{"id":686,"date":"2025-09-25T02:25:27","date_gmt":"2025-09-24T18:25:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.viadomeio.com\/?p=686"},"modified":"2025-09-25T02:25:27","modified_gmt":"2025-09-24T18:25:27","slug":"vermelho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/2025\/09\/25\/vermelho\/","title":{"rendered":"Vermelho"},"content":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">A<\/span><span class=\"s2\">s cores s\u00e3o decisivas nas rela\u00e7\u00f5es que estabelecemos connosco e com o mundo. Quando desejamos apoiar um pa\u00eds, como tem sucedido recentemente com a Ucr\u00e2nia no Ocidente, envergamos as cores da sua bandeira, neste caso o azul e o amarelo. O modo como nos apresentamos emite mensagens, comunica sentimentos. As cores est\u00e3o associadas a rituais e cerim\u00f3nias fundamentais dos pontos de vista pol\u00edtico, social, sociolingu\u00edstico, religioso e at\u00e9 m\u00e9dico. <\/span><\/p>\n<p class=\"p3\">Na medicina tradicional chinesa, o corpo nunca \u00e9 dissociado da mente ou, caso se prefira, a fisiologia est\u00e1 intimamente associada \u00e0 psicologia: o que faz bem ao corpo, melhora o desempenho ps\u00edquico e vice-versa.<\/p>\n<p class=\"p3\">Veja-se ent\u00e3o o que apresenta o <i>Cl\u00e1ssico da Medicina Interna<\/i> (<span class=\"s3\">\u9ec4\u5e1d\u5185\u7ecf<\/span> <i>Hu\u00e1ngd\u00ec n\u00e8ijing<\/i>) sobre as cores. Este Cl\u00e1ssico \u00e9 atribu\u00eddo ao Imperador Amarelo, que ter\u00e1 vivido no terceiro mil\u00e9nio antes de Cristo ou, como especificam Cec\u00edlia Jorge e Beltr\u00e3o Coelho em <i>Medicina Chinesa, Em Busca do Equil\u00edbrio Perdido<\/i> (1988: 36), em 2697-2595 a. C. Este Cl\u00e1ssico \u00e9 redigido na forma dialogada entre o Imperador e seu ministro Q\u00ed P\u00f3 (<span class=\"s3\">\u5c90\u4f2f<\/span>).<\/p>\n<p class=\"p3\">Pela extens\u00e3o e vastid\u00e3o dos conhecimentos \u00e9 muito prov\u00e1vel que o Cl\u00e1ssico tenha sido compilado j\u00e1 durante a dinastia Zhou (<span class=\"s3\">\u5468<\/span>Zhou, 1122-255 a.C ) ou, como alvitram Cec\u00edlia Jorge e Beltr\u00e3o Coelho, durante o Per\u00edodo dos Reinos Combatentes (<span class=\"s3\">\u6218\u56fd<\/span>Zh\u00e0ngu\u00f3, 475-221 a.C). Encontra-se dividido em duas partes: Perguntas Simples (<span class=\"s3\">\u7d20\u95ee<\/span> S\u00f9 w\u00e8n) e N\u00facleo Espiritual (<span class=\"s3\">\u7075\u67a2<\/span> L\u00edng shu). Na primeira, s\u00e3o abordados os princ\u00edpios fundamentais da filosofia m\u00e9dica chinesa, tais como o Yin (<span class=\"s3\">\u9634<\/span> <span class=\"s4\">Y\u012bn<\/span>) e o Yang (<span class=\"s3\">\u9633<\/span> Y\u00e1ng), o Dao da Sa\u00fade (<span class=\"s3\">\u5065\u5eb7\u9053<\/span><span class=\"s4\">Ji\u00e0nk\u0101ng d\u00e0o<\/span>), o corpo humano, profilaxia e formas de tratamento; j\u00e1 na segunda se desenvolvem as no\u00e7\u00f5es adiantadas para os meridianos, a acupunctura, a ervan\u00e1ria, os exerc\u00edcios respirat\u00f3rios, a moxibust\u00e3o com \u00eanfase na acupunctura.<\/p>\n<p class=\"p3\">Aqui interessa estudar a rela\u00e7\u00e3o entre as cores e a sa\u00fade f\u00edsica, ps\u00edquica e a natureza no Pa\u00eds do Meio. Posto isto, estas surgem associadas, antes de mais, aos cinco elementos que derivam do Yin escuro e lunar e do Yang claro e solar. S\u00e3o eles: a Madeira verde, que domina na Primavera, o Fogo vermelho em conex\u00e3o com o Ver\u00e3o; o branco ligado ao Metal e ao Outono; a \u00c1gua dominante no Inverno e associada ao preto e a Terra, ao amarelo, ao final do Ver\u00e3o e ao centro.