{"id":798,"date":"2025-10-07T04:06:48","date_gmt":"2025-10-06T20:06:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.viadomeio.com\/?p=798"},"modified":"2025-10-07T04:06:57","modified_gmt":"2025-10-06T20:06:57","slug":"sobre-buda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.viadomeio.com\/index.php\/2025\/10\/07\/sobre-buda\/","title":{"rendered":"Sobre Buda"},"content":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p class=\"p1\">O <span class=\"s2\">que aconteceu<\/span> ao viajante? As nossas pernas j\u00e1 n\u00e3o precisam de aguentar a caminhada que nos trouxe at\u00e9 aqui? Os meus olhos j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o obrigados a suportar o peso de qualquer vis\u00e3o, a bem do futuro, \u00e9 preciso calcar o passado.<\/p>\n<p class=\"p3\">Oh, Boddhisatva desta querida Terra, com tal for\u00e7a e ainda precisas de um protector. Choras pelos fracos que abandonaram o teu corpo? Desta vez o viajante n\u00e3o tinha cren\u00e7as: uma jornada de vit\u00f3ria, uma manifesta\u00e7\u00e3o de Canibalismo. Dentro do sil\u00eancio, afirmaste a tua narrativa. Suspenso, tu ponderas. Dizem que o pensamento \u00e9 a arma mais poderosa. Quem? Quem precisa dos nossos pensamentos e s\u00e3o eles alguma vez transportados pelos lamentos, ou nunca podem escapar ao destino da tinta e do papel?<\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s3\">S\u00f3 atrav\u00e9s do pensamento eu me torno o teu soldado e, no entanto, comecei a pensar porque prometeste libertar-me.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\">Secretismo dentro de montanhas, dentro de cavernas. O solil\u00f3quio \u00e9 uma actua\u00e7\u00e3o; quem disse que eu queria vir a ter uma resposta? Ter companhia sem conversa\u00e7\u00e3o, ter medo, mas tamb\u00e9m demonstrar for\u00e7a. Com os vapores dos cozinhados, todos regressamos ao vinho, \u00e0 Terra.<\/p>\n<p class=\"p3\">Digo que existem suficientes pessoas sensatas neste Planeta! Tantas teorias, mas nenhum conte\u00fado. N\u00e3o se pode atingir a sabedoria sem encontrar a solu\u00e7\u00e3o para uma obsess\u00e3o n\u00e3o resolvida. Para contemplar cada camada da nossa fixa\u00e7\u00e3o: fasc\u00ednio, paix\u00e3o, limita\u00e7\u00e3o, co-exist\u00eancia. Temos de sair do nosso pal\u00e1cio n\u00e3o s\u00f3 para nos apercebermos de que existem outros reinos, mas para ver as pessoas, o invasor, o monge.<\/p>\n<p class=\"p3\">Lamento Boddhisatva, mas n\u00e3o tenho a tua for\u00e7a. Tenho de destruir o pedestal que distingue o corpo da mente. Sob a viol\u00eancia carnavalesca, o nosso corpo \u00e9 destru\u00eddo, sem que eu tenha possibilidade de ver a tua mente. Tenho de permanecer fiel \u00e0s minhas sensa\u00e7\u00f5es. Para deixar que o meu corpo fa\u00e7a voar um papagaio chamado mente.<\/p>\n<p class=\"p3\">Os coment\u00e1rios sat\u00edricos sobre os nossos actos de viol\u00eancia n\u00e3o justificam o acto em si. Porque \u00e9 que nos sentimos confort\u00e1veis connosco pr\u00f3prios quando entramos na pele do \u201cobservador\u201d? A c\u00e2mara torna-se os nossos olhos renovados, sempre n\u00edtida, sem interfer\u00eancias da realidade permut\u00e1vel. Um gosto de beleza distorcido, onde um Buda na sua plenitude se torna indigno de nossa vis\u00e3o, porque a sua plenitude nos \u00e9 incompreens\u00edvel. Talvez precisemos da sua destrui\u00e7\u00e3o para alcan\u00e7ar um sentimento de auto-piedade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] O que aconteceu ao viajante? As nossas pernas j\u00e1 n\u00e3o precisam de aguentar a caminhada que nos trouxe at\u00e9 aqui? Os meus olhos j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o obrigados a suportar o peso de qualquer vis\u00e3o, a bem do futuro, \u00e9 preciso calcar o passado. 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