 extempor\u00e2neo discorrer sobre uma cor que n\u00e3o est\u00e1 associada a nada. Rebate assim a anterior interpreta\u00e7\u00e3o distorcida do seu interlocutor segundo a qual estaria a afirmar que s\u00f3 quando \u201ccavalo\u201d n\u00e3o se une a \u201cbranco\u201d \u00e9 que se trata de cavalo, e que s\u00f3 quando \u201cbranco\u201d n\u00e3o se une a \u201ccavalo\u201d \u00e9 que se trata de \u201cbranco\u201d. Um termo (\u201ccavalo\u201d) que informa sobre a forma mas n\u00e3o informa sobre uma determinada caracter\u00edstica, como a cor, difere for\u00e7osamente de um termo que informa tanto sobre a forma como sobre uma determinada caracter\u00edstica, como a cor (\u201ccavalos brancos\u201d). Por n\u00e3o informar sobre a cor, \u201ccavalos\u201d designa os cavalos brancos, baios ou negros. Por informar sobre a cor, \u201ccavalos brancos\u201d s\u00f3 designa os cavalos brancos e exclui os baios ou negros. Logo, \u201ccavalos brancos\u201d n\u00e3o \u00e9 o mesmo que \u201ccavalos\u201d. Mais uma vez, dado <i>n\u00e3o terem nem a mesma intens\u00e3o nem a mesma extens\u00e3o<\/i>, \u00e9 admiss\u00edvel afirmar que \u201ccavalos brancos\u201d n\u00e3o \u00e9 \u201ccavalos\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>_______<\/p>\n<p class=\"p9\"><b>Notas<\/b><b><\/b><\/p>\n<p class=\"p10\">1 <i>Fei<\/i> pode desempenhar quatro fun\u00e7\u00f5es: afirmar que um sujeito \u00e9 diferente de um objecto; afirmar que um sujeito n\u00e3o tem um certo atributo; mostrar que a rela\u00e7\u00e3o entre um sujeito e o objecto \u00e9 exclusiva; e mostrar que nomes compostos (como \u201cbois-cavalos\u201d) n\u00e3o s\u00e3o iguais a nomes de indiv\u00edduos. Em <i>bai ma fei ma<\/i>, <i>fei<\/i> \u00e9 utilizado na primeira forma, no sentido em que \u201ccavalo branco \u00e9 diferente de cavalo\u201d (Mou Zongsan 1979).<\/p>\n<p class=\"p10\"><span class=\"s8\">2 Na China Antiga, para cada cad\u00e1ver, era costume utilizarem-se dois caix\u00f5es, um exterior e um interior.<\/span><\/p>\n<p class=\"p10\">Excerto de Cl\u00e1udia Ribeiro, <i>\u201cPodem cavalos brancos n\u00e3o ser cavalos? O \u201cDebate sobre Cavalos Brancos\u201d de Gongsun Long e sua tradu\u00e7\u00e3o comentada.\u201d<\/i>, in Philosophy@Lisbon, n\u00ba11.<\/p>\n<p class=\"p10\">http:\/\/www.philosophyatlisbon.org\/archive.php<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] Gongsun Long Tradu\u00e7\u00e3o e coment\u00e1rios Cl\u00e1udia Ribeiro &nbsp; Um texto de Gongsun Long (320&#8211;250 a.E.C.), dos mais importantes do pensamento chin\u00eas, sobre quest\u00f5es lingu\u00edsticas e epistemol\u00f3gicas, como o universal e o particular, entre outras, aqui abordadas \u00e0 luz de uma mentalidade distinta do pensamento ocidental &nbsp; \u300c\u767d\u99ac\u975e\u99ac\u300d\uff0c\u53ef\u4e4e\uff1f \u66f0\uff1a\u53ef\u3002 \u66f0\uff1a\u4f55\u54c9\uff1f \u66f0\uff1a\u99ac\u8005\uff0c\u6240\u4ee5\u547d\u5f62\u4e5f\uff1b\u767d\u8005\uff0c\u6240\u4ee5\u547d\u8272\u4e5f\u3002\u547d\u8272\u8005\u975e\u547d\u5f62\u4e5f\u3002\u6545\u66f0\uff1a\u300c\u767d\u99ac\u975e\u99ac\u300d\u3002 Interlocutor \u2013 \u201cCavalos brancos&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":12,"featured_media":646,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-645","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-pensamento"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.viadomeio.com\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/82-Debate-e1758730300127.png","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/645","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/12"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=645"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/645\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":647,"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/645\/revisions\/647"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/646"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=645"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=645"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=645"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}