<\/p>\n<p class=\"p3\">Quanto \u00e0s cores do rosto e dos seus componentes, especialmente da l\u00edngua, s\u00e3o fundamentais para detectar o estado de sa\u00fade das pessoas. Sem esquecer as variedades \u00e9tnicas, o ideal ser\u00e1 ter uma colora\u00e7\u00e3o de rosto com \u201c faces rosadas, brilhantes e orvalhadas \u201d (Jorge, Coelho, 1988: 72)<\/p>\n<p class=\"p3\">As cinco cores b\u00e1sicas devem harmonizar-se na face com um leve predom\u00ednio de vermelho, na forma \u201crosada\u201d. No primeiro livro do <i>Cl\u00e1ssico da Medicina Interna<\/i>, que recebeu como t\u00edtulo na tradu\u00e7\u00e3o de Fernanda Pinto Rodrigues (1975) <i>O Livro de Acupunctura do Imperador Amarelo<\/i> (Nei Ching): \u201cO vermelho \u00e9 a cor do Sul, impregna o cora\u00e7\u00e3o, mant\u00e9m os ouvidos abertos e ret\u00e9m subst\u00e2ncias essenciais no cora\u00e7\u00e3o. A sua doen\u00e7a est\u00e1 localizada nas cinco v\u00edsceras, o seu gosto \u00e9 amargo, o seu elemento o fogo, os seus animais os carneiros e o seu cereal o pain\u00e7o paniculado glutinoso. Adapta-se \u00e0s quatro esta\u00e7\u00f5es e corresponde ao planeta Marte. Compreende-se pois que as suas doen\u00e7as estejam localizadas no pulso. O seu som \u00e9 chi; o seu n\u00famero \u00e9 sete e cheira a queimado\u201d ( Rodrigues, 1975: 29).<\/p>\n<p class=\"p3\">Se o vermelho \u00e9 a cor do cora\u00e7\u00e3o e se este comanda a mente dos chineses, recorde-se que o cora\u00e7\u00e3o (<span class=\"s3\">\u5fc3<\/span> xin) n\u00e3o \u00e9 apenas um \u00f3rg\u00e3o f\u00edsico, sendo igualmente a sede das opera\u00e7\u00f5es mentais das gentes do Pa\u00eds do Meio, que nunca dissociam o corpo da mente, o vermelho ocupar\u00e1 um lugar de destaque n\u00e3o apenas a n\u00edvel pessoal, mas ainda cultural, a ponto de se tornar a cor omnipresente em todas as celebra\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, sociais, religiosas e at\u00e9 lingu\u00edsticas.<\/p>\n<p class=\"p3\">O vermelho \u00e9 ent\u00e3o na China a cor da felicidade, da sorte, da vida, dos rituais, do poder e do amor. Apenas alguns exemplos a comprovar o que fica dito. O vermelho foi a cor do poder nos tempos imperiais. E embora cada dinastia pudesse escolher a cor de reinado, a maioria optou pelo vermelho, interditando o seu uso \u00e0 popula\u00e7\u00e3o em geral. J\u00e1 nos tempos republicanos, o vermelho \u00e9 cor omnipresente na pol\u00edtica da Rep\u00fablica Popular da China, desde os tempos fundacionais, com a bandeira nacional a vermelho a marcar a ideologia no mapa do mundo chin\u00eas, passando pelo per\u00edodo revolucion\u00e1rio mao\u00edsta at\u00e9 ao presente reformista. Nas celebra\u00e7\u00f5es matrimoniais tradicionais, as noivas casam sempre na cor do sangue e da vida, com os noivos a acompanhar no mesmo tom, que se expande em todo o tipo de adere\u00e7os e elementos figurativos, incluindo, rolos, recortes e ditos auspiciosos. Estes surgem quase sempre em fundo cin\u00e1brico, sendo um dos caracteres mais recorrentes nos casamentos, o da \u201cDupla Felicidade\u201d (<span class=\"s3\">\u56cd<\/span> <span class=\"s4\">shu\u0101ngx\u01d0<\/span>). E se nos recortes os caracteres sobressaem escarlates, j\u00e1 as imagens votivas costumam aparecer num fundo vermelh\u00e3o alternando os caracteres cin\u00e1bricos com os a tinta da china, para que possam destacar-se nos fundos encarnados.<\/p>\n<p class=\"p3\">Esta ubiquidade do vermelho reflecte-se naturalmente na linguagem. Assim, Yan Chunling diz-nos em <i>Chinese Red<\/i> (2006): \u201cA adora\u00e7\u00e3o do vermelho n\u00e3o se reflecte apenas nos objectos, mas tamb\u00e9m na cultura nacional. Se algu\u00e9m \u00e9 descrito como tendo face vermelha ou um \u2019cora\u00e7\u00e3o vermelho\u2019\u201d, \u00e9 um modelo para os outros porque \u00e9 leal como um cora\u00e7\u00e3o vermelho\u201d. (2006: 8)<\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s5\">Ter um \u201ccora\u00e7\u00e3o vermelho\u201d (<\/span><span class=\"s6\">\u7ea2\u5fc3<\/span><span class=\"s7\">h\u00f3ngx\u012bn<\/span><span class=\"s5\">) ou uma \u201cface vermelha\u201d (<\/span><span class=\"s6\">\u7ea2\u8138<\/span> <span class=\"s7\">h\u00f3ngli\u01cen<\/span><span class=\"s5\">) significa possuir bom car\u00e1cter tanto na \u00f3pera chinesa como na vida, ser corajoso, leal e justo. Na \u00f3pera, o papel da m\u00e1scara face vermelha \u00e9 contraposto ao da branca (<\/span><span class=\"s6\">\u767d\u8138 <\/span><span class=\"s7\">b\u00e1ili\u01cen<\/span><span class=\"s5\">), tendo este \u00faltimo uma forte conota\u00e7\u00e3o negativa. J\u00e1 um \u201ccora\u00e7\u00e3o vermelho\u201d \u00e9 bravo e fiel aos amigos, ao cl\u00e3 e ao pa\u00eds. Havendo uma express\u00e3o em g\u00edria que traduz este estado de esp\u00edrito \u201ccoragem vermelha e lealdade\u201d (<\/span><span class=\"s6\">\u8d64\u80c6\u5fe0\u8bda<\/span><span class=\"s7\">ch\u00ec d\u01cen zh\u014dngch\u00e9ng<\/span><span class=\"s5\">) O vermelho simboliza ainda o poder e a ascens\u00e3o pol\u00edtica, logo a quem \u00e9 beneficiado pelas autoridades chama-se \u201cpessoa vermelha\u201d (<\/span><span class=\"s6\">\u7ea2\u4eba<\/span><span class=\"s5\"> h\u00f3ngr\u00e9n). Assim, o dito \u201cele est\u00e1 t\u00e3o vermelho que se tornou p\u00farpura\u201d (<\/span><span class=\"s6\">\u7ea2\u5f97\u53d1\u7d2b<\/span> <span class=\"s7\">h\u00f3ng de f\u0101 z\u01d0<\/span><span class=\"s5\">), significa que se est\u00e1 influente e pr\u00f3ximo de poder, implicando consequ\u00eancias pr\u00e1ticas bem-vindas de promo\u00e7\u00e3o e ascens\u00e3o social (Yan, 2006: 26).\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\">Esta cor encontra-se t\u00e3o intimamente associada \u00e0 nobreza na tradi\u00e7\u00e3o chinesa, que as suas casas eram denominadas \u201cmans\u00f5es vermelhas\u201d (<span class=\"s3\">\u7ea2\u697c<\/span> h\u00f3ngl\u00f3u), pelo facto de surgirem pintadas de vermelh\u00e3o na paisagem, sendo bom exemplo disso, a Cidade Proibida, a mans\u00e3o imperial, uma cidade opulenta e reservada, com os seus muros pintados de vermelho. As senhoras que habitavam em casas senhoriais eram para os letrados \u201cmangas vermelhas\u201d (<span class=\"s3\">\u7ea2\u8896<\/span> h\u00f3ngxi\u00f9) \u00c9 altura de lembrar que na China antiga apenas os pal\u00e1cios e os templos podiam ser pintados a cor de cin\u00e1brio.<\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s2\">\u00c9 ent\u00e3o natural que as festividades mais importantes entre os chineses sejam verdadeiros banhos de encarnado, por exemplo, o Ano Novo Chin\u00eas ou Festividade da Primavera com as casas decoradas a vermelho, as ruas cobertas de Lanternas encarnadas, na festividade das lanternas que encerra este tempo festivo, os templos repletos de vest\u00edgios de panch\u00f5es da mesma tonalidade e as casas e edif\u00edcios p\u00fablicos pejados de votos auspiciosos em fundo escarlate ou recortes totalmente encarnados, criando uma \u201catmosfera vermelha\u201d (Yan, 2006: 42) com o objectivo de espantar os males e trazer e felicidade a todos os chineses, incluindo as crian\u00e7as. Estas envergavam, e ainda usam, chap\u00e9us, trajes e todo o tipo de adere\u00e7os onde predomina este tom, incluindo sapatos com cabe\u00e7as de tigre, que as h\u00e3o-de proteger, a vermelh\u00e3o e dourado.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\">O sin\u00f3logo macaense Lu\u00eds Gonzaga Gomes (1907-1976), numa das suas obras sobre a cultura chinesa, intitulada Festividades Chinesas (1953), considera que \u00e9 prov\u00e1vel a Festa das Lanternas estar ligada ao culto do Imperador Wudi (<span class=\"s3\">\u6b66\u5e1d<\/span>, 140-86 a.C) da dinastia Han \u00e0 divindade da Primeira Causa (<span class=\"s3\">\u592a\u4e59\u795e<\/span> <span class=\"s4\">T\u00e0iy\u01d0sh\u00e9n<\/span>) e que a coloca\u00e7\u00e3o de lanternas vermelhas acesas e ramos de abeto nas portas teriam como objectivo atrair a prosperidade com as luzes e a longevidade com os ramos. (Gomes, 1953: 183) Refere, ainda, que o Imperador da dinastia Tang Ruizong (<span class=\"s3\">\u5510\u777f\u5b97<\/span> <span class=\"s4\">T\u00e1ng Ru\u00ecz\u014dng<\/span>, 662-710) ter\u00e1 mandado decorar uma frondosa \u00e1rvore de mais de 36 metros de altura com 50.000 lanternas. Esta possu\u00eda um aspecto \u201ct\u00e3o fe\u00e9rico que ficou sendo conhecida na hist\u00f3ria com o nome de \u00e1rvore igniscente\u201d (Gomes, 1953: 184).<\/p>\n<p class=\"p3\">N\u00e3o tem passado despercebido igualmente por entre os letrados portugueses a abund\u00e2ncia do vermelho nas principais festividades chinesas, como se pode ver pelo seguinte excerto da poeticamente ligada a Macau, Fernanda Dias, no poema intitulado \u201cAno Novo\u201d:<\/p>\n<p class=\"p3\">Vermelha de panch\u00f5es<\/p>\n<p class=\"p3\">negra de fumo denso,<\/p>\n<p class=\"p3\">a noite ardia pelo tempo adentro (&#8230;)<\/p>\n<p class=\"p3\">No turbilh\u00e3o da cor<\/p>\n<p class=\"p3\">e no fragor do fogo e dos tambores dementes<\/p>\n<p class=\"p3\">crescia-me na alma uma flor de vidro.<\/p>\n<p class=\"p3\">(Kelen, Han 2010: 173)<\/p>\n<p class=\"p3\">Na g\u00edria encontra-se id\u00eantico predom\u00ednio da cor de sangue. Assim para mencionar neg\u00f3cios pr\u00f3speros se diz que est\u00e3o em \u201cfogo vermelho\u201d (<span class=\"s3\">\u7ea2\u706b<\/span> h\u00f3nghuo) , sendo uma vedeta muito popular no mundo do espect\u00e1culo \u201cestrela vermelha\u201d (<span class=\"s3\">\u7ea2\u661f<\/span> <span class=\"s4\">h\u00f3ngx\u012bng<\/span>) e uma vida feliz \u00e9 uma \u201cvida a vermelho fogoso\u201d (<span class=\"s3\">\u706b\u7ea2\u4eba\u751f<\/span>) .<\/p>\n<p class=\"p3\">Este mundo de chin\u00eas vermelho, vivo, alegre, sexualizado e colorido, ganha um sentido depreciativo quando observado e filtrado pela filosofia da linguagem budista. Tanta cor e anima\u00e7\u00e3o s\u00e3o associadas \u00e0 poeira mundana que nos cria la\u00e7os, destr\u00f3i e invade os sentidos em \u201cpoeira vermelha\u201d (<span class=\"s3\">\u7ea2\u5c18<\/span> h\u00f3ngch\u00e9n ). Esta \u00e9 causadora de grande sofrimento, pelo que o fil\u00f3sofo ou o religioso budista far\u00e1 por n\u00e3o ser contaminado, por se libertar dela assim que poss\u00edvel, entoando os seus sutras enquanto bate com uma batuta em pequenos blocos de madeira ocos pintados de vermelho para a afastar de si.<\/p>\n<p class=\"p3\">A terminar \u00e9 preciso n\u00e3o esquecer que o Budismo entrou na China via \u00cdndia ou \u00c1sia Central, n\u00e3o sendo uma filosofia aut\u00f3ctone. Ainda assim, n\u00e3o escapa \u00e0 magia do elemento vermelho, j\u00e1 que no Budismo Popular \u00e9 pelo fogo que as almas se purificam e os mundanos comunicam com os seres espirituais. Portanto, at\u00e9 nesta filosofia a cor de fogo, que n\u00e3o pode ser dissociada do vermelho, tem um papel curativo essencial. Libertamo-nos deste mundo pelo fogo, comunicamos com o sagrado pelo fogo e curamos os males do esp\u00edrito e do corpo com ele para todos os chineses, qualquer que seja a filosofia, recorde-se que a um n\u00edvel t\u00e3o b\u00e1sico como o da culin\u00e1ria, ramo inclu\u00eddo na Medicina Tradicional Chinesa, uma das indica\u00e7\u00f5es matriciais \u00e9 a de que os alimentos devem ser cozinhados, sempre que poss\u00edvel, antes de ingeridos para garantir a sa\u00fade individual e p\u00fablica. No mundo chin\u00eas \u00e9 com o vermelho sangue que nascemos, crescemos em vitalidade e energia, casamos e festejamos, nos curamos, purificamos e nos transportamos a outras dimens\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"p4\"><span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"p5\"><b>____<\/b><\/p>\n<p class=\"p5\"><b>Bibliografia<\/b><b><\/b><\/p>\n<p class=\"p6\"><span class=\"s5\">Gomes Gonzaga, Lu\u00eds. 1953. <\/span><span class=\"s8\"><i>Festividades Chinesas<\/i><\/span><span class=\"s5\">. Macau: Not\u00edcias de Macau. <\/span><\/p>\n<p class=\"p6\"><span class=\"s5\">Jorge, Cec\u00edlia, Beltr\u00e3o Coelho. 1988. <\/span><span class=\"s8\"><i>Medicina Chinesa, Em Busca do Equil\u00edbrio Perdido<\/i><\/span><span class=\"s5\">. Macau: Instituto Cultural de Macau e C\u00edrculo dos Leitores.<\/span><\/p>\n<p class=\"p7\"><span class=\"s9\">Kelen, Kit, Lili Han (ed.). 2010. <\/span><span class=\"s5\"><i>Poetas Portugueses de Macau. Portuguese Poets of Macau<\/i><\/span><span class=\"s9\">. Macau: ASM.<\/span><\/p>\n<p class=\"p7\"><span class=\"s9\">Li Shujuan, YanLigang . Ed. (<\/span><span class=\"s10\">\u674e\u6dd1\u5a1f, \u989c\u529b\u92fc<\/span><span class=\"s9\">). 1998. <\/span><span class=\"s5\"><i>Chinese-English Dictionary of Modern Slang of China<\/i><\/span><span class=\"s9\">.<\/span><span class=\"s10\"> \u300a\u6f22\u82f1\u4e2d\u570b\u65b0\u4fda\u8a9e\u300b. \u9999\u6e2f:\u6d77\u5cf0\u51fa\u7248\u793e<\/span><span class=\"s9\">.<\/span><\/p>\n<p class=\"p6\"><span class=\"s5\">Rodrigues Pinto, Fernanda (Trad.). 1955. <\/span><span class=\"s8\"><i>O Livro de Acupunctura do Imperador Amarelo (Nei Ching)<\/i><\/span><span class=\"s5\">. Lisboa: Editorial Minerva.<\/span><\/p>\n<p class=\"p6\"><span class=\"s5\">Yan Chunling. <\/span><span class=\"s8\"><i>Chinese Red<\/i><\/span><span class=\"s5\">. 2006.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>Beijing: Foreign Languages Press.<\/span><\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] As cores s\u00e3o decisivas nas rela\u00e7\u00f5es que estabelecemos connosco e com o mundo. Quando desejamos apoiar um pa\u00eds, como tem sucedido recentemente com a Ucr\u00e2nia no Ocidente, envergamos as cores da sua bandeira, neste caso o azul e o amarelo. O modo como nos apresentamos emite mensagens, comunica sentimentos. 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